O corpo da mulher ao longo dos séculos

Qui, 08/03/2012 - 15h51

O corpo da mulher ao longo dos séculos

As formas femininas têm se moldado ao longo dos anos, através do desenvolvimento das civilizações e das transformações sociais.

Podemos observar desde a Pré-História, a Mulher de Willendorf (ou Vênus), que uma estátua esculpida há mais de 22 mil anos retrata uma idealização do corpo da mulher totalmente diferente da de hoje: seios, barriga e vulva são extremamente volumosos e representariam a maternidade, considerado o maior atributo da mulher.

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Nas representações artísticas da Antiguidade, as mulheres eram retratadas com e seios fartos e quadril largo, que eram o símbolo da fertilidade. Vênus de Milo (Afrodite) era a deusa que refletia o padrão feminino da época. Nesse período clássico, a arte deveria representar a perfeição da natureza.

O Renascimento trouxe a mulher representada na pintura, onde os cabelos alvos, a pele clara, pescoço longo e ombros e peitos fortes eram os modelos de beleza no Maneirismo, escola de pintura que exagerava nas formas da época.

No século XIX as curvas ainda predominavam como padrão de beleza da mulher. O espartilho é uma peça fundamental na criação desse novo modelo: dando a forma de ampulheta ao corpo da mulher, com a cintura bastante fina em contraste com os braços carnudos e pernas fortes. Apesar do vestuário da época impedir que o corpo aparecesse muito, ele sugeria uma redução no volume, contrário ao estilo renascentista.

A moda das cheinhas só perdeu força quando um imperativo econômico se fez presente: a escassez de alimentos na Europa. Regimes, cirurgias plásticas e ginástica passaram a modelar o corpo feminino de forma quase obrigatória. As gordinhas, antes admiradas, tornaram-se a representação do fracasso pessoal.

A partir dos anos 60 o corpo da mulher começou a ser mais erotizado, mais curvilíneo e à mostra. Atrizes como Brigitte Bardot e Marilyn Monroe são ícones da década. Já nos anos 70 foi marcado pela antecipação de uma tendência que viria forte nas próximas décadas: a magreza. A modelo Twiggy, foi um grande ícone de beleza e elegância, ostentando pernas finíssimas e até uma certa fragilidade.

Os anos 90 foi contornado pelo padrão idealizado da mulher alfa - uma mulher atlética, destemida e inteligente. O modelo pode ser evidenciado na personagem Lara Croft, de Tomb Raider, interpretada no cinema pela atriz Angelina Jolie, personagem que ganha curvas e ares de mulher que luta por causas nobres.

Os anos 2000 marca até hoje a busca por um corpo mais sarado. Um forte modelo nos dias de hoje é a cantora Madonna, que exibe em seus clipes musicais um corpo magro e atlético, musculoso e bem definido, mesmo tendo mais de cinqüenta anos de idade. A cantora exibe um corpo que é o seu próprio veículo para afirmar suas ideias - um culto ao hedonismo e à afirmação feminina - uma ideia de que o corpo conduz ao prazer, e consequentemente, ao poder.


Na busca da igualdade, as mulheres conceberam os valores masculinos: viril e vencedor. É o que podemos observar nos dias de hoje. Na sociedade brasileira, a mulher musculosa
afirma-se como poderosa, atraente e sedutora.

Por Jessica Moraes

1 comentário no Vilaclub

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victor victor
Seg, 02/12/2013 - 09h49 - reportar abuso

Essa mulher é gostoza

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