Moda das Famosas

A influência dos desenhos animados

Sex, 02/10/2009 - 14h49

A influência dos desenhos animados

Todo mundo já passou pela fase de ficar horas e horas em frente à televisão, se divertindo com desenhos animados. Para cada geração, novos desenhos surgem, com mais heróis, mais cores, mais ação e aventura.

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Mas, o que a maioria dos pais não sabe, é que os ingênuos desenhos podem influenciar em muito no desenvolvimento dos filhos.

Assistir a desenhos animados possibilita e motiva a criação e a construção do imaginário infantil acerca do mundo que as crianças fazem parte. "Possibilita novas formas de criar e imaginar o mundo, oferecendo ferramentas para construí-lo e favorecem a problematização e resolução visual de temáticas que, no espaço ‘real’, a criança tem dificuldades de compreender, como nascimento, morte, família e relacionamentos", explica a pedagoga Patrícia Ignácio, mestre em educação em estudos culturais.

Ela afirma que os desenhos têm o poder de influenciar o comportamento das crianças já que, assistindo-os, elas tendem a imitar seus personagens favoritos. "As narrativas, o desfecho dos episódios e as temáticas colocadas em evidência compõem importante espaço pedagógico que, de forma prazerosa, lúdica e envolvente, organizam e difundem uma gama importante de significados, que balizam as formas de ser, estar e se relacionar em sociedade". É como quando a criança aprende a falar. O modelo que ela segue são os pais e, imitando a fala deles, ela desenvolve a própria habilidade.

Patrícia diz que não há uma idade certa para que as crianças possam ser expostas à influência da programação televisiva, visto que, tanto elas quanto os adultos buscam personagens das telinhas para se espelharem na vida real. O problema maior são os tipos de conteúdo aos quais os pequeninos são submetidos. "Desde pequeninos as crianças estão vulneráveis às informações colocadas em evidência pela televisão. Quanto mais jovem a criança for, menores serão os juízos de valor construídos, para contestar comportamentos e atitudes", afirma a profissional, que é especialista em supervisão escolar na educação básica.

Por isso, o melhor mesmo, recomenda a profissional, são aqueles desenhos considerados educativos, que apresentam como tema central valores importantes a serem desenvolvidos, como ética, solidariedade, preservação do meio ambiente e diálogo. São esses temas que ajudarão a ensinar às crianças como viver em sociedade.

Patrícia também adverte: "Independente da idade da criança, alguns desenhos podem estimular a violência. Alguns, ainda enaltecem a imagem, a moda e a beleza e podem estimular o ‘policiamento’ infantil com relação aos seus corpos. Programas que colocam em evidência o consumo, enquanto identificador social, podem estimular o consumo desenfreado. Portanto, evitá-los na programação das crianças seria uma ótima dica".

Embora os desenhos animados ocupem uma grande parte do psicológico das crianças, eles não são os únicos. "Estudos mostram que a influência da televisão no comportamento das crianças é relativa. Família, escola, grupos sociais são variáveis que afetam e interferem na forma como as crianças assimilam o conteúdo expresso nas narrativas das programações", explica a pedagoga, que também coordena os cursos de pedagogia e Pós-Gradução do Instituto Superior de Economia e Administração, em Recife, Pernambuco

Patrícia aconselha que, para um desenvolvimento saudável, os pequeninos devem aprender a dividir o seu tempo com diversas atividades. "O ideal e saudável é estabelecer uma rotina diária onde as crianças possam desenvolver atividades físicas, lúdicas, horário de estudos - para os que já estão na escola - e que as mesmas tenham um horário para dormir por volta das 20h. Desta forma, o tempo dedicado à programação televisiva ficará restrito e o contato diário com o desenho animado não será excessivo".

Além disso, os pais devem orientar os filhos tendo uma participação significativa no desenvolvimento crítico dos pimpolhos. "Mais importante do que proibir a televisão é educar o olhar dos telespectadores infantis. É essencial que os pais se posicionem como mediadores, que discutam e relativizem os conteúdos da televisão com seus filhos, ajudando-os a compreender os conceitos apresentados e a sua relação com a vida cotidiana", encerra a pedagoga.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

4 comentários no Vilaclub

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toddy toddy
Seg, 11/06/2012 - 14h00 - reportar abuso

qeria saber o nome completo da autora desse artigo?

responder ao comentário
marina nunes marina nunes
Seg, 11/06/2012 - 13h54 - reportar abuso

quero saber qual o nome completo da autora que escreveu esse artigo?

responder ao comentário
cristiane cristiane
Seg, 10/10/2011 - 09h31 - reportar abuso

a influencia dos desenho prejudica muito a criança

responder ao comentário
Daniel Iunes Moura Daniel Iunes Moura
Qua, 25/08/2010 - 11h54 - reportar abuso

Concordo com sua exposição acerca deste tema, que, de tão importante, virou tema da minha monografia.
Acontece que, a criança de hoje, não é mais como a criança de antigamente, ingenua, que brincava de boneca, carrinho, até mais ou menos dez anos.
A cirança hoje é mais ativa, mais esperta, mais tudo!
Portanto, ela não fica mais tão a mercê dos programas de televisão, assiste ao que quer, quando quer e, onde quer!
Apesar de ser homem, mas, estou me formando em Pedagogia no final do ano que vem, e, resolvi compilar o máximo possível de informações para que eu prodouza um texto, e, este, para mim, foi um dos melhores que já encontrei até o momento.

Parabéns msm!

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