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Barra de ouro é tendência para investidores

Sex, 17/02/2012 - 16h42

Barra de ouro é tendência para poupança

Quando o euro cai e o dólar despenca o investidor corre para o ouro. Esse comportamento é comum nos Estados Unidos e em países da Europa.

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Mas, no Brasil, o cenário é outro. Segundo dados da BM&FBovespa, em junho de 2011, 28.474 contratos de ouro movimentaram R$ 56,4 milhões na bolsa. É um volume muito reduzido em relação ao total negociado na bolsa, no mesmo mês, de R$124,2 bilhões. Por aqui, os investidores só recorreram com mais intensidade aos contratos de ouro em períodos de crise muito grave e desorganização da economia interna.

Atualmente, existem algumas formas de investir no metal, umas mais complexas nos mercados financeiro e de capitais e outras mais simbólicas, como a compra do metal em pó ou em barras, para posterior venda ou penhor.

Investir na bolsa

Pode-se investir em ouro comprando e vendendo contratos à vista na BM&FBovespa. Nesse ambiente, a vantagem é poder negociar o ativo pelos preços de mercado com transparência. Outro aspecto importante é a segurança na negociação, na liquidação e na qualidade e pureza do ouro. Para negociá-lo, é necessário estar credenciado a qualquer corretora autorizada pela bolsa. Uma condição é negociar, no mínimo, um contrato de ouro, seja ele o de 250 gramas ou os fracionários de 10 gramas e de 0,225 grama.

Segundo o diretor da Reserva Metais, André Nunes, o tíquete de entrada mínimo para um contrato de 250 gramas é de cerca de R$ 20 mil, o que pode ser uma barreira para o pequeno poupador. Além de ter uma corretora e um market maker, o investidor terá de arcar com custos de corretagem, impostos e guarda do metal. A bolsa cobra do investidor uma taxa ao mês - calculada conforme o preço do ouro no dia e o saldo em gramas - para a custódia do metal. O valor é repassado a um banco credenciado e escolhido pelo investidor para guardar o ouro em cofres. Para se ter uma idéia, o custo para guardar uma barra de 250 gramas é de cerca de R$ 15 ao mês.

Outra forma de investir em ouro é por meio de fundos de capital protegido. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), dos 73 fundos de capital protegido existentes em junho do ano passado, quatro estão atrelados à cotação do ouro.

Penhor

O penhor é uma forma de obter empréstimo a uma taxa menor e de maneira simples: basta apresentar o CPF, RG e comprovante de residência. Não há consulta cadastral e o valor do empréstimo é fixado pela avaliação das jóias. A Caixa empresta quantias equivalentes a 85% e até a 130% do valor da joia. O correntista pode financiar o valor em até 180 meses e pagar juros de 2% a 2,4% ao mês. A maioria dos empréstimos feitos na Caixa pelo penhor foram de menos de R$ 1 mil no último ano.

Por Livany Salles

Fonte: Diário do Comércio

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