Menopausa precoce

Menopausa precoce

Quando se fala em menopausa um assunto é sempre certo, os famosos calores. Enquanto muitas mulheres passam por esta fase tranquilamente, outras convivem com esse verdadeiro transtorno e até incômodos maiores, entre eles, depressão, falta de libido, perda da lubrificação vaginal, além de infecções nesta área ou até mesmo incontinência urinária.

Isso acontece por causa da redução na produção dos hormônios dos ovários, quando a mulher está prestes a completar 40 anos. Mais de nove anos depois, entre os 49 e 51 anos, ela já tem a ausência total da menstruação e chega à menopausa.

Mas o que se tem observado é que a menopausa também pode vir precocemente, antes mesmo dos 40. Especialistas ainda não têm certeza de quais seriam as razões para isso acontecer, mas se fala em algumas hipóteses. “Não sabemos ao certo os motivos. O tratamento com quimioterapia pode ser uma causa de menopausa precoce, assim como a irradiação da pelve, que também atinge os ovários”, esclarece Sérgio Simões, ginecologista e diretor de comunicação da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais.

Conforme o ginecologista não existe meios de evitá-la, pois se trata de uma falência precoce do ovário na produção dos hormônios. A boa notícia é que ela é detectada antes do tempo por meio de exames de reserva ovariana, que indica o declínio na função reprodutiva dos ovários.

Simões lembra que apesar de não ser hereditária, a menopausa precoce pode estar presente em um número maior de mulheres da mesma família. Sendo assim, quem está nessa condição deve ficar atenta e já alertar o próprio ginecologista. “Quando já se tem o diagnóstico de menopausa precoce, dado a uma mulher que menstruou há um ano, é impossível ocorrer gestação, pois ela já não ovula mais”, adverte.

Os sintomas e os tratamentos são os mesmos de uma menopausa comum. Na maioria dos casos, os ginecologistas indicam a reposição hormonal. Entretanto, não são todas as mulheres que podem fazer este tipo de tratamento. Aquelas com histórico de câncer de mama, que possuem parentes de primeiro grau com a doença, mulheres com câncer de útero ou sangramento vaginal sem diagnóstico durante o climatério recorrem a outros meios. O mesmo acontece com mulheres com doenças crônicas no fígado, vias biliares, ou mesmo com lupus (doença inflamatória que pode atingir vários órgãos, mas não infecciosa nem cancerosa).

“Quando a paciente não pode utilizar a reposição hormonal, geralmente indicamos o aumento das atividades físicas, uma boa dieta alimentar, o repouso noturno e bons hábitos de vida, que inclui evitar bebidas alcoólicas, tabagismo e drogas, entre outros”, finaliza o ginecologista.

Veja também:

Reposição hormonal - tire suas dúvidas!

Por Juliana Lopes

 

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