Meninas que gostam de meninas

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O preconceito em relação ao lesbianismo ainda é grande no Brasil. Apesar das inúmeras paradas e manifestos que celebram o orgulho de ser homossexual, ser lésbica ainda é algo discriminado pela sociedade. Mas o maior tabu é lidar com a família e amigos. Como revelar a opção sexual nesse caso?

A empresária Bianca Cardoso* descobriu que gostava de mulheres por acaso. Ela foi a uma balada gay e, por curiosidade, trocou beijos com uma pessoa do mesmo sexo. “Fiquei na dúvida, porque também tinha relacionamentos com homens, mas comecei a namorar uma mulher e isso mudou”, lembra. “Todos os meus amigos sabem e minha família também. Não tive problemas com ninguém”, completa.

Bianca conversou sobre sua sexualidade aos poucos, primeiro com sua mãe. “No começo, ela não gostou. Depois, nós sentamos, conversamos e minha mãe falou que independentemente do que eu fizer ou com quem eu estiver, ela sempre vai me apoiar”, diz.

Com Alessandra Melo* foi diferente. A estudante, que namorou uma mulher por dois anos, nunca contou sobre sua sexualidade aos pais. Mesmo assim, eles descobriram. “Minha mãe disse que estava procurando um pedaço de papel e achou uma agenda minha jogada, com as nossas iniciais desenhadas. Ela falou que logo ligou as informações, porque minha ex tinha acabado de passar 12 dias na minha casa, como minha melhor amiga. Quando cheguei em casa, meus pais conversaram comigo”, declara.

De acordo com a estudante, no começo ninguém aceitou muito bem sua homossexualidade. “Minha mãe não brigou nem nada, mas achava estranho, errado e perguntava como seria o meu futuro. Meu pai ficou bem chateado. Com o passar dos dias, as coisas se acalmaram e minha mãe passou até a me perguntar algumas coisas sobre o namoro”, diz.

A estudante Michele Vieira* revela que seu primeiro beijo gay foi com uma amiga. “Ela estava na minha casa e estávamos só conversando. Antes de dormir, topamos experimentar. Depois disso, namoramos por quatro meses sem ninguém saber. Quando terminamos, ela ficou com um garoto, mas eu continuei beijando meninas, porque cada dia parecia ser mais gostoso. Na verdade, eu acho que estava me aceitando”, afirma.

Contar para os amigos foi fácil para Michele. Os mais próximos reagiram de forma positiva. “Hoje em dia, encaro melhor essa coisa de ‘expor’ a minha opção. Eu prefiro não sair falando, mas se alguém pergunta, falo a verdade”, declara ela. Já os pais da estudante não sabem de sua opção, mas ela imagina que seu pai não reagiria bem. “Minha mãe não seria tão ruim, mas não aceitaria. Aliás, ela sabe mais ou menos, porque percebe algumas coisas, mas prefere fingir que não sabe”, diz Michele.

O importante é se aceitar e se livrar dos estigmas. A opção sexual não muda o caráter da pessoa. “Acho que essa questão da aceitação tem que partir primeiro de nós, para depois falarmos a respeito com as pessoas”, finaliza.

* os nomes estão trocados para preservar a privacidade das entrevistadas

Fonte - MBPress

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