Brincadeiras dos tempos da vovó

Seg, 09/11/2009 - 05h00

Brincadeiras dos tempos da vovó

Crianças nas ruas pulando corda ou com brinquedos de madeira, um hábito apenas visto no interior. Nas grandes cidades, muitas vezes algumas escolas ficam com o papel de resgatar as antigas brincadeiras de roda, entre outras, a fim de estimular o senso lúdico, algo está se perdendo aos poucos.

Publicidade

"Acredito que os jogos eletrônicos também são educativos, mas eles por si só não promovem a interação. Claro que tem toda essa questão da segurança, que hoje é difícil elas brincarem nas ruas, mas ela deixa de se comunicar com as outras crianças, de saber como se negociam regras, saber ganhar e perder, dividir as atenções ou o contrário, quando ela é o centro de todos. Ela perde muito se não tem esse convívio, de aprender com os outras crianças", opina a professora Priscila Canteri Serra Silva, da escola Santi.

A professora conta durante a disciplina de Ciências Sociais surgiu a ideia de trazer os próprios avós às escolas com a intenção de mostrar o sentido de tempo para crianças na faixa etária dos três anos. "As crianças tem uma idéia mais estática dos acontecimentos e acreditam, em um primeiro momento, que eles nasceram avós. Nossa intenção é justamente mostrar que os avós já foram crianças e que existiu uma passagem do tempo para eles serem como são hoje", explica.

A partir das fotos dos avós, os pequenos perceberam características específicas nesses familiares, como o uso de óculos ou a presença de cabelos brancos e rugas. Eles por sua vez, também contam histórias e brincadeiras dos tempos da infância, ensinam como fazer telefones de lata e pião, brincar de corre cotia, elefante colorido, além das brincadeiras de roda.

Priscila conta que a reflexão do tempo histórico junto com os avós os torna ainda mais próximos. "Os alunos resgatam a figura desses familiares que, apesar da idade, ainda participam e ensinam brincadeiras que aprenderam quando eram pequenos. As crianças passam a ver seus avós de outro modo e descobrem que muitas brincadeiras, permanecem com as mesmas características ao longo das décadas", explica.

Seja com os avôs, ou outros familiares, na opinião da professora, a brincadeira é uma ótima interface para aproximá-los. Quando ela brinca com adultos tira suas dúvidas referentes às regras e ainda tem o sentimento de ser prestigiada e desafiada quando o parceiro da brincadeira é uma pessoa mais velha.


"Por isso a brincadeira deve acontecer em casa e na escola". Conforme a professora, atividades como contar e ouvir histórias, dramatizar, participar de jogos com regras, são uma forma de aprender com prazer. E o principal, elas se tornam mais criativas, pois são capazes de vivenciar regras e recriá-las conforme as suas necessidades.

Por Juliana Lopes

Nenhum comentário no Vilaclub

Comente!

Especiais Vila Mulher

VILACLUB - O conteúdo da rede do Vila Mulher

Top Temas

50 tons de cinza beyoncé 50 tons de cinza casamento
X
Diga sim a curiosidade e determinação
Diga sim a curiosidade e determinação Veja aqui por vilamulher