Mulheres atletas - alterações no ciclo menstrual

Mulheres atletas  alterações no ciclo menstrual

As mulheres estão dominando diversas áreas que, antes, eram comandadas pelos homens: são advogadas, engenheiras, mecânicas, e atletas. A cada dia vemos mais e mais mulheres, do mundo todo, competindo, se esforçando, se entregando de corpo e alma aos exercícios.

Mesmo trazendo benefícios, o esporte por trazer algumas consequências indesejadas para aquelas que fazem dele sua vida ou utilizam como um hobby e ultrapassam as horinhas ideais de treino.

"A prática de esportes, se excessiva e em pacientes jovens, pode acarretar amenorréia(parada das menstruações), oligomenorréia (menstruações escassas) e osteoporose, por exemplo. A causa dessa alteração do ciclo menstrual é multifatorial, ou seja, dependente de várias etiologias: estresse (pressão psicológica por resultados) e preocupação excessiva com o peso, o que faz com que as atletas comam menos, às vezes, do que realmente deveriam", explica a ginecologista Gisele Campos, da Clínica Le Corps de Femme, de São Paulo.

Além dos problemas hormonais, doenças como depressão, candidíase, fungos e bactérias na vagina - devido ao aumento do calor na região e também aumento de umidade, principalmente nas nadadoras - podem atrapalhar a vida ‘fértil’ dessas esportistas.

Tudo isso pode fazer com que as atletas tenham maiores dificuldades para engravidar. Casos como a da levantadora de pesos chilena Elizabeth Poblete são pontuais. Elizabeth recentemente deu à luz - aos seis meses de gestação - a um menino de apenas 1,5kg. Segundo informações da Federação Chilena de Levantamento de Pesos, a esportista não fazia ideia de que estava grávida. Na época, ela afirmou achar que o ganho de peso era somente por conta da mudança de categoria - de 75kg para 85kg.

Segundo Gisele, o "tratamento" para evitar esse tipo de caso seria um acompanhamento médico. "As esportistas requererem uma atenção multidisciplinar, envolvendo médicos, nutricionistas, a própria equipe de treinamento da jovem e a família. O suporte médico, normalmente, é feito à base de hormônios, como a progesterona. Uma leve redução do ritmo de treinamento e discreto aumento de peso, associados à diminuição do nível de stress também são importantíssimos", observa a médica.

No caso de Elizabeth e outra tantas atletas, o ideal "é voltar a ter um índice de massa corpórea compatível com o retorno à menstruação e claro, à ovulação, ou induzir a ovulação com medicamentos, caso não ocorra espontaneamente", afirma o ginecologista e obstetra Newton Eduardo Busso, diretor do Projeto Beta de Reprodução Assistida com Responsabilidade Social. Somente assim as chances de gravidez são significativas.


A preocupação com essas mulheres é tanta que a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) decidiu projetar um ambulatório especializado nos cuidados ginecológicos com atletas, esclarecendo dúvidas da prática extrema de esportes para as mulheres profissionais ou mesmo as amadoras.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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