Angelina Jolie: retirada dos seios é a única solução?

Qui, 16/05/2013 - 12h57

Angelina Jolie mastectomia é a única solução

Foto Ocean/Corbis

Na terça-feira (14) Angelina Jolie fez um anúncio que mexeu demais com as mulheres de todo o mundo. Em fevereiro desde ano a atriz se submeteu a uma retirada dos seios, como forma de reduzir as chances de ter o câncer.

Angelina decidiu fazer essa cirurgia após descobrir que tinha os genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam os riscos de a pessoa ter câncer de mama e de ovário. A mãe da estrela, Marcheline Bertrand, morreu em 2007, aos 56 anos, de câncer no ovário. Basta ser mulher e viver até os 80 anos para ter até 10% de chances de desenvolver o tumor, entretanto, para quem possui alterações genéticas, como Angelina, a probabilidade pula para 87%!

Hoje o câncer de mama é o mais frequente entre mulheres do mundo inteiro: são 1,5 milhão de novos casos por ano.

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Só no Brasil, de acordo com os números do Instituto Nacional do Câncer, são diagnosticados 50 mil novos casos todos os anos. E uma em cada quatro mulheres que desenvolvem a doença tem idade inferior a 50 anos.

A notícia sobre a esposa de Brad Pitt repercutiu no mundo inteiro. Mulheres que fazem exames periodicamente ou com casos de câncer na família começaram a discutir se esta era realmente a única e melhor opção: retirar as mamas antes que o diagnóstico se confirme. Porém, essa opção pode ser um pouco radical, já que não diminui a chance de 100% de uma pessoa ter o câncer.

"Com a retirada da mamãe a chance de obter um câncer diminui 95%, uma vez que a pele do mamilo continua, tendo 5% de chance de ter o gene de câncer de mama", explica Dr. Juarez Antônio de Sousa, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, regional Goiás.

Segundo o especialista esse procedimento é indicado apenas para mulheres que têm duas ou mais pessoas da família de primeiro grau com diagnóstico de câncer. Então, essas mulheres podem optar por fazer a cirurgia, que chamamos de cirurgia redutora de risco, que é a retirada do tecido mamário e depois é possível fazer a cirurgia reconstrutora com a colocação de prótese. Caso contrário a mulher pode ir fazendo os exames de rotina, como a mamografia, o raio X, ultrassonografia e ressonância magnética, após os 40 anos de idade.

Apesar de a cirurgia não ser complicada há vários efeitos colaterais, entre eles, a perda da sensibilidade nos seios e impossibilidade de amamentar (já que as glândulas mamárias são removidas). Por isso, o melhor é que a mulher tenha entre 40 e 50 anos, idade em que provavelmente já tem filhos e não amamenta mais. O que também pode acontecer é as mamas ficarem frias devido à remoção de veias e dos vasos sanguíneos, é possível recuperar a estéticas, mas não a sensibilidade.

Mesmo antes da cirurgia é realizado o mapeamento genético, exame que não é acessível para todos os bolsos. "No Brasil custa em torno de R$ 6 mil e pode ser feito em São Paulo. A única maneira de descobrir o gene é através desse teste. E nem todos os convênios autorizam a cirurgia para a retirada da mama nesse caso", pontua Dr. Juarez.

A mastectomia preventiva já é realizada no Brasil há muito tempo, mas somente agora está tomando essa repercussão toda. "Não há necessidade de fazer essa cirurgia, já que existe outra opção. A mulher, após a orientação do seu médico, pode tomar um medicamento chamado Tamoxifeno durante cinco anos, que pode ajudar a combater esse gene", explica o mastologista.


Antes de qualquer procedimento a ser tomado, o ideal é sempre fazer os exames preventivos de câncer de mama, caso você tenha a idade para fazê-lo, afinal, no decorrer da vida, uma em cada dez mulheres vai apresentar câncer de mama. Comece também a ter o costume de fazer o autoexame de mama. Se perceber a existência de um nódulo consulte seu médico e procure saber qual é o melhor procedimento a seguir.

Por Marisa Walsick (MBPress)

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