Moda das Famosas

Brincando de médico?

Seg, 09/02/2009 - 09h20

Livro “Conversando com a criança sobre sexo Quem

Divulgação

Para os pais, os filhos parecem que nunca crescem. Mas às vezes, antes mesmo de crescer de verdade, já querem agir como gente grande, para desespero da família. Quando o menino ou a menina volta da escola ou da casa dos coleguinhas falando em brincar de médico - e perguntando coisas que você nunca se imaginou respondendo - a regra é respirar fundo e não arrancar os cabelos.

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Criança pergunta mesmo e, provavelmente quando tinha a idade de seu filho, você também queria descobrir o mundo.

No livro “Conversando com a criança sobre sexo - Quem vai responder?”, a especialista em educação sexual Mônica Maia, lembra que a sexualidade está presente na vida das crianças desde antes do nascimento, já nos desejos, planos e aspirações de seus pais e mães. “Está presente nas cores do enxoval, na amamentação, no afeto e no toque entre o bebê e as pessoas que cuidam dele. Antes mesmo do bebê falar ele se toca e é tocado, de maneira afetiva e amorosa, seu corpo vai ter as partes nomeadas e inscritas na sua subjetividade”, diz

Segundo ela, quando começa a controlar o xixi e cocô, uma nova dimensão do corpo da criança aparece e fica acessível. E quando começa a falar, logo elas querem saber de onde vieram e como foram parar na barriga na mãe. “As primeiras perguntas das crianças relacionadas com a sexualidade não têm a conotação sexual que tem para nós, adultos. Por isso pensar nas respostas, antes que as crianças façam as perguntas, é fundamental”.

Mônica ensina que para responder uma criança, sobre qualquer assunto, a regra é bastante simples: certifique-se do que ela já sabe e responda apenas o que a criança perguntou. “Não diga mentiras e se coloque disponível para responder outras perguntas”.

O ideal, segundo a escritora, é não ignorar ou censurar uma pergunta. “Ao invés de subtrair a curiosidade, você apenas deixará de ser a pessoa para quem seu filho pergunta. Crianças não pensam como adultos e que cabe a nós construir uma perspectiva positiva da sexualidade em nossos filhos”.

É importante também deixar claro que não há nada de feio ou sujo nos órgãos sexuais. “Devemos criar nas crianças o senso de que seus genitais são tão bonitos e importantes quanto qualquer outra parte do corpo, e que devem ser tratados com carinho e respeito. Mas também devemos dizer para as crianças que para pegar nos nossos órgãos sexuais devemos estar em um lugar privado. É muito diferente dizer “isso não se faz” de “isso não se faz em público” ou “isso a gente faz no nosso quarto””, avisa.

Escrito em parceria com Gerson Lopes e editado pela Autêntica, de Minas Gerais, a obra já foi lida por pais e por filhos, a partir de 10 anos. “Mas é um livro para pais e professores. Numa linguagem bem simples, a idéia é que os adultos possam pensar na sexualidade das crianças de maneira lúdica, sem o peso e o temor que o assunto muitas vezes nos suscita”. Vale a dica.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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