Querer transformar o sapo em príncipe

Seg, 04/08/2008 - 18h14

Querer transformar o sapo em príncipe

Você já ouviu aquela história da mulher que achou que tinha se casado com um príncipe, mas na verdade estava com um sapo? A professora Iracema de Souza Marvila garante que isso aconteceu com ela. Casada há 16 anos, Iracema namorou por um ano e meio antes de oficializar a união com o marido, Isaque.

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A professora decidiu se casar, pois acreditava que Isaque fazia tudo o que ela queria.

"Mas depois que eu casei, percebi que 'meu príncipe' estava mais para 'sapo'. Ele deixava que eu me encarregasse de tudo dentro de casa. Eu mandava e desmandava. Isso era bom para ele até porque se algo dava errado, a culpa era minha e não dele", conta.

Nesse enredo que lembra a letra de música de Amy Winehouse, "Stronger than me" que diz: "...Você deveria ser mais forte que eu", Iracema, então, percebeu que seu companheiro queria uma mãe e não uma esposa. "No início, eu até que fiz o papel que era 'dele' numa boa. Só que com o passar do tempo, me cansei. Percebi que eu precisava ser cuidada também, não só cuidar. Precisava ser ouvida de verdade e não de mentirinha, precisava de alguém para liderar também, até porque percebi que mulher tem que ajudar e não competir", diz ela.

Cansada das atitudes do marido e diagnosticada com estresse no hospital, a professora informou o companheiro que queria mudá-lo. Recebeu a resposta de que "pau que nasce torto, morre torto", mas não se deu por vencida. Começou a rezar e a deixar de fazer o papel que julgava ser do companheiro.

“Deixei que as dívidas se acumulassem, deixei a dispensa e a geladeira vazias, quando os nossos filhos vinham até mim, despachava para ele, comecei a querer as coisas independentemente do valor delas e a sair só com minhas amigas. Passei a agir como amante e esposa, e não como mãe”, se diverte.

Diante disso, segundo Iracema, a ficha do marido passou a cair. Aos poucos, as coisas estão mudando. O companheiro ainda sente saudade da “mulher antiga” e tenta ressuscitar a “empregada, doméstica, contadora, mãe”, mas Iracema não deixa. Impõe suas vontades e aos poucos está conseguindo “fabricar seu príncipe”.

No entanto, mudar o companheiro não é um ato muito saudável, de acordo com a psicóloga Silvia Forte Dias. “Na realidade, moldar um pouco o companheiro a gente pode até tentar, mas tem gente que não quer mudar e pretende fazer isso com o outro. A pessoa tem que estar vendo o que o outro tem de tão diferente. Às vezes, é melhor contestar o relacionamento”, explica a especialista.

Fonte - MBPress

3 comentários no Vilaclub

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Qua, 13/08/2008 - 09h43 - reportar abuso

Valeu, essa é a titude que todas as mulheres teriam de ter. Já tive muitos sapos, não tentei moldá-los, simplesmente dei um pulo de sapa, e sair fora. Essa de mulher empregada e não esposa ,companheira, foi no tempo de Amélia,rs. Mulherada vamos nos amar e nos dar mais valor! É isso aí!

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Sex, 08/08/2008 - 23h58 - reportar abuso

É isso aí, gente!! Tomara que minha história surta algum efeito. Abraços a todos!!

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Qui, 07/08/2008 - 21h37 - reportar abuso

Interessante a gente saber que as histórias não só se parecem como se repetem.
Mudar de sapo... Não sei se é o caso não. Assim como nossa amiga Iracema, também estou casada há 16 anos com o mesmo marido, sim já fui casada outras duas vezes, sete anos com o primeiro e + 7 com o segundo. Este é meu terceiro casamento.
Quando mais jovem achava que era mais fácil mandar catar coquinho, do que tentar mudá-los ou quem sabe olhar para mim mesma e perceber se não era eu que precisava mudar.
Também já fui Amélia e das boas, hoje ganho dinheiro como Amélia Profissional.
O fato é que por ser uma pessoa extremamente organizada acabei por absorver todas as tarefas da casa, dos filhos, finanças etc., sempre me senti sobrecarregada dentro dos relacionamentos.
E logo cedo aprendi que não existe príncipe encantado, depois que acaba a paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas que obviamente são indispensáveis.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, é preciso que haja, antes de qualquer coisa, respeito, agressões zero, disposição para ouvir argumentos alheios e até mudar se for o caso, e muita, mas muita paciência.
Quando percebi que este meu terceiro marido (sapo) começava a dar sinais de intolerância, resolvi avisar que queria mudanças imediatas sob risco de separação mesmo. É engraçado, mas percebi que na verdade fui eu quem deixou (o sapo) erguer as asas! Quando percebi estava sem vida própria, sem um pouco de silêncio, sem amigo só meus, sem tempo só para mim...
De quem é a culpa? Tem alguém ai?
É preciso entender e fazer com que o outro entenda também que união não significa fusão... E que amar "solamente", não basta.
Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não é dois.

Para mim além de lição, é também uma crise existencial muito complexa porque há essas alturas do campeonato o que conta mesmo é como nos sentimos em relação à vida AGORA, o quanto acha dispor de energia, de vontade, o que queremos absorver ou não, como nos sentimos verdadeiramente, o que estamos dispostos a investir ainda; em tempo, em pessoas, em coisas, em projetos, em sonhos se ainda houver, enfim no 2o.Tempo do game.
É difícil compreender e aceitar que somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia e acomodação, nossa esperança ou desconfiança, como saboreamos o nosso tempo, a nossa época, que afinal é sempre AGORA.
É difícil compreender e aceitar que somos autores de boa parte de nossas escolhas e omissões, audácia e acomodação, nossa esperança ou desconfiança, como saboreamos o nosso tempo, a nossa época, que afinal é sempre AGORA.
Quanto a nós?! - Continuamos tentando assimilar e aprender. Quem sabe o que virá?
Beijos a todas as princesas sabotadas e boa sorte
yvone

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