Casais modernos. E infiéis.

Casais modernos E infiéis

A sociedade evolui, muda, cria regras diferentes. E isso vale para os relacionamentos. Até a fidelidade ganha cara nova. Agora, casais de todo tipo desenham limites e criam normas que valem apenas para eles. E nessas regras, a traição tem outra cara.

A psicóloga Laila Pincelli,especialista em terapia familiar e de casal, de São Paulo, vê muitos casais modernos, liberais, e explica que, entre eles, o que existe é um conjunto de normas diferentes das tradicionais. “A fidelidade, por exemplo, ganha outros moldes”. Segundo ela essas novas regras são as mais diversas e normalmente conversadas ou implícitas no decorrer da relação. “Pode ser que um casal aceite ter outros parceiros, mas sem sexo. Para outros, vale tudo”, lista. Há ainda aqueles que liberam o relacionamento virtual, mas não aceitam que passe disso.

Se as regras forem seguidas, tudo certo e nada de sofrimento. Nem o ciúme abala porque, ele também é conversado dentro das regras. “Se a situação é satisfatória para os dois lados, mesmo sem a dita fidelidade nos moldes tradicionais, não faz mal algum”.

Mas, segundo Laila, se um deles aceita apenas para manter a situação, a relação deixa de ser saudável e o sofrimento é inevitável. “A auto-estima se destrói e, por conseqüência, todo o resto”.

E foi o que aconteceu com o publicitário paulistano Marcelo Cajuí. Ele embarcou numa relação sem pacto de fidelidade por que a namorada queria, mas não segurou a barra. “Acho que este tipo de relacionamento é totalmente destrutivo para a auto-estima. Querendo ou não, todos desejamos alguém que esteja ao nosso lado e compartilhe dos nossos problemas”, diz. “No começo você não liga, finge ser moderno ou ter mente aberta, pois gosta da pessoa e é bom quando ela está ao seu lado. Eu não queria perdê-la e aceitava”.

Ele conta que chegou a aceitar que a namorada viajasse para ver outra pessoa. “Ficamos um ano nesta situação, hoje não ficaria um mês”.

Amanda Costa discorda de Marcelo e acha que relacionamento liberal é a melhor escolha. “Você não se preocupa porque dá liberdade ao parceiro. Se ele se interessar por outra (ou outro), vai te dizer”.

Se a relação tem ou não um pacto de fidelidade assumido, o certo é que não adianta ficar paranóica, possuída, possessiva. Não adianta querer trancar o amado em casa, vigiar os passos, fuçar nas coisas, chegar de surpresa para pegar em flagrante, viver com medo, sob a sombra da tragédia. Se tiver que acontecer, acontece sem você perceber ou quiser.

Com base em sua experiência de consultório, Laila tem constatado que a infidelidade é cercada de mitos. Um deles é a ‘culpa do traído’. Geralmente, ele se considera culpado por ter falhado na relação ou por ter estado ausente ou pouco dedicado. Para Laila, esta é uma crença aceita pela pessoa que traiu e por quem foi traído e até pela sociedade em geral. “O fato é que ninguém leva ninguém a fazer nada. A relação é feita pelos dois lados e não se pode pôr a culpa em uma das partes”. Para um relacionamento ser realmente bom, é preciso coragem de ser verdadeiro. E mais, é preciso respeitar o direito de escolha. Mesmo que a escolhida não seja (apenas) você.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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