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Dra. Maria Cristina Capobianco
Com a palavra:

Dra. Maria Cristina Capobianco

Como colocar limites nas crianças

Qui, 26/11/2009 - 05h00

Hoje existe certa desorientação dos pais em relação à autoridade que exercem sobre seus filhos.

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De três gerações para cá, verifica-se uma mudança radical e significativa na posição dos pais quanto à colocação dos limites e das regras disciplinares em seus filhos. Se por um lado até as décadas de 40 e 50, a maneira de educar os filhos seguia uma direção vertical, na qual os pais exerciam sua autoridade de cima para baixo sem maiores questionamentos. A geração seguinte, a partir do final dos anos 60, incomodada pelo autoritarismo, ao assumir o lugar dos pais agiu no extremo oposto, optando por mais permissividade.

A falta de limites tem conseqüências negativas para a criança e seu desenvolvimento, afinal a criança que não aceita regras, seja para jogar um jogo, para andar no ônibus, para se comportar na escola, terá dificuldades para conviver com os outros.

Os limites ajudam a criança a tolerar frustrações e adiar sua satisfação. Ela tem que apreender a esperar sua vez, a compreender que existem outros e que precisa compartilhar. A insuficiência de limites pode conduzir a uma desorientação, a uma falta de noção dos outros, de respeito e até à criminalidade em alguns casos extremos.

Colocar limites não significa ser autoritário, mas sim ter autoridade. Através da colocação de limites os pais ensinam a criança a respeitar-se e a respeitar os outros. Dizer "não" para uma criança, e ensinar-lhe que ela também pode dizer não quando alguém quiser lhe impor atitudes ou comportamentos. Na medida em que os pais percebem as necessidades da criança, as identificam e as apontam, ela poderá também identificar quais suas próprias necessidades.

Por exemplo, se uma mãe percebe que seu filho está morrendo de sono e precisa dormir, e ela é firme e lhe disse que é hora de dormir, mesmo que ele resista aos poucos ele poderá identificar seu próprio cansaço e a necessidade do corpo de descansar. Existem muitos adultos que não ouvem as mensagens do próprio corpo, dor, cansaço, fadiga, e passam por cima dos limites do corpo, o que freqüentemente provoca stress e adoecimento. Por outro lado, é comum ouvir as jovens hoje em dia dizerem não saber como dizer "não", a um namorado que deseja ter uma relação sexual.

Colocar limites não significa privar de liberdade. Quanto mais cedo, os pais colocarem os limites de forma afetiva e com segurança de propósitos menos problemas terão na puberdade e na adolescência, fase na qual as crianças se revoltam contra as imposições desmedidas e transgridem aquilo que é insuportável.

É importante que os pais dialoguem com os filhos e expliquem quais os propósitos dos limites. Se mesmo assim as crianças não obedecerem, às vezes é necessário colocar sanções, com o intuito das crianças se responsabilizarem pelos atos e pelas suas decisões.

A tarefa de dizer não, por outro lado, inicia-se desde o nascimento. A importância do "não" e do estabelecimento de limites é fator organizador na formação da personalidade de todo ser humano. Desde ao redor de um ano de idade aproximadamente a criança precisa aprender a ouvir a palavra "não" e o os pais de pronunciá-la.

As crianças passam pela "fase do negativismo", na qual a criança fala quase compulsivamente a palavra "não", testando sua força diante da autoridade do adulto, pai ou mãe. Com esse comportamento as crianças estão experimentando até onde podem chegar e até onde os pais deixam ir.

As crianças precisam de regras claras, objetivas e coerentes colocadas com segurança e na hora certa. O estabelecimento de limites não é tarefa fácil, mas muito mais complicado é mantê-los. Ter de enfrentar o choro, resmungos, esperneio e a sensação provocada pela criança de que somos pais "maus" e injustos é difícil de tolerar. É fundamental conhecer quais os recursos mentais da criança em cada faixa etária. Por exemplo, antes dos 4 ou 5 anos é quase impossível esperar que uma criança compreenda e aceite as regras de um jogo. Ela vai querer jogar e ganhar toda vez. Obrigá-la a aceitar regras antes do tempo seria um limite absurdo. Porém, a partir dos 6 anos a criança já terá adquirido a capacidade para aceitar as regras e a vez dos amiguinhos.

Quando a criança é pequena, ela não sabe o que lhe faz bem e o que é prejudicial para sua saúde; são os pais e professores que aos poucos precisam ir ensinando-lhes estes valores, colocando limites, dizendo "não", para que ela possa apreender por si só e se tornar autônoma, conhecendo seu próprio corpo.Também, para que as crianças entendam a importância dos limites é fundamental, que os pais sejam coerentes, fazendo ou deixando de fazer aquilo que foi proibido para a criança fazer.

Maria Cristina Capobianco é psicóloga e autora do livro "O corpo em off" (Ed. Liberdade).

8 comentários no Vilaclub

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Andreia Andreia
Qua, 16/10/2013 - 17h55 - reportar abuso

Eu tenho 31 anos estou com muito dificuldade com minha filha de 12 anos está na fase da pré-adolescência começando me da trabalho, começou bringar na escola ultimamente está começando a quere namorar.. eu não sei por onde começa eu conversei com ela , ela sempre me respondendo... eu tenho um bebê de 9 meses não sei si foi por causa do bebê que chegou tirou toda a atenção dela, eu só sei estou muito triste com essa situação me ajudar me da uma opinião.

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Karolyne Karolyne
Qui, 05/07/2012 - 14h16 - reportar abuso

Ola tenho 25 anos, preciso de ajuda para educar minha filha de 3. Ela é muito geniosa, quer fazer só o que a convém, é desobediente e muito chorona. Quando não cedo a suas vontades ela faz birra e chora muito alto. Me enfrenta de igual pra igual. estou desesperada, não sei como educa-la. Por favor me ajudem!

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marizete rosa de oliveira marizete rosa de oliveira
Ter, 29/05/2012 - 14h40 - reportar abuso

muito bom este trabalho precisa ser mais devulgado muito obrigada pela contribuiçao.

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Daniela Daniela
Seg, 17/10/2011 - 17h13 - reportar abuso

"Tenho 32 anos e sou mãe dois filhos, uma menina de 12 anos e um menino de 4 anos. Realmente não me programei e não sei educá-los. Fui criada na base da varada e cintada, não quero isso para meus filhos e acabo sendo mole demais com eles, não tenho autoridade, o pequeno me chama de vaca, burra, chega a dizer que vai me matar quando contráriado, mas é muito carinhoso e as vezes do nada me abraça e diz que me ama, perco o controle quando eles brigam e uso a ignorância, quero mudar, não sei o que fazer, as vezes me desespero, me culpo, o pai deles viaja só vem em fins de semana. Ele tenta, conversa muito com eles, mas eles o ignoram, acho que ele fala de mais e perde o foco. Se alguém souber algum método, me ajude! Assisti muito a super nanni e tento aplicar, mas parece inútil, não me respeitam, não me ouvem, dizer senta aqui, explicar, cantinho da disciplina, não sei, já li todos os livros de Içami Tiba e não conclui ainda aonde estou errando. Separados meus filhos são uns anjos, juntos.....dispensa comentários, pára!, não grita!, não fala palavrão!, não humilha teu irmão!, não tortura ele!, não chuta ela! e por ai vai....Não acredito em fórmula mãgica e acho que conversa funciona se você tiver só um filho, dois ou mais é muuuuuuuuuuito difícil. Bom era isso! Socorrrooo!!!!!

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Ana Lucia L Sousa Ana Lucia L Sousa
Qua, 29/12/2010 - 03h23 - reportar abuso

.Estou gostando do que estou lendo, já assisto a seus programas, e digo para meus filhos vou chama super nanny, eu é que prescizo.
Sou mãe, Fernanda 16, Gabai 7 , Mauricio 1 ano.
Faço faculdade.
Eu tenho dificuldade de manter a ordem em casa, não consigo ter a ordem completa só pela metade.Meu marido e organizado,ele tenta me ajudar isso e dez quero melhorar,e vou melhora

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Sex, 27/11/2009 - 06h56 - reportar abuso

Concordo plenamente que hj a falta de educação é demasiada !!!! Não acredito que crianças que são criadas a base de diálogo sem a autoridade dos pais sejam crianças educadas e com certeza serão piorem adultos. Fui criada com uma educação rígida e acho que é a certa. Hj é muito mais fácil dizer que "criamos nossos filhos com diálogo".... pq educar dá trabalho, exige tempo e hj os pais preferem ignorar dizendo tudo bem, pode fazer, pode comprar, pode ir... simplesmente SIM a tudo.

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Sex, 27/11/2009 - 06h37 - reportar abuso

Tenho 45 anos, tive uma educação rigida, eu não gaostei de muitas coisas nela. Logo atuo de forma completamente diferente com minha filha, entre nós há muito diálogo e confiança. Não basta dizer não é necessário explicar e exemplificar o porque do NÃO, mostrar-lhes as consequências que acarretam o seu desejo impensado.
Tenho feito isso com minha filha e o resultado é positivo, ela não têm receio em perguntar ou dizer nada para nós. Se queremos filhos com boa índole devemos não só lhes dizer o que é correto, devemos dar bons exemplos, com muito amor e respeito.

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Qui, 26/11/2009 - 10h32 - reportar abuso

bueno, se os pais souberem impor regras e ensianrem o que eh respeito, com certeza as criONÇAS de hoje não seriam tão mal educadas e insuportáveis como são a maioria delas.
Os nossos pais eram sempre do lado da Lei quando transgredíamos as regras! Se nos comportávamos mal nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso! Sabíamos que quando os pais diziam "NÃO", era "NÃO”.
Além disso, quando nos davam presentes e recompensas era por amor, nunca por culpa. Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos ou queríamos.
bjus

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