Encapsulamento de silicone

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Encapsulamento de silicone

Turbinar o peito é o desejo de muitas mulheres. Se olhar no espelho e encher aquele vestido ou biquíni com o que a natureza não deu, pode potencializar a auto-estima, mas às vezes o organismo rejeita o tão sonhado silicone.

Um dos problemas é o encapsulamento da prótese, que ocorre devido a um comportamento reacional exacerbado do organismo. O cirurgião plástico Wandler de Pádua, de Brasília, explica que o problema é uma “retração exagerada da cápsula fibrosa (cicatriz interna) que se forma ao redor da prótese, determinando diferentes graus de endurecimento”.

E aí o problema são as dores fortes e a deformidade - nada da tão sonhada forma redondinha. O que acontece é que o organismo envolve o corpo estranho, como um envelope, causando uma contração na prótese. Quando a contração é mínima, não há problema. Mas às vezes ela é grave e leva à então deformação estética.

Maria Paula Tanaka, cirurgiã plástica do Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasiva, de São Paulo, explica que o aparecimento da contratura pode ocorrer em qualquer época, mas é mais frequente entre o 4º e o 8º mês pós-operatório.

O índice desse problema é baixo e as próteses mais modernas atualmente apresentam contratura capsular em torno de 1%. Mas se isso acontecer, o implante de silicone deverá ser retirado ou trocado por outro do mesmo tipo ou similar. “Quando o grau da contratura capsular causa dor e endurecimento razoáveis, a troca ou retirada se faz necessária para aliviar o desconforto da paciente. Nos casos mais suaves, é possível o tratamento com corticóides e vitamina E”, explica Maria Paula. De qualquer forma, apesar do tratamento, existe ainda uma parcela de pacientes que terá reincidência da contratura capsular. Infecções, extrusões, hematomas e deslocamentos são outras situações em que a retirada da prótese se faz imprescindível.

Maria diz que o tipo de material também pode influenciar nos problemas com a prótese. “As de superfície lisa estão associadas a uma incidência maior de contratura capsular do que as de superfície texturizadas”.

Com tanto avanço tecnológico, os médicos acreditam que a troca de prótese se dará, no futuro, mais pela necessidade de correção da flacidez do que por deformidades ou doenças provocadas pela prótese em si. Teoricamente, uma prótese atual pode ficar no corpo de uma mulher por mais de uma década, sem problema algum.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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