Sexo anal sem medo

Sexo Anal sem medo

Desde que o vídeo da "aula" em que a ex-BBB Francine dá dicas de como fazer sexo anal caiu na rede, o assunto vem pipocando nas esquinas, nas conversas de bar, na hora do cafezinho. A espontaneidade da menina fez com que muita gente baixasse a guarda para falar sobre o assunto - e se interessasse pela coisa.

Pensando nisso, o Vila Dois foi atrás de uma expert no assunto, a sexóloga Carla Cecarello, também conhecida pelos trabalhos na televisão e vídeos na Internet. Carla trabalha há 20 anos com sexualidade e hoje coordena o projeto Ambsex. Quando o assunto é sexo anal, ela fala com naturalidade. E dá dicas para quem nunca tentou, mas morre de curiosidade. "A mulher precisa comunicar a intenção e deixar claro que nunca fez, mas gostaria de experimentar. E o homem deve agir com delicadeza, para não traumatizar. Ele deve pensar que se fosse ‘no dele’, iria querer com cuidado", afirma, dando a dica para um bom argumento na hora em que parceiro agir de maneira brusca.

A primeira indicação de Carla é sempre usar camisinha. As razões podem parecer óbvias, mas é sempre bom lembrar que a mucosa do ânus é muito sensível e absorve bactérias, infecções e vírus com ainda mais facilidade que a da vagina. O próximo passo depois da segurança é pensar na lubrificação. "Nunca use xilocaína ou vaselina. O ideal é um gel à base de água, como o KY", indica.


Com isso pronto, hora de partir para a ação. Carla explica que o sexo anal jamais deve ser feito pela primeira vez sem que o corpo esteja preparado. E avisa que é preciso "ensinar" o ânus a relaxar. "Na primeira tentativa, o homem deve colocar metade do dedo no ânus da companheira e não se esquecer de estimular o clitóris. Na semana seguinte, pode tentar o dedo inteiro. Depois, pode partir para dois dedos pela metade e então os dois inteiros. Numa outra tentativa, deve iniciar o movimento tira-põe", detalha.

Apenas depois disso é que o pênis entra em ação, mas apenas a glande. "Nada é feito com rapidez. Numa noite o homem coloca a cabeça do pênis. Na outra, o pênis todo, ainda sem mexer. E aí por diante, com muita paciência. É preciso fazer tudo com muito cuidado". É normal que o ânus se contraia, involuntariamente, a qualquer toque. Por isso, as fases são fundamentais até que a mulher se sinta confortável para a prática.

Para que o sexo anal aconteça, é preciso que a intimidade entre o casal seja enorme. Carla não indica que mulheres com problemas de intestino preso, em período de ovulação ou num dia de muitas cólicas façam o sexo anal. "Esse tipo de sexo não faz mal, mas nessas situações pode gerar um incômodo desnecessário".

Ela lembra ainda que o sexo anal não pode ser feito com a mesma freqüência que o sexo vaginal. Uma ou duas vezes por semana é o mais indicado. Outra informação importante é jamais tirar o pênis do ânus e colocar na vagina. "É preciso trocar a camisinha antes de continuar".

A melhor posição para quem nunca fez deve ser a mais confortável possível. "A mulher jamais deve sentar com o ânus no pênis. O impacto é muito grande a dor também. De ladinho ou de joelhos são posições mais indicadas".

Mesmo com tanta informação on-line e nas revistas femininas, o sexo anal ainda é cercado de tabus e estigmas. "A mulher não faz porque acha que a prática é coisa de garota de programa, de prostituta. Mas esquece que o homem adora". E ele gosta porque além da vista espetacular que tem do corpo feminino, fica no controle da situação. Fora isso, o fato de o ânus ser mais apertado que a vagina exerce uma pressão grande sobre o pênis, gerando muito prazer para ele.

Mas para que o prazer seja também seu, é preciso muita estimulação. "O clitóris deve ser manipulado ao mesmo tempo da penetração anal para garantir que os dois alcancem o orgasmo", finaliza Carla. Não ter medo de tentar (e saber que está livre para negar) pode ser o primeiro grande estímulo!

Por Sabrina Passos (MBPress)

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