Amamentação na volta ao trabalho

quin, 20/05/2010 - 05h07

Amamentação na volta ao trabalho

A volta após a licença-maternidade envolve uma série de dúvidas sobre o bem-estar do bebê. Uma delas é em relação à amamentação. Embora ela seja fundamental até os seis meses, é importante que a prática continue até pelo menos dois anos de idade como complemento da dieta.

"O ideal seria que o bebê tivesse uma dieta exclusiva com leite materno durante os primeiros seis meses e que o alimento continuasse na dieta até ao menos o segundo ano de vida bebê", diz a pediatra Clery Bernardi Gallacci.

Além da própria alimentação, o ato de amamentar é também uma forma de amor e um importante momento de fortalecer o vínculo entre mãe e filho, por isso deve ser mantido o quanto necessário. Segundo a médica pediatra,Coach Perinatal e Consultora Internacional de Amamentação - IBLCE/USA Luciana Herrero, cada vez mais as mulheres modernas sentem-se motivadas a amamentar, conscientes de que esta é a melhor opção para ambos. "O ideal é que essas futuras mamães tenham ainda durante a gestação uma preparação completa e buscar conhecimento que favoreça o sucesso da amamentação tais como a preparação da mama desde a gestação", diz.

Após a licença-maternidade, a Vilamiga Alessandra Spinelli conseguiu conciliar o trabalho e a freqüência das mamadas sem grandes problemas. Um dos motivos é por estar amamentando pela segunda vez. "Não tive dificuldade em amamentar no começo, justamente pela prática, mas também pelo fato do meu seio favorecer a amamentação. Tenho bico formado e isso diminui a chance da mulher ter algum problema em amamentar", diz.

Hoje em dia, ela consegue amamentar o pequeno Rafael, com mais de um ano, pela manhã, na hora do almoço e quando chega em casa, antes de dormir. "Para ele se adaptar a essa rotina de hoje, eu iniciei uma rotina diferente, que apliquei aos poucos para ele se acostumar. Uma semana antes de retornar ao trabalho passei a me ausentar horas pela manhã, depois, uma semana antes de retornar ao trabalho e então nos dois períodos", explica. Antes de a mamãe voltar ao trabalho, a rotina de mamadas era mais intensa. No início, o intervalo entre uma mamada e outra era de aproximadamente três horas, que depois se estendeu.

"Recentemente estou parando de amamentar de madrugada também. Até semana passada, o Rafael ainda pedia para mamar a noite, mas não por fome e sim por hábito. Então consegui cortar isso naturalmente", conta.

Na opinião de Alessandra, o desmame deve acontecer naturalmente, seja por iniciativa da mãe ou do pequeno. Entretanto, quando a rotina intensa de amamentação após os dois anos é algo que chega a atrapalhar a mãe é o caso dela repensar a freqüência das mamadas.

Em alguns casos, quando a mãe fica muito tempo ausente, um recurso usado é retirar o leite através de bombinhas e colocá-los na mamadeira. De acordo com a especialista, a mãe que não pode, ou não consegue por alguma dificuldade amamentar tem outras alternativas. "O leite materno pode ser congelado e posteriormente aquecido em banho-maria sem perder as suas propriedades", explica. Assim, o leite materno pode ser oferecido ao bebê na ausência da mãe por quem está cuidando do bebê.

Talvez seja essa a prática da representante comercial Sabrina Vanzo Beleza. Aos 35 anos, ela está grávida de seis meses de sua primeira filha e pretende conciliar o trabalho com a amamentação. "Quero muito que a minha filha continue se alimentando com leite materno mesmo quando eu voltar a trabalhar. Acho importante para ela e para mim também", diz. Sabrina afirma ainda que vai tirar o leite e deixá-lo para alimentar a pequena Gabriela, mas pelo menos sair uma vez ao dia do trabalho para amamentar pessoalmente.

Benefícios do aleitamento

Alimentar o bebê com leite materno beneficia a criança em diversos aspectos como, por exemplo, colabora com a formação do sistema imunológico, previne alergias, obesidade, intolerância ao glúten, entre outros. Para a mãe, o ato de amamentar reduz a incidência de câncer de mama, ajuda a perder os quilos extras adquiridos na gravidez, reduz a incidência de diabetes pós-gestacional e protege a mulher contra a osteoporose.


"Manter a alimentação do recém-nascido dentro do tempo recomendado ajuda no fortalecimento facial da musculatura, melhora o desenvolvimento das funções de sucção, mastigação, deglutinação, fala e defesa imunológica natural, além de fazer com que o bebê se sinta seguro e querido no colo da mãe, reforçando o vínculo mãe-filho, favorecendo o desenvolvimento da criança, entre muitos outros benefícios", conclui Gallacci.

Por Juliana Lopes

1 comentários no Vilaclub

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anapaula
dom, 29/12/2013 - 10h04 - reportar abuso

como vou alimenta minha filha,vou retorna o trabalho,que tipo de alimento vou da e agora..

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