Ginecomastia - homens com peito

Ginecomastia

O sonho deles é ficar com o corpo todo em cima, durinho. Mas aí, os hormônios jogam contra e pregam uma peça: desenvolvem excessivamente a região mamária, normalmente com formato feminino. O nome dado a essa alteração é ginecomastia e ela ocorre normalmente nas fases de mudanças hormonais do homem (infância, adolescência e velhice) sem que isso esteja ligado diretamente a uma doença.

Mas além dos hormônios, o uso excessivo de álcool ou drogas (incluindo aí os anabolizantes e esteróides) pode resultar no problema. Na adolescência, gera bastante constrangimento, podendo acarretar em dificuldades ainda maiores, psicológicas e de auto-estima. O mais indicado, então, é a cirurgia de correção, que visa remover gordura ou tecido glandular das mamas.

“O predomínio do estrogênio induz o crescimento da glândula e estroma mamário. Além de aumentar a deposição de gordura local”, explica o médico Valter Hugo Chaves do Nascimento, cirurgião do corpo clínico da Bioplástia, do Rio de Janeiro. Ele afirma que grande parte dos casos ocorre devido a uma disfunção hormonal entre a testosterona e o estrogênio, sendo temporária em grande parte das vezes. “A ginecomastia é bem mais comum do que se pensa, afetando cerca de 8 em cada 100 mil indivíduos”.

A médica Maria Paula Tanaka, cirurgiã plástica do Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas, de São Paulo, explica que a ginecosmastia pode afetar ainda homens com manifestações clínicas de síndrome de Klinefelter (aberração cromossômica), neoplasias testiculares ou cirrose hepática. Aqueles que fazem “uso de anabolizantes, fumantes inveterados de maconha e dependentes químicos de heroína” também podem ser afetados pelo problema.

Segundo ela, a ginecomastia é classificada de acordo com a predominância do tipo de tecido, ou seja, pode ser glandular, mista e gordurosa. “Se glandular, tem consistência mais firme e em geral ocorre em pacientes magros. No tipo gorduroso, está associada a obesidade”. Valter ensina que a psudoginecomastia consiste em apenas um acúmulo de gordura na região, sem hipertrofia glandular, e a mista em aumento tanto no tecido glandular como no gorduroso na região peitoral.

Quando diagnosticada por fatores da puberdade, esse tipo de sintoma costuma desaparecer espontaneamente, durando no máximo dois anos. Quando não desaparece sozinha, é indicado que o paciente seja submetido a uma cirurgia, que costuma ser feita a partir dos 18 anos. “Quando existe ginecomastia unilateral, o bom senso deve indicar quando a cirurgia deve ser realizada, a fim de não comprometer o desenvolvimento emocional do adolescente”, alerta Maria Paula.

Segundo informação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o procedimento cirúrgico é feito com uma lipoaspiração com a retirada da gordura ao redor da glândula e depois se retira a glândula com uma incisão em volta da auréola. Mas a técnica varia, de acordo com a severidade do problema.

Após a cirurgia é recomendável que o paciente use uma faixa de tórax ou uma camiseta elástica por 30 dias. É necessário que o paciente fique afastado de atividades físicas com os braços como dirigir e praticar esportes como musculação por um período de 15 a 30 dias.


Como é uma cirurgia que normalmente visa tratar de um problema estético, ela não é realizada pelo SUS. Mas, segundo Valter, da Bioplástica, ela pode ser obtida de forma gratuita em serviços de residência médica de cirurgia plástica em instituições públicas como UFRJ e UERJ.

Por Sabrina Passos e Cínthya Dávila (MBPress)

 

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