Disfunção erétil - o que fazer quando ele falhar?

sex, 20/09/2013 - 14h41

Disfuncaoeretil

Foto: BDLM/cultura/Corbis

Seu parceiro falhou no sexo e você não sabe o que fazer, nem como reagir? Essa é uma situação bastante comum. Os parceiros têm consciência de que uma disfunção erétil pode acontecer na hora H, mas quando realmente acontece nenhum dos dois sabe muito bem como proceder.

"É mais provável que o homem ‘prefira’ sofrer um ataque cardíaco, uma falência ou qualquer outra coisa a vir a ter uma disfunção erétil", diz a sexóloga Walkíria Fernandes. "É difícil para ele entender ou aceitar que não existe um homem que não falhe. Costumo dizer que, os que dizem que nunca falharam, ou estão mentindo ou ainda não tiveram a sua chance."

Nem sempre a disfunção erétil tem causas orgânicas. Estas são mais comuns como consequência de alguma doença neurológica degenerativa, diabetes etc, que, normalmente, ocorre em homens já na terceira idade. Walkíria diz que o maior número de pacientes com esta queixa se encontra com idade abaixo dos 40 anos. Assim, as causas geralmente são psicológicas ou provenientes de um relacionamento conjugal desajustado.

"O relacionamento conjugal e o sexual andam juntos. Tudo o que acontece fora da cama reflete no sexo e vice-e-versa. Quando existem mágoas, competição entre o casal ou falta de assertividade e diálogo, o sexo também fica comprometido", comenta a sexóloga. Outro motivo para a falha erétil é a ansiedade. A pessoa ansiosa tende a antecipar os fatos e, no caso sexual, antecipa o fracasso ou a falha erétil, contribuindo para que ela realmente ocorra.

Nessa hora o homem entra em desespero e, diante de cada oportunidade de relação, já prevê seu fracasso, pensando se a falha ocorrerá novamente. "Isso, por si só, já é o suficiente para provocar a falha, uma vez que a nossa resposta sexual, estando sob o comando do nosso sistema nervoso, que funciona de forma involuntária, não obedece aos nossos comandos, funcionando, então, sob estímulo", explica Walkíria. "No entanto, apesar de haver estímulo, o fato de o homem ficar prestando atenção na ereção dele, não permite se envolver com o estímulo erótico recebido, prejudicando a sua excitação e sua ereção."

E diante de uma disfunção erétil, jogo de cintura é justamente o que falta na maioria das mulheres, uma vez que nossa educação sexual é inadequada e está carregada de mitos e crenças errôneas. Segundo a sexóloga, a parceira pensa assim: se o homem tem ereção, é porque tem tesão, logo, se ele não tem ereção, é porque não tem tesão. Assim, se ele não tem ereção ou a perde na relação com ela, é porque não está sentindo tesão por ela. Como consequência, ela passa a ficar insegura em relação ao seu corpo ou ao seu poder de atração, atingindo seu ego e sua vaidade.

A parceira costuma agir de forma agressiva, fica nervosa, agride com palavras, ameaça, cobra, chora, humilha o homem, pois, no seu inconsciente, percebe a disfunção como uma afronta ao seu poder de sedução. "O que as mulheres deveriam entender é que a falha erétil atinge a virilidade do homem, como uma flecha no seu coração. A causa, na grande maioria das vezes, nem o próprio homem sabe. Com isso, entra em desespero com a situação, e tende a ir para o ato sexual como um boi que vai para o corte. Carregado de ansiedade em relação ao seu desempenho, a falha se torna inevitável. Então, o que falta ao homem não é o tesão pela parceira, e sim, a condição de se entregar plenamente ao ato sexual", orienta Walkíria.

Mal sabe a parceira que a reação dela diante de uma disfunção é muito importante para o homem. Quando ele se sente acolhido e compreendido, se acalma e a sua ansiedade tende a diminuir. Ainda que o homem não seja cobrado pela mulher, ele mesmo já se cobra, uma vez que se sente diminuído enquanto homem. "Como o homem não comenta sua falhas com outro, tende a pensar que aquilo ocorre somente com ele. Então, se a situação já é muito difícil para ele, imagina como ficará diante de uma parceira incompreensiva, que chora ou o agride com palavras quando ele falha!", reflete a sexóloga.

O ideal nessas horas seria a parceira tentar se colocar no lugar do parceiro. Se ela ficasse cobrando o seu próprio orgasmo, ou fosse cobrada pelo homem, também correria o risco de não conseguir obtê-lo. Quando a mulher entende a situação - age de maneira a não valorizar a ereção e a penetração e sim o todo da relação, dando ênfase aos toques, beijos e carícias - possibilita o envolvimento de ambos no ato sexual. Quando menos se espera, desta forma, normalmente a ereção acaba ocorrendo.

No caso do homem, vale entender que o ato sexual não é apenas penetração. "Como o próprio nome indica, relação é um ‘relar no outro’ e não apenas penetrar no outro. Os homens tendem a evitar as preliminares, pois logo que surge uma ereção tendem a tentar a penetração antes que a percam. E isso faz com que a perda ocorra mais rápido", alerta Walkíria.

O homem também deve evitar o uso de medicamentos para proporcionar a ereção, sem que haja um acompanhamento adequado. Quando age dessa forma, normalmente cria uma dependência, fazendo com sinta necessidade de usar o remédio antes de cada relação. Com o passar do tempo, em alguns casos, nem com a ajuda do medicamento, ‘funciona’ mais. Aí o desespero aumenta. "Outra orientação é buscar um sexólogo para o tratamento adequado, a fim de evitar que a situação se agrave. Este profissional também pode ajudar o casal a aprender a lidar com a questão."


Juliana Falcão (MBPress)

Assuntos relacionados: sexo ereção disfunção erétil hora h

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