Portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho

Portadores de necessidades especiais no mercado de

De um lado empresas interessadas em contratar portadores de necessidades especiais e do outro desempregados com deficiência física dispostos a contribuir para o mercado de trabalho. Conforme a legislação trabalhista, toda a empresa com mais de cem funcionários deve respeitar a lei das cotas, ou seja, destinar entre 2 e 5% de suas vagas a trabalhadores com algum tipo de deficiência.

Para Marcos Cintra, secretário do Trabalho da cidade de São Paulo, a dificuldade de inserção de pessoas com qualquer tipo de deficiência no mercado de trabalho ocorre em razão de muitos empregadores não conhecerem o universo de possibilidades que elas podem oferecer.

"A falta de informação ainda é um dos principais obstáculos para os empresários não incluírem profissionais com deficiências no quadro de funcionários. Muitas vezes o empresário até possui uma serie de ações que destacam sua empresa como uma entidade comprometida com o social, mas quando o assunto é incluir pessoas com deficiência surgem as dúvidas. Em qual função ou setor incluir? Será que a pessoa com deficiência vai conseguir interagir bem com o grupo?", explica.

Uma das medidas usadas na da capital paulista é qualificar os técnicos de Recurso Humanos por intermédio do programa "Sem Barreiras", curso gratuitos para facilitar a inclusão de pessoas com deficiência. "A nossa meta é qualificar cerca de 5 mil profissionais de Recursos Humanos, desmistificando através da informação, algumas das principais barreiras", ressalta o secretário do Trabalho.

Já o Ministério do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) também mantém um programa de apoio ao cumprimento das cotas. O Projeto Piloto Nacional de Incentivo à Aprendizagem das Pessoas com Deficiência foi criado em parceria com Ministério Público do Trabalho e conta com a participação de 35 empresas. Desenvolvido em 10 estados brasileiros, ele estimula os empresários a contratar aprendizes deficientes por dois anos, com o compromisso de qualificar os trabalhadores e depois contratá-los por tempo indeterminado.

No Rio Grande do Norte, primeiro estado a receber o programa, em apenas sete meses, o número de pessoas com deficiência contratadas como aprendizes saltou de quatro para 41.


"As empresas alegavam dificuldade em encontrar mão-de-obra qualificada, então decidimos oferecer condições para que os empresários possam se organizar e preparar esses trabalhadores. As pessoas com deficiência dão todos os dias um exemplo de garra e superação, e só precisam de uma oportunidade", defende o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Por Juliana Lopes

 

Comentários

Quiz de Celebridades!

Quem é mais jovem?

Últimas

Top Temas

casamentogravidezsexoorgasmoseparaçãoorgasmo femininoperfumes importadosemagrecersapatoscosméticosmaquiagemcarnavalpenteadosperfumedepilaçãoansiedadecortes de cabelobatominício das aulasblushpulseirachurrascobolo de cenouraformaturajusta causadecoração para festa infantilartesanato passo a passopensão alimentíciahoróscopo diário