Moda das Famosas

O Mal de Alzheimer

Sex, 14/03/2008 - 11h23

Os números assustam. Em todo mundo existem entre 17 e 25 milhões de portadores de Alzheimer, o que representa 70% do conjunto de doenças que afetam a população geriátrica. Ele atinge pessoas a partir dos 50 anos de idade, porém é mais comum depois dos 60.

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Ainda não se descobriu a cura e também não há um exame específico para detectar o problema.
O Mal de Alzheimer deteriora algumas regiões do cérebro, que alteram o comportamento físico, mental, a linguagem, entre outros, levando a demência.

Essa doença prejudica a relação de sociabilização da pessoa, tanto da sociedade com a pessoa e vice-versa, pois o Alzheimer leva ao esquecimento de familiares, hábitos, lugares, entre outros.

Além dos cuidados médicos, o doente também precisa de muito carinho e atenção da família. Deonil de Oliveira, 75, pai da dona de casa Doeli Aparecida de Oliveira, 50, é portador do Mal de Alzheimer. Segundo Doeli, a família descobriu a doença há mais ou menos 08 meses. Viúvo, Deonil mudou-se para a casa da filha, que a adaptou para atender suas necessidades.

A dona de casa afirma que carinho e atenção são fundamentais: "Aqui em casa todos dão muita atenção a meu pai, aqui ele se sente amado", diz Doeli. Deonil também freqüenta diariamente um asilo no período da tarde. "Lá ele tem contato com outras pessoas e especialistas", completa Doeli.

Segundo a geriatra Regina Quintanilha de Almeida Vasconcelos, que atua na área há 14 anos, o Mal de Alzheimer possui três fases: a fase inicial, a intermediária (que se divide em leve e grave) e a terminal.

Fase inicial: há somente alguns esquecimentos que não atrapalham a convivência. O doente ainda é independente. Existem dois tipos de esquecimento: o esquecimento de uma pessoa normal e de um portador de Alzheimer. Por exemplo: uma pessoa normal lembra-se que esqueceu um lápis na mesa, já a pessoa que tem Alzheimer não lembra-se que deixou o lápis em cima da mesa.

Fase intermediária leve: o doente começa a depender de outra pessoa. Nessa fase ainda há momentos de lucidez. Trata-se de uma criança de mais ou menos de 08 anos, pois outra pessoa precisa lembrar de algumas rotinas, como tomar banho, por exemplo.

Fase intermediária grave: exige um cuidado intenso, porém o doente ainda pode ajudar em suas atividades. Nessa fase, há uma dificuldade maior de socialização e a perda de memória é mais intensa.

Fase terminal: o doente está completamente dependente de outra pessoa. Nesse momento, ele já está de cama, tem dificuldade em comunicar-se, alimentar-se, higienizar-se, entre outras. Muitos dos portadores não chegam a essa fase, pois morrem antes, devido a outras doenças, como diabetes, hipertensão, câncer, entre outras.

Não há prevenção para o Mal de Alzheimer, porém especialistas recomendam exercícios contínuos para o cérebro como leitura, palavras-cruzada, etc. Fique atento a todos os sintomas da doença, pois se for detectada no início, medicamentos poderão minimizar alguns dos sintomas da doença e assim oferecer ao paciente uma melhor qualidade de vida.

Atualmente, os asilos públicos tratam de portadores do Mal de Alzheimer, porém quando o paciente chega a determinada fase que exige cuidado intensivo não há recursos para a continuidade. Por isso o Mal de Alzheimer é um problema de saúde pública com custos sociais a serem levados em conta.

Por Renato Romani
Clínico geral especialista em medicina do esporte - CRM 99.950

6 comentários no Vilaclub

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Dom, 13/11/2011 - 21h57 - reportar abuso

Zeina,
Entre em contato comigo através do meu email:
claudiapaix@hotmail.com

ou participe da minha comunidade no orkut:
Alzheimer Cuidadores
o link é
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1048427

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wladima wladima
Sex, 15/10/2010 - 16h01 - reportar abuso

Minha mãe tem 75 anos e tem a doença Mal de Alzheimer eu e meus irmãos estamos sofrendo muito com está situação, nós somos em 05 irmãos, tres querem colocar ela em um asilo e duas não.Gostaria de saber mais sobre os cuidados que tenho que tomar com ela e comigo tbm, porque penso em ficar com ela direto mas sinto que as vezes eu não vou aguentar.Obrigada

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luzia anselmo de oliveira luzia anselmo de oliveira
Qui, 12/11/2009 - 13h42 - reportar abuso

é uma pessoa que nao fala nao faz nada sozinha nao anda so alimenta de papas e liquidos

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Dom, 12/10/2008 - 22h48 - reportar abuso

Claudia, quando se chega a esta fase de apoio e terapia já por algum tempo e a convivência com outros que passam pelo mesmo problema é sempre mais fácil lidar, porque encontramos onde nos apoiar.

Mas nem sempre é o que acontece, quantos e quantos por ai nem imaginam o que é Alzheimer e nem tem como pesquisar e até tratar.

Por isso sou favorável a divulgação desta doença por todos os meios possíveis e o que realmente acontece, não como em filmes ou alguma literatura existente um tanto quanto romanceada, pois a demência é algo que não estamos preparados para enfrentar, principalmente quando não a temos por perto. A tendência é sempre manter a distancia. E se for alguém que conhecia o DA antes provavelmente nem vai acreditar no que acontece. E esta reclusão pelo que passamos é o que nos deixa frágeis e sujeitos a depressão e outros transtornos.

Tudo é muito simples e fácil quando conseguimos obter o equilíbrio.

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Dom, 12/10/2008 - 11h18 - reportar abuso

Minha mãe é diagnosticada com Alzheimer, e sou cuidadora dela. Antes dos médicos fazerem o diagnostico eu ja sabia a luta que teria pela frente, e procurei me informar bastante sobre a doença e seus cuidados. Atualmente minha mãe está na fase intermediária, mas estaria em estágio mais adiantado não fosse a urgência que tive que procurar o tratamento correto e terapias de apoio para ajudá-la. Moro em Belo Horizonte e frequento um grupo de apoio aos cuidadores que é monitorado por Judy Robbe uma gerontóloga de renome internacional que mantém vários grupos sem nenhum ônus. Os grupos de apoio mantidos pelo ABRAZ permitem ao cuidador se tratar em conjunto com outros cuidadores, evitando o gasto com medicamentos e médicos, o que onera mais a finança e a saúde, com medicamentos as vezes desnecessários. Frequento também uma comunidade do Orkut chamada Mal de Alzheimer-Cuidadores, moderada pelas irmãs Rita e Rosana Paulino que orientam os cuidadores que decidiram manter seus doentes na residência. Desde o início eu decidi manter minha mãe em casa, junto dos objetos que ama, e cheguei a conclusão que manter o paciente em casa com ajuda de um cuidador e um terapeuta ocupacional é menos dispendioso que mante-lo em uma clinica. Aqui em casa ela recebe todo o carinho 24 horas por dia 7 dias da semana. Tenho também uma tia ja em estágio avançado que também recebe a ajuda de uma cuidadora, além da filha.
Não acho complicado cuidar da minha mãe, a convivência com a doença e com outros cuidadores me mostrou um caminho mais iluminado, além de ver que o Amor incondicional é o melhor tratamento para o doente, talvez por isso minha mae ainda mantenha sua função cognitiva bem preservada, apesar de vários anos doente.

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Sex, 10/10/2008 - 16h52 - reportar abuso

Se é que se posso acrescentar, mas por ter minha mãe com 87 anos e já em estado terminal e por ela não possuir nenhuma outra doença, apenas o Alzheimer me torna alguem que possui a pratica de cuidador.
Ela possui a doença diagnosticada a 11 anos, mas depois de saber o que é o DA chegamos a conclusão de que ela já o possui a uns 17 a 18 anos, pois no inicio não identificávamos como doença e sim como "coisa de velho".
O que é a falta de informação, pois se soubéssemos do DA talvez a tivéssemos controlado com remédios no inicio e ela hoje ainda estaria numa fase intermediária.

Mas alem da falta de tratativas do governo para com os pacientes de DA, que como foi mencionada é grande o numero e com tendencia a aumentar pois a longevidade é fato em nossa vidas, o cuidador também deve ter atenção diferenciada.

O cuidador na maioria das vezes larga toda a sua profissional e familiar para cuidar do paciente, e este exige 24 horas por dia de atenção, pois a perda de memoria vai fazendo com que ele vá regredindo cada vez mais, até se tornar uma criança.

E como se trata de demência, os surtos são coisas comuns, não se pode contrariar e a tolerância e tranqüilidade nem sempre estão presentes assiduamente em nosso dia a dia. Então a tristeza em ver o seu paciente (que normalmente é mãe ou pai ou cônjuge) definhando aos poucos e sabendo de que nada pode ser feito para a cura, a depressão toma seu espaço, e não raro cuidadores partem e seus pacientes ficam sozinhos entregues a quem restou.

Por isso procuramos sempre juntar o Alzheimer com seu cuidador, que apesar de não o cuidador não ser doente, ele tem a grande possibilidade de ficar dente se não houver apoio psicológico e terapêutico, e até psiquiátrico, e muitas vezes até financeiro por não poder mais cumprir sua jornada de trabalho.

Quando me senti só, procurei pela internet algo que me aliviasse, e acabei encontrando uma comunidade no orkut sobre o assunto, aliás existem várias, mas uma em especial me chamou a atenção, e por lá nos apoiamos e trocamos experiencias, para assim podermos cuidar melhor de nossos pacientes, bem como cuidar de nós mesmos. Considero esta com7unidade uma verdadeira terapia em grupo para cuidadores e uma fonte de informações sobre a doença e como resolver aspectos do dia a dia que não encontramos em literatura e nem nas visitas médicas.

Aqui segue o link para quem quiser nos conhecer http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=939601

Agora se acharem que este post deve ser deletado, fiquem a vontade!

Até breve e coragem e força para quem tem um DA por perto, mas aproveitem a cada instante que ainda está presente, pois com certeza o ensinamento será de um amor incondicional extremo que mudará completamente sua vida.

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