Cólicas nos bebês: livre-se delas!

Cólicas nos bebês

Desde que o pequeno Henrique nasceu, há dois meses, Patrícia segue a mesma rotina: banho relaxante, fraldinha e roupa trocadas, além da amamentação. Mesmo com tudo em perfeitas condições, o bebê insiste em chorar, para o desespero da professora.

Algumas mães não associam o choro com a cólica, comum até os três primeiros meses. Dores no abdome que não tem uma causa exata, mas sim uma série de fatores responsáveis por este incômodo presente em pelo menos 75% dos bebês no início da vida.

Para ter certeza de que é cólica, Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Hospital Albert Einstein explica às mamães:

“Vá por eliminação: o bebê está com fome? A fralda está molhada? Está com calor? Com frio? Se essas possibilidades forem descartadas e o choro continua é grande a probabilidade de ser cólica. Além disso, há algumas características específicas: o bebê se contorce, o rosto fica vermelho e com expressão de dor, as mãos se fecham e o choro estridente parece inconsolável. Em muitos casos, as crises costumam acontecer no mesmo horário - à tardinha ou no início da noite”.

Conforme o pediatra, as cólicas acontecem principalmente porque os sistemas gastrintestinal e nervoso central, que controlam as contrações do intestino, ainda são muito imaturos. “Como o processo de formação e funcionamento desses mecanismos ainda não está completo, ocorrem movimentos intestinais descoordenados que acabam provocando as dores”, esclarece.

Uma das formas de evitá-las é mudar alguns hábitos quando for amamentar o bebê. Nessa hora é importante estar em uma posição confortável e ambiente tranqüilo, se possível colocar músicas relaxantes.

Uma das recomendações de Huberman é verificar se a fralda não está muito apertada e, principalmente, controlar a entrada de ar nas mamadas, feita de dez em dez minutos. Entre esse período, a mãe deve estimular o arroto do bebê. “Ao alimentar seu bebê, tente segurá-lo em uma posição ereta para que o ar fique acima do leite no seu estômago. Isso ajudará seu bebê a expulsar o ar quando arrotar”, indica.

No caso da mamadeira é importante observar o tamanho do furo no bico. “O leite deve pingar lentamente quando a mamadeira ficar de cabeça para baixo. Se o furo for muito pequeno ou muito grande, seu bebê pode ingerir muito ar enquanto estiver mamando”. E durante o dia, massagens ou mesmo compressas de água morna na barriguinha ajudam a aliviar o desconforto.

Por enquanto não existem pesquisas comprovando que a alimentação da mãe interfere nas cólicas, mesmo assim os pediatras indicam restringir alguns alimentos como chocolate, cafeína, melão, pepino, pimentão, frutas e sucos cítricos, além dos alimentos condimentados.

“Nem sempre o mesmo alimento provoca cólicas em todos os bebês. Por isso, é muito importante fazer tentativas para descobrir. Você pode eliminar vários produtos da sua dieta ao mesmo tempo ou ir eliminando um por um até encontrar o culpado”, recomenda.

Depois de longos três meses é quase certo que as cólicas já tenham desaparecido. Quando começar a usar as papinhas na alimentação, o pediatra aconselha apenas restringir os alimentos que possam levar a refluxo, excesso de fermentação ou até alergias.

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Por que o bebê está chorando?

Mães que ficam em desespero quando o bebê chora agora contam com ajuda de um simples aparelhinho chamado de Why Cry (Por que chora, em inglês), uma ideia dos japoneses. Depois de ligar o produto e aguardar vinte segundos ao lado do bebê, o equipamento analisa o choro com um índice de acerto de 98%. O aparelho, que custa cerca de R$ 250, é vendido através do site www.whycry.com.br, mas por enquanto não está disponível no estoque. Você precisa fazer a solicitação por e-mail.

Why Cry

Why Cry. Foto/Divulgação

“Basta ligar o aparelho e colocá-lo a uma distância entre 50 centímetros e 2 metros, segundo o peso do bebê. O aparelho faz a análise do choro em 20 segundos, acendendo "rostinho" do ícone correspondente ao motivo do choro. Passado 1 minuto, automaticamente, o aparelho volta ao modo de espera para uma nova análise", explica.

Por Juliana Lopes

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