HPV - formas de prevenção

HPV  formas de prevenção

Infecção prevalente em jovens de até 25 anos, o HPV - papilomavírus humano - contamina cerca de 65% das mulheres do mundo logo na primeira relação sexual. A boa notícia é que 90% das mulheres conseguem erradicar o vírus em até dois anos. Mas se o tratamento necessário não é feito, a paciente corre o risco de contrair o câncer de colo de útero.

A ausência de exames para detectar a presença dos vírus de diferentes tipos que englobam o HPV (papilomavírus humano) e a falta de informação são os principais vilões da doença. Segundo a ginecologista Rosa Maria Neme, diretora do Centro de Endometriose São Paulo e profissional da equipe dos hospitais Albert Einstein, Samaritano, São Luiz e Sírio Libanês, os sintomas não aparecem logo de cara. Geralmente, o vírus pode ficar incubado e se manifestar muitos anos depois.

Outro fato importante é que os sintomas variam de acordo com o tipo de vírus. "Em geral, as manifestações na região genital são as verrugas ou condilomas acuminados, conhecidos como "crista de galo". Já outras pacientes com lesões subclínicas podem não apresentar sintomas, podendo ter apenas manifestações discretas como corrimentos de repetição, por exemplo", esclarece a ginecologista.

Transmitida através de relações sexuais, as lesões se manifestam no pênis, vagina, colo do útero e vulva, algumas são de alto risco, pois são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis.

A explicação das mulheres serem mais vulneráveis ocorre em razão do ciclo hormonal. "A imunidade varia ao longo do mês, diferente dos homens, por isso elas têm mais chances". Dessa forma, como na gravidez a imunidade também é menor os riscos aumentam.

Hoje em dia existem duas formas de prevenção, uma delas é fazer os exames de rotina no consultório (colposcopia e vulvoscopia). E ainda o exame citológico (exame preventivo de Papanicolaou). Quando existe a suspeita, a confirmação só acontece através de exames laboratoriais de diagnóstico molecular, como o teste de captura híbrida e o PCR e biópsia da região suspeita.

Outra forma é por meio da vacina. Segundo Neme, há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, que estão em 90% dos casos de verrugas.

"A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo. A vacina pode ser tomada no Brasil e é administrada em 3 doses, com 1, 2 e 6 meses", explica. Lembrando que esta vacina não está disponível na rede pública de saúde.


Caso a verruga esteja instalada, o tratamento é através de ácidos usado no próprio local. Há também a possibilidade de laser ou a retirada cirúrgica. Em casos no colo de útero, a cauterização é mais indicada.

Por Juliana Lopes

Comentários

Quiz de Celebridades!

Quem é mais jovem?

Últimas

Top Temas

alimentaçãomassagemcelulitedrenagem linfáticaemagrecermusculaçãovarizestpmperder pesomenstruaçãoosteoporosedepressãotriglicéridesalongamentoansiedadehpvdietacolesterolpartolinhaçacâncer de mamaautoestimaleg presssibutraminadieta detoxsuco detoxdieta ravenna