Como saber quando a menopausa está a caminho

Como saber quando a menopausa está a caminho

O nome menopausa define, especificamente, a última menstruação antes de cada mulher ficar um ano sem menstruar. A partir daí, se entra numa nova fase da vida, o período não reprodutivo. Fosse simples assim, tudo bem. Mas o corpo passa por várias mudanças e muita gente sofre com sintomas incômodos, que costumam começar antes mesmo da menopausa em si, no chamado climatério.

O climatério é o período que antecede a última menstruação espontânea da mulher. "Ele pode durar três meses ou até anos, com sintomas desagradáveis como onda de calor, sudorese, cefaleia, etc", afirma Sérgio Gonçalves, ginecologista e obstetra com Especialização em Reprodução Humana do CRH Monteleone e do Centro de Reprodução Humana Governador Mário Covas, vinculado ao Hospital das Clínicas.

Os sintomas podem significar o início do climatério, porém, normalmente, os primeiros sinais de que algo está mudando são observados no ciclo menstrual: a menstruação pode começar a falhar ou até vir duas vezes no mesmo mês. Então, o melhor a fazer é observar de quatro a seis ciclos. "Se ficarem irregulares, a paciente deve procurar um médico. Ela vai perceber também aumento no tempo sem menstruar, ou seja, alteração no padrão", orienta o ginecologista.

Após procurar um especialista, a paciente irá fazer alguns exames - como a ultrassonografia, por exemplo -, que podem confirmar ou não a chegada da menopausa. "Numa mulher jovem, o ultrassom mostra vários folículos dentro dos ovários. Quanto mais folículos, melhor a reserva ovariana. Se no ultrassom o ovário tem aspecto liso, homogêneo, isso significa que a reserva está diminuída", explica o médico.

Mas, quem está curiosa demais e já sente algum desconforto - calores, transpirações, ressecamento da pele, dores de cabeça e por aí vai - pode fazer um teste em casa mesmo. "Hoje em dia existem autotestes que detectam a alteração do Hormônio Folículo Estimulante (FSH), que é um indicativo do início da menopausa" diz Carolina Ynterian, mestre em bioquímica e diretora da empresa Analitic. Lembrando que esse teste deve ser feito no período certo do ciclo menstrual. "Se for realizado perto da ovulação, ele pode mostrar altos índices de FSH e passar informação errada à mulher", fala Sérgio. Então, o produto não deve ser usado para substituir exames clínicos.

Menopausa precoce

Em geral, as mulheres entram no climatério por volta dos 45 a 50 anos. Mas algumas podem passar por essa fase antes dos 40: é a chamada menopausa precoce. Ela pode ser causada por diversos fatores, como histórico familiar; existência de doenças auto-imunes que podem produzir anticorpos que atacam os ovários e levam à insuficiência ovariana; quimioterapia; cirurgias em que é necessário retirar grande porção dos ovários.

Nesses casos, algumas medidas podem ser tomadas. "Se uma mulher entra precocemente na menopausa e sofre os efeitos da baixa do estrogênio (dores de cabeça, calores, etc.), precisa fazer reposição hormonal. Ela pode ser indicada em função dos sintomas", conta o ginecologista.

Agora, quando a paciente já tem entre 50 e 54 anos, é mais difícil um médico prescrever reposição hormonal para ela. Acontece que nessa faixa de idade a maioria das mulheres está na chamada fase pós-menopausa (quando ela já está há mais de um ano sem menstruar). Como os níveis de estrogênio estão baixos, aumentam os riscos de males como doenças cardiovasculares e osteoporose.

Para diminuir o desconforto nesses casos, a tendência é utilizar medicamentos fitoterápicos. No entanto, tudo varia de caso para caso. "A pergunta médica que vai decidir o que fazer é quantos anos a mulher ainda vai viver com estrogênio baixo. Se forem muitos, a reposição pode ser indicada", afirma Sérgio.


Independente da situação, todas as mulheres podem sim lidar melhor com a chegada da menopausa. O segredo é encarar esse período com calma e paciência, além de conhecer os sintomas. "Com o aumento da longevidade, temos chance de viver mais anos sem a menstruação do que com ela. Por isso, acredito que quanto mais informação se possa obter sobre os possíveis sintomas, assim como das melhores alternativas para conviver com eles, melhor nos adaptaremos a esta nova fase que, como todas as fases da vida, tem seus mistérios e encantos", finaliza Carolina.

Por Priscilla Nery (MBPress)

 

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