Masturbação masculina

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Masturbação masculina

No filme “Pecados Íntimos”, de 2006, a personagem de Kate Winslet, Sarah Pierce, sobe até o escritório do marido Richard, vivido por Gregg Edelman, e o pega no flagra, se masturbando. Visivelmente chocada, a reação de Sarah se repete na vida real. A mulher não aceita o prazer solitário do parceiro - principalmente quando ela está ali perto, dentro de casa.

A terapeuta sexual Sylvia Faria Marzano, do Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática (Isexp), diz que pouquíssimas mulheres (e homens) sabem que a masturbação faz parte da vida sexual e deveria estar no cardápio de manutenção do erotismo do casal.

“Uma mulher que conhece seu corpo, que costuma se tocar e se masturbar, tem mais condições de orientar sobre seus desejos e prazeres. E assim também é com o homem”. Segundo ela, muitos dos que a procuram com a queixa de alguma disfunção sexual são questionados sobre a masturbação e respondem: ‘estou casado e não preciso disso!’. Mas, segundo ela, a masturbação deveria fazer parte dos jogos sexuais do casal.

Deveria, mas não é. Descobrir aquela Playboy do marido no banheiro ou debaixo da cama, para a mulher, é quase um sinal de traição. Isso porque a grande maioria delas não aceita a prática como parte do repertório sexual. “As fantasias enriquecem o relacionamento. E o fato dele olhar mulheres da revista não quer dizer que ele a esteja traindo ou desejando outras”.

Fazer você se sentir excluída ou humilhada não é intenção do marido ou namorado, pode ter certeza. Mas fique de olho na sua auto-estima e não se compare com as musas das revistas. Segundo as dicas de Sylvia, se a mulher entender que deve fazer parte do erotismo - vendo a revista com o parceiro, comentando sobre as modelos, dando opinião sobre seus corpos - fará com que a cumplicidade seja tão grande que demonstrará equilíbrio e segurança na relação.

A ginecologista e terapeuta sexual Glene Rodrigues vai mais longe e diz que a má aceitação das mulheres tem relação com o sentimento de rejeição. “A mulher pensa que o único objeto de desejo precisa ser ela”. Isso porque, segundo Glene, a mulher tem a necessidade de ser o centro das atenções, “que faz parte da condição de ser mulher”. A médica explica ainda que o homem tem pelo menos 300 vezes mais testosterona que a mulher e, por isso, a sexualidade dele é mais intensa.

É preciso, portanto, que a mulher admita o prazer solitário do outro (ou o auto-erotismo). Por não conhecer a essência do que é masturbação e por ter sido muito reprimida nesse aspecto, a mulher não entender a prática. “Mas ao vê-lo sozinho, se masturbando, por que ela não entra no jogo e faz a situação virar prazerosa para ela também?”, questiona a terapeuta Sylvia. “Dá prazer ver o homem que se gosta tendo prazer! Isso vai fazer com que, da próxima vez, ele a procure para se masturbar e aí...ninguém segura!”.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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