Ácido salicílico nos cosméticos - conheça os perigos

Qua, 22/02/2012 - 10h00

Ácido salicílico nos cosméticos conheça os perigo

Muito utilizado pela indústria farmacêutica na fabricação da Aspirina, o ácido acetilsalicílico é, sem dúvida alguma, o remédio (analgésico) mais consumido em todo o mundo. Conhecido pelas suas ações antipirética e analgésica, a substância conquistou notoriedade também no mercado de cosméticos, quando estudiosos americanos comprovaram que o ácido salicílico também poderia ser inserido nos produtos destinados aos cuidados com a beleza, já que possui propriedades esfoliantes e antimicrobianas, o que significa que afina a camada espessa da pele, além de evitar a contaminação por bactérias e fungos.

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De acordo com Anelise H. Leite Taleb, farmacêutica e consultora técnica da TAVE, "o ácido é utilizado no tratamento de pele hiperqueratótica, isto é, super espessa, em condições de descamação, tais como: caspa, dermatite seborréica, ictiose, psoríase e acne. É caracterizado ainda por ser um regularizador da oleosidade e também um anti-inflamatório potencial", explica.

Atualmente, contudo, estima-se que cerca de 1% da população sofre de salicilismo, ou seja, alergia ao ácido salicílico ou ácido acetilsalicílico. Por isso, muitas pessoas se perguntam: quem tem alergia ao ácido contido nos medicamentos, também pode apresentar reações adversas na utilização de cosméticos com essa substância?

A farmacêutica explica que a alergia aparece tanto pela ingestão quanto pelo uso tópico de qualquer produto cosmético ou medicamento que o contenha, quando usado em grandes áreas corporais. "A intoxicação pode provocar alterações predominantemente do sistema nervoso central (salicilismo). Além de perda de potássio, hipoglicemia, erupções da pele e hemorragia gastrintestinal. Em casos mais simples, os sintomas podem incluir zumbido, náuseas, vômitos, distúrbios visuais e auditivos, tontura etc. Na intoxicação grave, podem ocorrer delírio, tremor, dispnéia, sudorese, hipertermia e coma", afirma Anelise.

O tratamento da intoxicação com ácido acetilsalicílico, dependendo da extensão, do estágio e dos sintomas clínicos do quadro é feito corticóides orais ou injetáveis e, por isso, deve ser realizado apenas por médicos. Ou seja, para evitar surpresas a melhor coisa é procurar o dermatologista antes de sair comprando milhares de cremes sem saber o que você pode ou não usar.

Substituto seguro extraído das sementes das amêndoas

A esfoliação da pele com ácido salicílico é capaz de atuar no interior dos poros sebáceos, removendo os comedões. "Sua ação esfoliante se concentra nas camadas mais externas da pele, ricas em lipídeos, onde a taxa natural de esfoliação se reduz com o envelhecimento, causando o acúmulo de células mortas e aparência opaca e áspera", diz a Farmacêutica.


Após o aparecimento dos primeiros casos de alergia de ácido salicílico por meio de cosméticos, o setor buscou alternativas e soluções mais seguras e naturais. Uma opção bem aceita é o ácido Mandélico. "Ele representa a nova geração de produtos orgânicos para o tratamento do envelhecimento cutâneo e acne, pois melhora a aparência da pele de maneira mais segura, rápida, indolor e com resultados satisfatórios, inclusive em tratamentos de cabine, como nos peelings, por exemplo", conclui Anelise.

Por Paula Perdiz

1 comentário no Vilaclub

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Pablo Pablo
Qua, 27/06/2012 - 14h34 - reportar abuso

Que matéria mal feita, uma boa pesquisa evitaria dar informações errôneas aos leitores.
Ácido Salicílico (exfoliante) e Ácido Acetilsalicílico (aspirina) não são a mesma, são muito diferentes.
O ácido Salicílico é um Beta-Hidroxiácido enquanto o Ácido Acetilsalicílico é um éster acetato.

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