Ejaculação precoce e serotonina

sex, 02/10/2009 - 05h05

Ejaculação precoce e serotonina

O problema atinge pelo menos 30% da população masculina do mundo, em qualquer idade - e mesmo assim muitos homens deixam de procurar tratamento e ajuda médica. Um pouco por falta de informação. Outro pouco por puro preconceito mesmo. Mas o fantasma da ejaculação precoce não fica nada assustador quando o homem admite o problema e resolve enfrentá-lo.

O assunto foi discutido no 10° Congresso da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual, em Florianópolis, Santa Catarina. Por lá, a psiquiatra Carmita Abdo, do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, coordenou e se apresentou no simpósio que tratou do auto-percepção e também das evidências clínicas da ejaculação precoce.

Em entrevista ao Vila Dois, Carmita falou mais sobre o assunto e disse que muitos homens não procuram um médico porque simplesmente desconhecem o problema. Mas a maioria ainda não consegue enfrentar o tabu de lidar com as disfunções sexuais. "O homem leva mais tempo para admitir esse tipo de coisa e não tem o padrão de busca por ajuda médica que as mulheres têm, por exemplo. Alguns ainda acham que é perigoso fazer o tratamento ou que o problema é passageiro", afirma Carmita.

O tratamento é hoje feito com psicoterapia e medicação, que pode adequar o tempo de ejaculação e ajudar no controle - e nada tem de perigoso. "Anti-depressivos são utilizados, numa dose menor do que no tratamento da depressão, por causa de seu efeito colateral, que inibe a libido e retarda a ejaculação", diz Carmita. As pomadas anestésicas também podem ajudar, mas devido a pouca praticidade, não são tão populares.

A ejaculação precoce pode ser definida especificamente pela falta de controle da ejaculação, que às vezes acontece antes mesmo da penetração. E pode ser caracterizada por uma combinação de fatores psicológicos e físicos, envolvendo o sistema nervoso central.

Por isso, estudos recentes revelam que a serotonina (responsável também por regular o humor e o apetite) é especialmente importante na ejaculação. E como o anti-depressivo não é um medicamento criado especificamente para o problema da ejaculação precoce, pesquisadores continuam atrás de fórmulas mais específicas. "Na Europa já existe uma pílula, batizada de dapoxetina, ainda em análise no Brasil", antecipa Carmita. Esse remédio busca diminuir a ansiedade, principal causa da ejaculação, atuando diretamente no cérebro e estimulando a serotonina.

Homens que sofrem de ejaculação precoce normalmente apresentam menor auto-estima, maior preocupação com seu relacionamento - a ponto de evitar relações - e níveis elevados de ansiedade e constrangimento. "A ejaculação precoce tem um impacto tão negativo para o casal quanto a impotência", diz Carmita.


Muitas vezes, as parceiras se ressentem e acabam colocando ainda mais pressão sobre os homens. Isso porque quando eles ejaculam precocemente, o prazer delas fica comprometido. Mas o que a mulher precisa ter consciência é que o impacto dessa disfunção pode ser reduzido com sua ajuda. Mantendo diálogo e fazendo com que ele reconheça o próprio problema sem medo e com apoio, o tratamento fica bem mais fácil. E o prazer, dos dois, pode voltar mais rápido para debaixo dos lençóis.

Por Sabrina Passos (Mbpress)

7 comentários no Vilaclub

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Claudius
quin, 02/09/2010 - 12h18 - reportar abuso

Amigas, o uso do anti-depressivo fluoxetina, acaba com a ejaculação precoce, é simples demais. Basta tomar um comprimido a cada dois dias, por vinte dias no mínimo. A ejaculação dura mais de 10 minutos e as vezes até cansa para vir. Mas tem que tomar sempre, se parar, com o tempo o efeito passa. Vá a um urologista e peça a receita. Grande parte dos casos, talvez a maioria, não é de ordem psicológica, e sim organica, e esse remédio resolve. O problema psicologico aparece como sintoma. Experiência própria.

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Jorge Oliveira
qua, 26/01/2011 - 10h59 - reportar abuso

Faltou você comentar quantas miligramas de serotonina seria o aconselhável. 50 mg?, 60 mg?, 80 mg? (essa dosagem já acho elevada).

Mas pode ser que o URO não concorde ou não tenha informação a respeito.

Abraço,

Joliv

claudia
seg, 02/08/2010 - 13h17 - reportar abuso

gostaria de saber como posso ajudar meu namorado a melhorar sua ejaculacao e c tem tratamento o q ele deve fazer ??

obrigaado

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marcia
sab, 19/12/2009 - 11h31 - reportar abuso

ola

nao conheço o problema...

mas aconteceu com meu parceiro ...fiquei sem saber o que fazer

sem atitude alguma..

talves porque a um ano sai de uma relaçao

e nao havia me envolvida com outra pessoa

começamos sair ...e na primeira vez que fomos para cama

ela acabou me falando que tinha esse problema

nao soube que fazer.....

gostaria de entender...

obrigadoo

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Jorge Oliveira
quin, 19/11/2009 - 14h22 - reportar abuso

4o. parágrafo, na frase "Mas perigrinação por consultório médico..." LEIA-SE peregrinação.

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Jorge Oliveira
quin, 19/11/2009 - 13h04 - reportar abuso

Não é um problema de cura da ejaculação precoce em si. Ela acontece quando fatores externos criam um desequelíbrio emocional, e levam o homem à ansiedade em níveis elevados. Opinião pessoal.

Ou o homem controla a ansiedade, e tenta entender o que há à volta dos acontecimentos para aprender a lidar com isso, e minimizar os estragos e efeitos, e sua parceira também entra no assunto e tenta ver como pode ajudar, ou a coisa se torna repetitiva.

Agpra dizer que os médicos se interessam em resolver, nem sempre isso é verdadeiro. Alguns são interessados, outros, nem tanto, principalmente quando se lida com medicina de baixo custo, já que essa é uma área cujos diagnósticos não são nada baratos.

Opinião de quem viveu na pele a zebra da disfunção até que de alguma forma os circuitos em algum lugar no emocional se ligaram e ela sumiu. Mas perigrinação por consultório médico, é phoda, e raros olham o problema com afinco. Cruzei, nas minhas andanças com uns bons, alguns ótimos, e outros nem tanto. Enfim é tentar achar o elo perdido, antes que se perca no caminho.

N fatores influenciam o resultado de um momento de sexo, e cada um certamente sabe onde o bicho pega, aceitar, saber lidar e tentar mudar o curso da história, aí já é outro problema.

Mas fundamentalmente a ansiedade é a pedra de toque, embora, é claro, agravada por outros fatores, como stress. E, a tal auto-estima, insegurança, medo (não eram meus ítens, esses).

Há como resolver, com certeza, mas as vezes até limitação no comportamento da parceira contribui para agravar e manter o quadro.

Já falei demais da conta para meu tamanho.

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