Minha filha é lésbica!

sex, 24/10/2008 - 09h33

Minha filha é lésbica

“Levei um susto! Foi uma total surpresa para mim, mas diferente da maioria, o que me veio à cabeça naquele momento foi imaginar o sofrimento da minha menina desde os 12 anos, idade em que se descobriu lésbica, antes disso, ela só sabia que era diferente”.

O depoimento é de Angela Moysés, mãe de Thaís, de 21 anos. A jovem assumiu ser lésbica aos 16 anos. Antes de saber o que estava acontecendo de fato, Angela observava um comportamento estranho da filha - sempre calada, chorando a toa e usando a desculpa que estava estressada pelo excesso de atividades, que na verdade se tratava de uma válvula de escape.

“Um dia, após chegarmos do cursinho, eu disse a ela que enquanto não me contasse qual era o problema não levantaríamos da mesa. E foi aí que ela me relatou que gostava de meninas e não de meninos”. Na mesma hora, a mãe fez a seguinte pergunta: "Filha, você tem idéia de que seu caminho será muito sofrido?" E ela respondeu: "mãe, se fosse opção você acha que teria escolhido o caminho mais difícil para viver?"

A partir daí, Angela começou a ler sobre o assunto, além de se preparar para falar com o seu marido e sua filha mais nova, Tatiana, que na época tinha 13 anos. Para a sua surpresa, ele encarou a situação normalmente. “Inclusive ele disse que iria entrar no mundo gay pela porta da frente, de mãos dadas com ela e que não era necessário continuar vivendo uma vida dupla. Nós queríamos conhecer as pessoas com quem ela estava andando, e assim foi. Sabíamos que essa nossa postura traria problemas - já sofremos com o preconceito - mas enfrentamos tudo juntos”.

Angela passou a convidar amigos gays e lésbicas da filha para a sua casa e percebeu que grande parte deles tinha histórias tristes para contar. Certo dia, a filha trouxe uma cartilha do Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), ONG que promove reuniões presenciais ou virtuais e conta com o apoio de psicólogos. Edith Modesto, a fundadora do grupo, compilou alguns depoimentos e os reuniu no livro "Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais", lançado este mês.

“Foi um grande passo participar da ONG. Queria mostrar a eles que é possível sim ter um filho ou filha homossexual e ser feliz. É extremamente gratificante, principalmente quando conseguimos ajudar um pouquinho aquela mãe que está um farrapo, destroçada, e que passa a enxergar uma luz no fim do túnel!”, diz.

Sobre a falta de leis que reconheça a união de homossexuais Angela é enfática: “Eles trabalham, pagam impostos, vivem toda uma vida juntos e na hora que um deles morre, não há direito a pensão e nem a herança. Isso é injusto. Temos que reconhecer de direito o que já existe de fato!

"Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais"

Edith Modesto

Editora Record

Por Juliana Lopes

26 comentários no Vilaclub

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alex
ter, 01/07/2014 - 05h23 - reportar abuso

os pais que tem filhos homossexuais,tem que procurar ajuda-los e não empurra-los para esse mundo.Pois sabemos da verdade DEUS unio o homem e a mulher,crescei e multiplicaivós,amanhã nós pagamos a conta!A violência,doênças incuravéis,diversos males espalhados pelo mundo,são o resultado de decisões tomadas pela a humanidade que não agradaram a DEUS.

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alex
ter, 01/07/2014 - 05h55 - reportar abuso

os pais que tem filhos homossexuais,tem que procurar ajuda-los,e não empurra-los para o mundo gay.Pois sabemos da verdade,DEUS unio o homem e a mulher,crescei e multiplicai-vos,hj a sociedade de maneira hipocrita aceita esse tipo de união,amanhã nós pagaremos a conta!a violência,doênças incuravéis,diversos males espalhados pelo mundo,é o resultado de decisões tomadas pela humanidade que não agradaram a \"DEUS\"

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andrew magnani gonçalves
sex, 17/01/2014 - 17h48 - reportar abuso

oi tb

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Marta Lucia Nogueira
sex, 27/07/2012 - 21h35 - reportar abuso

Angela Moisés, é muito descaramento vc dizer que o número de homossexuais, lá são poucos, alguns para não serem mortos mudam-se para outros países, outros q são descobertos são mortos. Vc não precisa me dizer pq eles se matam. Eu sei e vou lhe dizer, pq não recebem ajuda psicológica necessária, para uma tentativa de reorientação sexual. Também, tem plena consciência que não são normais, querem mudar e não conseguem. Aparentemente, dizem-se felizes e ao fim de tudo uma depressão muito grande, que leva ao suícidio. Quem está fazendo estrago na cabeça destes jovens são pessoas como vc., que ao invés de ajudá-los, acaba de empurrá-los para o buraco. Famílias estão sendo sofrendo muito vendo seus filhos serem adotados pela militância gay. O CRP é o primeiro a impedir um tratamento, para o jovem no sentido de reorientá-lo, caso ele queira. Mas, quem sabe agora, com psicólogos sérios como a Dra. Marisa Lobo, as coisas mudem de figura.

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Isabel Vieira
ter, 31/07/2012 - 23h37 - reportar abuso

Como ja disse aqui antes sou Enfermeira e Lesbica assumida, a mais ou menos um mÊs ocorreu um fato em meu plantao q partiu meu coraçao e fez mt gente refletir... Por volta de 1 hra da manha um carro entrou a toda pelo portao do hospital, parou em frente a entrada da ambulancia e de dentro dele saiu uma mae aos prantos mandando socorrer o filho dela, es q vou ate o carro e me deparo com um jovem, ensanguentado, chamo o maqueiro e levo o mesmo para dentro as pressas, entro ele nas maos dos cirurgioes e saio para tentar entender o q acontenceu... Conversa vai conversa vem...es q aos prantos os pais resolvem confessar o q houve..o menino havia revelado a poucos dias ser homossexual e disse estar namorando outro menino, o pai (militar) com medo da reaçao das pessoas e familia, fez o escandalo de sempre e ameaçou expulsar o filho de casa caso ele nao terminasse o namoro e virasse homem... o menino sofreu durante dias o preconceito dos pais e nao aguentou e naquela noite pegou o revolver do pai e disparou no quarto sozinho um tiro contra sua cabeça, foi encontrando pelo irmao... Horas depois o menino estava morto la no hospital... E a familia??? destruida... chorava a perda de um jovem cheio de vida devido a um preconceito ridiculo.. Pq nao podemos ser felizes como outra pessoas qq? nao temos doença contagiosa.. nao somos monstros.. nao fazemos mal a ninguem.. apenas queremos amar e sermos amados como outra pessoa qualquer... somos todos iguais... Reflitam sobre seus conceitos.. eh a dica q eu dou

Angela Moysés
dom, 29/07/2012 - 02h17 - reportar abuso

Marta, o que eu disse é que o número de homossexuais lá é igual a qualquer outro lugar. Os jovens se matam sim porque não se aceitam, e por que não se aceitam, vc já se perguntou? Pela carga de preconceito que é introjetado neles/as desde pequenos! Eles crescem pensando que são \"anormais\", não se aceitam (isso por culpa do preconceito), sofrem por achar que vão magoar seus pais, são infelizes, e aí é que entra um psicólogo sério, eu falei SÉRIO, para ajudar esse/a jovem a se aceitar como é, para ajudá-lo/a a entender que é absolutamente normal como qualquer outra pessoa e que tem o direito, sim, de viver a sua homossexualidade e ser feliz! Ninguém pode ser feliz, Marta, vivendo uma mentira, uma farsa. E esse é o nome para \"reorientação sexual\", farsa! A pessoa pode até assumir um comportamento heterossexual, mas na sua essência (essa ninguém muda) será sempre homossexual. Por não ser considerada doença, a homossexualidade não pode ser tratada como tal, e exatamente por isso e por saber que qualquer tentativa de \"tratamento\" é danosa à saúde mental do indivíduo e totalmente ineficaz no seu objetivo é que o CRP proíbe tal prática. Quanto à militância gay, ainda bem que ela existe e é ativa na defesa dessa juventude homossexual que é oprimida diariamente por pessoas que pensam como vc, senão o número de suicídios seria infinitamente maior.

natali santos sousa
sab, 21/07/2012 - 14h12 - reportar abuso

eu acho isso muito errado ela tem que enteder que tem que gostar de macho e nao de femea mesmo sexo mas a vida e dela

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