Pedra na vesícula

Pedra na vesícula

Um dia, você sente cólicas tão fortes na região direita do abdome. Desconfiada, imagina uma série de razões para isso e vai logo buscar ajuda médica. Em alguns casos, ela pode estar associada com a colelitíase, isto é, pedras (cálculos) na vesícula biliar.

"A dor constante que se localiza na região superior direita é o sintoma mais freqüente das pessoas que apresentam pedra na vesícula. Ela é quase sempre acompanhada de náuseas", explica Dr. Vladimir Schraibman, especialista em cirurgia geral, gastrocirurgia e orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System).

Schraibman diz que também é comum apenas descobrir a presença de cálculos biliares nos exames de rotina, como tomografia e ultrassom do abdome. "É preciso tomar cuidado para que o não se evolua para um quadro agudo de inflamação da vesícula (colecistite aguda), quando um cálculo obstrui a saída da bile; colangite, que corresponde a uma infecção grave dos canais que levam a bile para o intestino; e até mesmo uma gangrena da vesícula", alerta.

Existem vários tipos de cálculos (pedras), mas os principais são os de colesterol e os pigmentados. O primeiro ocorre pela ingestão de gorduras de origem animal (carne vermelha, leite e seus derivados, além de frituras e gordurosos em geral, como os embutidos). Já os pigmentados tem relação com os sais biliares, outra substância presente na composição da bile e que, quando em concentração inadequada, gera a formação de cálculos biliares.

Conforme o especialista, vários fatores estão associados com o surgimento da pedra neste órgão pequeno, com formato de pêra e oito centímetros de tamanho, localizado embaixo do fígado. "Idade, lembrando que a freqüência aumenta com o processo de envelhecimento, gravidez, obesidade, terapia de reposição hormonal e níveis altos de triglicérides no sangue, são as causas principais", diz Schraibman.

A vesícula tem a função de armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado responsável por facilitar a absorção das vitaminas, além de quebrar as gorduras presas no intestino. Pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, já associaram a formação de pedras com a versão de um gene capaz de triplicar as chances do seu desenvolvimento.

O fato mais concreto é que os cálculos renais ou biliares costumam ser achados com mais frequência na mesma família, isso explicaria o fator genético, mas os cientistas alemães atribuem a má alimentação na maioria dos casos, 80%, principalmente pessoas que adotam uma dieta rica em gordura animal. Sendo assim, uma das formas de prevenção é optar por alimentos com baixo teor de gordura e mais fibras.

Segundo o especialista em gastrocirurgia, o tratamento a base de medicamentos ajuda a dissolver a solução dentro da vesícula, evitando a formação de pedras. Quando ele não resolve, a cirurgia laparoscópica é o próximo passo. "É muito segura e possui baixíssimos índices de complicações. Atualmente, podemos associar à técnica do single port, ou seja, a retirada da vesícula com apenas uma incisão de cerca de 2,5 cm e alta hospitalar no mesmo dia da cirurgia, com ótimos resultados", explica.

Ao contrário do que muita gente imagina, Vladimir esclarece que a retirada da vesícula não afeta o funcionamento do fígado ou do intestino. A explicação é simples. Atualmente, nós não necessitamos da vesícula porque nos alimentamos várias vezes ao dia, pois não há a necessidade de se armazenar tanta bile, afinal, ela não é responsável pela produção, mas sim por guardá-la.

"A produção da bile pelo fígado continua normal após a retirada da vesícula. Não existe nenhuma seqüela ou conseqüência para o organismo após a cirurgia. Em alguns casos somente é comum aumentar o número de evacuações no primeiro mês", esclarece.


Apesar do mal ocorrer mais em mulheres, Antonio Santos passou pela cirurgia e não teve problemas, somente algumas dores após o procedimento. Ele ficou internado uma noite no hospital e após uma semana voltou às suas atividades normais, gradativamente. "As dores não voltaram e hoje me sinto muito bem", finaliza.

Por Juliana Lopes

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