Alergia a esmaltes

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Alergia a esmaltes

Foto/Divulgação

Certo dia, a empresária Ana Paula Soares olhou no espelho e observou que a pele ao redor dos olhos estava inchada e vermelha. Imaginou que fosse alguma alergia à maquiagem, mas depois de consultar o seu médico, o diagnóstico foi outro: tratava-se de uma reação ao esmalte.

A dermatologista Carla Albuquerque explica que é comum confundir os tipos de alergia: aos esmaltes ou à maquiagens ou cosméticos. "Cremes antiaging por exemplo. O que pode dar uma pista sobre a origem da alergia é a localização das lesões na pele", diz.

Conforme Priscilla Campi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, no caso dos esmaltes é mais comum ter vermelhidão e descamação nas pálpebras. "Pode parecer estranho, mas é na pálpebra que se dá a reação. Às vezes também acontece ao redor do pescoço, com coceira, e até mesmo nas mãos, em volta das unhas", diz.

Geralmente, o que causa a reação alérgica é o formaldeído, presente na resina, esta tem como função dar aderência e durabilidade ao produto. E também o tolueno, uma espécie de solvente mais barato da fórmula tradicional dos esmaltes. Nos Estados Unidos e Canadá, além de países europeus, o formaldeído é proibido de ser usado na composição, por isso muita gente costumava comprar produtos de marcas importadas.

Hoje em dia, os esmaltes nacionais já possuem opções antialérgicas, entretanto, com menos variedades de cores. Às vezes, mesmo esse esmalte ainda causa alergias. Conforme a dermatologista isto acontece por duas razões. "É comum porque alguns esmaltes antialérgicos possuem menos tolueno que o comum, mas ainda o possui, então, quem é mais sensível desenvolve a reação da mesma forma. Ou ainda o formaldeído e o tolueno são substituídos por outra resina que a pessoa é alérgica", diz. A dermatologista acrescenta que os esmaltes antialérgicos também não têm cores vibrantes e sua fixação é menor justamente por conter menos tolueno, componente responsável por manter a cor.

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Quando não se sabe ao certo a substância na qual se tem alergia, o mais indicado é fazer um teste de contato. "Nós expomos a pele do dorso a diversas substâncias com potencial alergênico, em média 35", explica. Albuquerque acrescenta que no chamado patch test, as substâncias são coladas à pele através de um adesivo. "Após 48 horas ele é retirado e fazemos a primeira leitura (observa-se se em algum local ocorreu a reação alérgica e a qual substância esta reação corresponde). A segunda leitura é feita após 96 horas. O teste dá positivo, quando aparece vermelhidão, inchaço e até vesículas no local de determinada substância", completa.

Tratamento não há, a pessoa deve testar esmaltes hipoalergênicos e observar quais deles são os melhores. Quem já convive com a alergia costuma usar alguns truquezinhos para usar esmaltes comuns, com mais opção de cores. Um deles é passar esmalte antialérgico e por cima um esmalte comum. "Este procedimento não é recomendado, pois os componentes dos esmaltes irão se fundir e tolueno irá entrar em contato com a pele da mesma maneira", alerta.


Antes de concluir por conta própria que a alergia acontece realmente por conta do esmalte é sempre indicado buscar o diagnóstico de um profissional e nunca apelar para a automedicação. Depois de ter certeza, não se esqueça de incluir no seu kit várias opções de hipoalergêncios e acima de tudo sempre pedir a sua manicure utensílios esterelizados, na dúvida leve sempre os seus próprios instrumentos: alicate, palito e lixa.

Por Juliana Lopes

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