Namorado de outra religião

Namorado de outra religião

Namorar alguém de uma religião diferente da sua pode ser um baita empecilho se a questão não for muito bem resolvida entre o casal. Mas como passar por cima disso sem desrespeitar nenhuma das duas partes?

Para a psicóloga Mariana Chalfon, autora do livro "Entre a Cruz e a Estrela", o melhor caminho é adotar uma postura flexível e respeitosa para ao menos conhecer práticas religiosas diferentes das suas. No caso dessas práticas serem diferentes dos seus princípios, é necessário ter muito cuidado com as críticas muito fortes, mas também não fique sem dizer o que pensa sobre o assunto.

"Uma sugestão é apontar para o namorado o seu incômodo por meio de palavras comedidas. Outro ponto consiste em buscar informações a respeito dos hábitos, interditos, restrições alimentares e jejuns em datas específicas pode colaborar para uma convivência mais harmônica".

É importante atentar para que seu comportamento não desmereça a crença do outro. "O ideal consiste em não sobrevalorizar uma religião em detrimento da outra. Na medida em que enxergo que todas religiões são maneiras diferentes de despertar a espiritualidade com características e procedimentos diferentes, não é preciso julgar que uma é melhor do que a outra".

O convívio com a família do namorado sendo que ela é de outra religião pode ser um problema ainda maior. Mariana lembra que não existem condutas que garantam o bom convívio familiar e que, geralmente, quanto mais ortodoxa é a família, menor é a disposição para receber um namorado (a) que seja de religião distinta.

"A postura suficientemente respeitosa e flexível para encarar as diferenças é bem vinda. As informações peculiares a respeito da religião do namorado também podem ser de grande valia na medida em que demonstra seu interesse pela religião da família e evita situações constrangedoras, como servir carne de porco para uma família judia, convidar um católico para um churrasco na sexta-feira da Paixão ou celebrar o aniversário de um Testemunha de Jeová com uma surpresa".

É interessante propor que seu namorado conheça a sua religião? A psicóloga explica que isso depende do grau de envolvimento do casal, a evolução do relacionamento e as circunstâncias poderão apontar um possível convite. Isso só é interessante se você tiver certeza que os dois estão à vontade com a ideia.


Vale lembrar que algumas vezes as crenças geram situações limites para o relacionamento. Por exemplo quando a religião de um dos dois não permite sexo antes do casamento. "Nesses casos, geralmente a solução é acompanhada por um rompimento: da pessoa com as próprias convicções, da pessoa com a religião ou o rompimento do namoro".

Por Larissa Alvarez

 

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