Para as bonitonas encalhadas

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Para as bonitonas encalhadas

Laura Henriques. Foto: divulgação.

As solteiras de plantão abrem um coro silencioso na hora de explicar porque é que estão encalhadas. E o silêncio tem uma razão simples: elas não sabem! Muitas ficam para ‘titia’ sem saber o motivo e acabam culpando o resto do planeta pela solteirice. O que a advogada Laura Henriques, autora do livro “A Bonitona Encalhada” (Leitura, 2009), tem a dizer sobre o assunto é que: alô meninas, não há culpado! “O problema todo é que a culpa não é sua, nem minha, nem nossa. Infelizmente, nem deles, que poderiam nos desencalhar”.

O livro dessa mineira divertida acaba de chegar às prateleiras e promete fazer rir. Sem descobrir a receita para mudar de estado civil, ela resolveu escrever tudo que sente e pensa sobre a própria situação. O livro é consequência do blog de Laura, que bombou em comentários de outras mulheres na mesma situação.

E o que ela tenta explicar é que a mulher não vai descobrir se está sozinha porque decidiu ficar em casa naquela sexta à noite. E o motivo também não é o vestido vermelho curto que usou, ao invés do verde, longo e muito menos aquele e-mail enviado ao amigo da faculdade. Estar no banho quando o celular toca e o número é desconhecido também não é razão da sua solteirice. O que a leitora descobre - assim como Laura fez - é que não há motivo óbvio (nem ela sabe porque está encalhada).

O desespero de Laura seguiu a linha cronológica da vida (e das festas). Primeiro são os aniversários, depois os bailes de debutantes. Aí vem as formaturas e plim, os convites de casamento. “Suas amigas mais velhas te mandam os primeiros. Depois uma prima precoce, as amigas da vida inteira, algumas até mais novas. Quando você se dá conta, percebe que você virou exceção num mundo em que a regra é ser feliz até que a morte os separe”.

No meio de muito choro e frustração e a partir de desabafos desconexos e desordenados, Laura passou a refletir sobre essa sensação que a agoniava. “Deu uma vontade de expor o que vivia e perguntar para o mundo: só eu estou passando por isso?” A pergunta não demorou a ser respondida e indicaram que a situação se repete com personagens diferentes. “Eu sei que meus casos, com todas as suas especificidades, são apenas meus. Mas de alguns deles e da convivência com tantas bonitonas que me cercam, extraí que há sim padrões de experiências”.

Para as bonitonas encalhadas

Divulgação

Nessa entrevista especial para o Vila Dois, você vai descobrir o que é “Teoria do Encalhamento” - mas não adianta tentar encontrar respostas definitivas. O assunto não se esgota. Para Laura, o importante mesmo é ter amor próprio para ser feliz em qualquer estado civil. E lembrar: estar solteira é diferente de estar encalhada.

Que tipo de mulher pode se considerar “A Bonitona Encalhada”?

Quando comecei a escrever, achava que a única bonitona encalhada do mundo era eu. Hoje acho que qualquer mulher, com mais de 25 anos, formada e bem informada, com um emprego promissor mas que, por razões que independem completamente de sua vontade, não tem perspectivas de casar, pode se considerar uma bonitona encalhada. Além disso, ela tem que conviver com o casamento das amigas, das primas, das colegas e lidar, com o bom humor que lhe resta, às pressões (familiares, sociais e próprias) sobre seu tão sonhado casamento.

Quando é que elas sentem que vão ficar pra titias? O que fazer?

A partir do dia em que as amigas começam a se casar, acho que as expectativas aumentam. Porém, em termos de idade, acho que a proximidade dos trinta anos também potencializa a angústia. Não sei o que fazer. A minha saída foi fazer um blog e aprender a rir de mim mesma e entender que, no fundo, não é o estado civil que importa. Não há regras, obviamente. Mas uma boa ideia é lidar com bom humor e não se desesperar.

Falta homem no ‘mercado’ ou as mulheres estão mais exigentes?

Acho que não há falta de homens. Tanto que várias amigas minhas estão casadas. O que acontece é que os homens estão mais imaturos, vivem com os pais, só querem saber de viajar com os amigos e frequentar boates e baladas em geral. Além disso, os tempos estão mais difíceis. O mercado de trabalho exige muito e a formação não acaba com o curso superior. Tudo isso demanda tempo e dinheiro. As mulheres, no entanto, têm o relógio biológico e querem que as coisas aconteçam como nos filmes e nos sonhos. Acho que as prioridades dos homens e das mulheres é que estão um pouco descompassadas.

O que é a “Teoria do Encalhamento”?

A teoria do encalhamento é a resposta que criei para as pessoas que me falavam “mas você não é encalhada, você tem namorado!" Independentemente de ter ou não namorado, acho essencial estar num relacionamento em que os planos e os sonhos sejam mais ou menos compatíveis. Está encalhada quem sonha sozinha. Como eu brinco na Teoria, de que adianta você namorar há mil anos e colecionar panos de prato se o seu respectivo só se importar com a viagem com os amigos no fim de ano?


É possível ser uma bonitona encalhada feliz?

Claro. Sou muito feliz. No meu caso, brinco que só estou realizando o maior sonho da minha vida, de ser escritora, porque estou encalhada. Então, posso dizer que o encalhamento é a melhor coisa que me aconteceu! Agora, nem quero mais desencalhar! (Até parece...)

Por Sabrina Passos (MBPress)

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