Especial de Páscoa

Meu filho fugiu de casa, e agora?

Ter, 23/11/2010 - 11h32

Meu filho fugiu de casa e agora

A Vilamiga Cakau postou no nosso fórum um problema sério pelo qual está passando. Sua filha de 18 anos saiu de casa após um desentendimento.

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"Achei que em dois ou três dias ela estaria de volta, mas isso não aconteceu. Já se passaram 15 dias e ela fala não comigo. Além de estar hospedada em casa de pessoas que eu nem conheço bem. O que eu faço, devo buscar a força?"

Além de Cakau, diversas mães passam por esse tipo de problema, por isso conversamos com a psicóloga comportamental Agatha Hencsey. Ela explica que o primeiro passado para reverter uma situação como essa é que os pais tenham calma e paciência para conseguir manter um diálogo e assim fazer com que o jovem retorne ao seu lar. "Se a conversa com o filho, seja ela por telefone ou em um local físico, começar num tom de brigas ou ameaças, é possível que se trave uma disputa de poder: o pai deseja mostrar que tem maior força sobre o filho e o filho quer mostrar ao pai que este já não tem tanto influência assim. Portanto, por mais difícil que seja, o diálogo ainda é a melhor atitude nesse momento".

Agatha destaca que é necessário demonstrar ao jovem que essa atitude inicialmente poderá aparentar ganhos, como, por exemplo, não ter que dar satisfação de sua vida, mas na realidade as responsabilidades logo surgirão como contas para pagar e datas a cumprir. "Para que a situação não se prolongue por muito tempo, é necessário que o pai escute o motivo da fuga, além de repensar também em suas atitudes".

Muitas vezes acontece dos filhos demoram a voltar para casa por não quererem ‘dar o braço a torcer’. "É muito comum, por parte dos filhos, um sentimento de arrependimento após este ato impensado. No entanto, muitos têm medo da repreensão dos pais".

Quando consegue que o filho volte para a casa os pais devem ficar bem atentos as suas próprias atitudes. Nunca deve, por exemplo, ceder a todas as vontades de seu filho. "Isso reforçará um comportamento rebelde, acarretando novas fugas como forma de manipulação"

Motivos
Agatha conta que o motivo mais relatado pelos adolescentes que fugiram de casa costuma ser a falta de diálogo com os pais. "É muito comum que os pais que estiveram ausentes durante a infância de seus filhos queiram impor nesta idade limites e regras para o jovem, como delegar tarefas para ajudar em casa, horário de saída e chegada na residência, etc. Entretanto, isso não será aceito pelo adolescente com facilidade, ocasionando grandes conflitos na relação familiar".

Se sentir incompreendido pela família também é um motivo comum para sair de casa buscando a independência. Os relacionamentos também interferem nas decisões, assim como o mundo virtual que cria a ilusão da existência de um mundo "perfeito" e isso incentiva uma fuga impulsiva.

Se você está com problemas em casa com seus filhos, a psicóloga explica que se o seu filho pensa em uma possível fuga, normalmente ele vai tentar não demonstrar qualquer sentimento para que não seja descoberto. "Se preocupam em manter o mesmo comportamento para os pais não desconfiarem. No entanto, às vezes, é possível perceber sinais de agressividade, angustia ou de um distanciamento familiar. Contudo, vale ressaltar que cada um possui uma reação particular e não há um padrão comportamental".

Como evitar
O comportamento dos pais também é determinante para reações como essas. "Muitos pais que não sabem nada dos filhos e não lhes dedicam tempo para isso, comprometem a autoestima da criança e até mesmo fortalecem uma futura rebeldia. Além disso, agem de maneira dominadora, possessiva, autoritária, compulsiva, impulsiva e excessivamente exigente acabam contribuindo para a formação de um filho impulsivo e agressivo e com uma personalidade insegura e instável".

Mas, não ache que somente atitudes distantes ou severas ocasionam problemas no comportamento do filho. Há exemplos de pais superprotetores, que tendem a resolver a maioria dos seus problemas no lugar deles. "Esse excesso de proteção pode gerar uma incapacidade de decisão, o fácil influenciamento por terceiros, dificuldade de enfrentar problemas próprios de sua idade, etc. O importante é existir o amor, o respeito, o carinho, o cuidado, a preocupação e o interesse dos pais, mas sem grandes exageros".

A profissional conclui dizendo que não existe uma família ideal e também não há regras para constituir tal imagem perfeita, mas um ambiente familiar bom ajuda o enfrentamento de problemas cotidianos nas famílias. "Na adolescência os filhos requerem de maiores cuidados. Afinal, o jovem de hoje será o adulto de amanhã. Assim, na vida desses jovens, ainda formadores de caráter, há a necessidade de ocorrer um direcionamento dos limites, das referências culturais, da educação, do respeito e do amor por parte dos pais".

Por Larissa Alvarez

4 comentários no Vilaclub

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julia julia
Qua, 01/01/2014 - 10h49 - reportar abuso

Alguém me ajude!Tenho 14 anos e quando eu tinha 12 perdi a confiança dos meus pais,eles me deram um voto de confiança quando eu tinha 13 e novamente houve decepçao da minha parte!Em 2013 me envolvi com amizades erradas,comecei a fumar maconha,meus pais me alertaram,tiraram meu celular até que eu fui expulsa do meu colégio! Mudei para a outra unidade e conheci um menino legal,agente começou a ficar e ele sempre me chamava pra sair,e eu ficava enrolando..como já havia feito tantas bobagens,meus pais nunca me deixariam sair,ele me chamou pra ir numa cachoeira e eu acabei dando um jeito de sair escondido de casa pra ir!nao dormi em casa e meus pais ficaram super preocupados,fizeram queixa na polícia e tudo! Sei que errei,e MUITO,mas quero mudar e ser uma pessoa diferente e mostrar mudanças,mas como consigo fazer isso sendo que sempre que eu faço uma besteirinha meus pais começam a relembrar coisas do passado que não tem nada haver? Eu reprovei e eles me colocaram no psicologo,me sinto triste porque eles me comparam com meus irmãos que sao os certos... como posso ter um diálogo com eles e tentar expressar tudo oq sinto?alguem me mande um email com um conselho

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Pai Pai
Qua, 12/06/2013 - 10h36 - reportar abuso

Minha filha fugiu de casa pela primeira vez aos 15 anos. Felizmente, foi parar na casa da Avó.Hoje com 18, não mora mais com a gente. Foi expulsa de 3 escolas e não consegui completar o 1o. ano do 2o. grau. Na 2a. fuga de casa, porque a mãe não quiz deixar ela ir numa festa, houve até agressão por parte dela. Voltou para casa pouco tempo depois, arrependida, mas já não era minha filha, pois agora se vestia totalmente como um garoto e estava cheia de tatuagens.Foi uma luta, mas no final , com bastante conversa aceitei a situação.Mas no meu íntimo não concordo e ai a distancia entre nos dois ficou ainda maior. Para ela voltar para casa impus a seguinte condição dentro da situação: Por mais que as coisas saíssem do controle, ela em hipótese alguma poderia desrespeitar a mãe e nunca partir para agressão. Vivemos mais um tempo em paz, contanto que não se tocasse no assunto de estudar e ajudar em casa. Ela saia com os amigos, dormia até tarde e não passava uma vassoura na casa. A única coisa que conseguimos que ela seguisse era o horário de entrar em casa. Quando fez 18 anos, trouxe ela para trabalhar comigo na minha empresa, e fui aos poucos tentando que ela retornasse aos estudos, mas não funcionou. Até que a uns dois meses atrás, novamente devido a proibição de ir a uma festa o pau quebrou. Gritos, desrespeito, agressões verbais quase indo as vias de fato. Cumpri minha palavra, e novamente ela saiu de casa e foi morar com amigos. Aí vocês podem perguntar, será que ela não consumia drogas? Acho que não, pois morei muito tempo em república, e sei identificar. Sei que bebia de vez em quando, mas nunca chegou bêbada em casa. Ela mantém contato amigável com a mãe e de vez em quando vem em casa. Numa destas vezes ofereci ajuda financeira, mas ela até agora não pediu nada. Não diz para a mãe o que anda fazendo para se sustentar, mas garante que não está fazendo nada de errado.
Tem hora que penso em chamá-la de volta, mas ao mesmo tempo penso que um tempo fora de casa talvez a faça amadurecer. Só o tempo dirá. Abraços

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cida cida
Qui, 05/01/2012 - 23h48 - reportar abuso

HOJE MEU FILHO FOI EMBORA DE CASA
JA CHOREI CHOREI ,DOI DOI POIS NAO FALTAVA NADA PARA ELE,MAS SE APAIXONOU DE MANEIRA QUE NAO CONSEGUI SEGURAR ELE EM CASA.
APESAR DELE TER SEUS 20 ANOS PARA MIM TEM1 .
EU ENTENDIA ELE MAS ELE NAO ME ENTENDIA.
ME PERGUNTO ONDE ERREI ,NAO ACHO MEU ERO,SOU SUPER CUIDADOSA COM OS FILHOS ,AINDA TENHO OUTRA FILHA .
AGORA NEM SEI COMO SEREI COM ELA .
SERA QUE MEUS SUPER CUIDADO ESPANTA ? ME PEGUNTO .
TENHO MEDO QUE ELES SAIM SEM MIM PARA ONDE QUER QUE SEJE .
PRA MIM ELES TEM QUE ESTA DO MEU LADO O TEMPO TODO.SERA O MEU ERO?
PESSO A DEUS QUE ME CONFORTE .
MAS NAO É FACIL CRIAR FILHOS TEM TER JOGO DE SINTURA PRA CARAMBA .

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Qua, 01/12/2010 - 14h03 - reportar abuso

Filhos, que coisa difícil.
Sinto-me tão perdida a ponto de quase enlouquecer.
Li, vejo mães aflitas, angustiadas assim como eu, sem saber para onde ir, sem saber o que fazer.
Quem pode realmente ajudar?
Não é só adolescentes que causam turbulência na família, no meu caso é um adulto de 23 anos, que quer ter todos os privilégios de um adulto como carro, moto, cartões de créditos e total "liberdade" para fazer tudo o que quiser inclusive as coisas erradas.
Mas age como uma criança irresponsável n hora de arcar com as despesas do carro que anda, incluindo multas, batidas e danos ao que não o pertence!
E no caso de cartões de crédito, usa mas não paga!!!!!!!!
Socorro o que faço com uma pessoa assim, que eu gerei, e hoje não o conheço mais não sei do que é capaz de fazer, o caráter é duvidoso,
Minhas amigas o que vocês podem nos dizer?
Tem muitas mães aflitas e sofrendo muito com o caminho que seus filhos tomaram, gostaria que todas comentassem, precisamos nos ajudar, isso sem falar no vício das drogas.
Para a maioria dos filhos a Sra Maconha é uma coisa "normal"!
Normal? Vicia encaminha para outras drogas.
Sério, quem pode nos ajudar.
Bjos.

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