Pesquisa alerta para os riscos da exposição dos jovens na internet

Qui, 04/11/2010 - 09h40

Pesquisa alerta para o riscos da exposição dos jov

Até que ponto a exposição na internet é prejudicial aos jovens? Quais são as conseqüências dos relacionamentos criados entre adolescentes através da troca de mensagens via computador? Por conta desses e outros questionamentos foi criada a pesquisa "Este jovem brasileiro", realizada com mais 10,5 mil alunos de escolas particulares de todo o Brasil.

Realizado pelo Portal Educacional e coordenado pelo psiquiatra Jairo Bouer, o estudo foi feito com adolescentes entre 13 a 17 anos que responderam sobre exposição via rede e relações virtuais. Diante dos resultados, Jairo e os pesquisadores chegaram a conclusão de que há vários comportamentos dos jovens a ser melhor entendido e discutido.

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"A internet exige uma série de cuidados e limites que não estão muito claros, nem para os próprios jovens, nem para os pais e professores", comenta Jairo Bouer, médico psiquiatra. Segundo ele, não é o caso de impor limites e controlar a vida dos jovens na Internet, mas sim mostrar os riscos que existem. "É importante que eles próprios aprendam a criar seus filtros e a lidar com essas situações de uma forma mais segura e responsável", diz Bouer.

Assim como as pesquisas anteriores, os pesquisadores confirmaram mais uma vez que a maioria dos jovens, 60%, costuma usar a web como forma de conhecer pessoas. Já 27% usaram as redes sociais para tanto e 38% já fizeram amigos na Internet que trouxeram para a vida real. Um dado merece atenção dos pais, pois 25% dos alunos já "ficaram" com pessoas conhecidas por meio da rede. Mesmo conscientes dos perigos de marcar um encontro com alguém desconhecido, pois 97% dizem não confiar logo de cara em quem conhecem pela rede, o comportamento é cada vez mais comum, afinal 44% admitem a possibilidade de marcar encontros reais.

O problema da exposição na rede e seus impactos foi outro tema levantado no estudo. As respostas revelam que 36% costumam postar comentários na Internet e 71% costumam postar fotos, 7% já colocaram fotos ou filmes mais ousados na rede. Além de não se importar com as conseqüências dessas atitudes, os jovens também não usam ferramentas de segurança no próprio computador. 35% deles não usam filtros para impedir que qualquer um acesse as suas informações e quase 7% costumam abrir a webcam para pessoas que não conhecem. O conteúdo publicado na rede também traz problemas de relacionamento com o namorado(a) (17%) e amigos (19%). Além disso, 10% já enfrentaram problemas por causa de imagens ou posts publicados por outras pessoas na rede.

A violência também foi abordada na pesquisa. Entre os entrevistados 69% concordam que o anonimato da Internet estimula as pessoas a ofenderem umas às outras, já 29% já fizeram algum comentário ou tiveram alguma atitude ofensiva com amigos ou desconhecidos na Internet.

Isso de certa forma sinaliza o crescimento do cyberbullying, pois 31% disseram que já foram vítimas de alguma forma de violência, a psicológica está incluída, 11% de preconceito e 15% já se sentiram mal em função de alguma agressão sofrida. Mais de 3% evitaram sair de casa, falar com alguém ou ir à escola por algum problema surgido na Internet.

O projeto também procurou checar se alguns tipos de comportamento na Internet poderiam estar potencializados em alguns grupos de jovens. A conclusão é que quem falta muito e vai mal na escola, tem problemas emocionais frequentes, relação péssima em casa, fuma, usa drogas ou bebe com freqüência, tem maiores riscos de exagerar no uso da Internet, passando noites em claro. "Para os jovens que fazem parte de algum dos grupos citados, é uma boa ideia prestar mais atenção no próprio comportamento na rede e procurar alguma forma de ajuda caso sinta necessidade. E o mesmo vale caso se perceba esse tipo de risco e de comportamento com um amigo", aconselha Bouer.


Entre os participantes da pesquisa, 99% têm computador em casa, metade no próprio quarto, e 55% usam computador todos os dias, sendo que 40% usam Internet de duas a quatro horas por dia durante a semana, mas 15% ficam conectados por mais de oito horas.

1 comentário no Vilaclub

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Qui, 11/11/2010 - 10h57 - reportar abuso

Usamos a internet aqui desde 1997. Nunca permiti que meus filhos tivessem pc nos quartos. Sempre fiz a supervisão e dei um jeito de aprender tudo sobre computador para pder falar a mesma lingue a rastrear os endereços. Nunca tivemos problemas com isso graças a Deus. Vale a pena a mãe se interessar mais e cuidar com propriedade.

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