Câncer de Mama

Driblando o bullying

Ter, 14/06/2011 - 05h00

Driblando o bullying

Leandro Hassum. Foto/Divulgação


O bullying, com certeza, é uma das palavras mais faladas no momento.

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O termo designado para expressar qualquer tipo de agressão que possa constranger alguma pessoa, de modo repetitivo e ameaçador, nem sempre traz consequências ruins. Há quem consiga dar a volta por cima e tirar bom proveito desse tipo de situação.

Quem sabe bem disso é o humorista Leandro Hassum, que participou do quadro "Arquivo Confidencial", no programa do Faustão, junto com seu companheiro de trabalho Marcius Melhem. Durante os emocionantes depoimentos, o humorista revelou que sofreu bullying na infância por ser gordo. Ele contou que, por muito tempo, ficou magoado com os xingamentos dos colegas da escola, mas aprendeu, por meio da piada, a se desvincular dos apelidos relacionados ao seu peso.

Para Fernando Elias José, psicólogo e psicoterapeuta, o bullying deve ser diagnosticado com muita cautela, porque é necessário que ocorra uma sequência de agressões para que ele exista. Xingamentos feitos por crianças, em meio a uma discussão ou aleatórios por preconceito não caracterizam este tipo de trauma.

"A pessoa que sobre o bullying vai ter essa marca para sempre. Ela terá dificuldade de convívio social e poderá se tornar até mesmo uma agressora, na tentativa de compensar o que viveu", explica o profissional.

José também diz que, assim como Hassum, muitas pessoas simplesmente não dão importância aos xingamentos. Aprendem a lidar com isso da melhor maneira possível e, com o tempo, deixam de dar importância. "Tudo depende de como a família e a criança vão se sentir e como vão caracterizar o acontecido", acrescenta.

O psicólogo explica que existem algumas maneiras de lidar com o bullying e elas diferenciam quem conseguirá driblar a situação de quem levará o trauma para o resto da vida. "Você pode vitimizar a criança, por exemplo, ou pode lidar com isso de um jeito tranquilo, para que ela fique bem. Caso ela viva com o sentimento de que é inferior, será muito mais difícil, porque a escola só vai reforçar o sentimento pejorativo".

Porém, quando elas souberem lidar com a situação e, principalmente, tiverem o apoio moral dentro de casa, o bullying pode quase passar despercebido, afinal, alguém com autoestima não deixa que ninguém a afete por um simples xingamento superficial.

"É fundamental que a criança peça ajuda, caso contrário, dificilmente ela terá apoio. Os pais que vitimizam os filhos só colaboram para o aumento do problema. A menos que a família não dê importância e o menor também não", indica Fernando Elias José.


O especialista finaliza: "O mais importante é nunca revidar. Pedir o apoio do adulto é a melhor maneira de não reverter os sentimentos e transformá-lo em raiva. Quando um adulto olha uma criança repreendendo-a pelos atos, ela entende e, geralmente, para de fazê-lo."

Por Carolina Pain (MBPress)

2 comentários no Vilaclub

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Elisabetedas Elisabetedas
Qua, 22/06/2011 - 01h27 - reportar abuso

Vamos nos valer de nossas mentes para não cair no marasmo da impiedade, vendo e ouvindo maldades procure curar o doente que as diz.

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Elisabetedas Elisabetedas
Qua, 22/06/2011 - 01h23 - reportar abuso

Não devemos medir nossa pequenes, diante de outra pessôa,dizendo palavras amargas,maldosas que deixam ela doentes de raiva.

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