Como tratar a diarreia infantil

Como tratar a diarreia infantil

A diarreia é uma doença comum em crianças e é caracterizada pela diminuição de consistência nas fezes e aumento de idas ao banheiro. Mas, por mais simples que possa parecer, essa quadro pode levar a criança à morte, principalmente nos primeiros anos de vida. "Crianças tem o sistema imunológico muito frágil, qualquer coisinha pode evoluir para uma diarreia", afirma Amanda Epifânio, nutricionista do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), em São Paulo.

O primeiro passo para o tratamento correto da doença é a identificação da causa. "Hoje, a principal causa é o rotavírus. Além disso, elas podem ocorrer por conta de alergia a algum tipo de alimento, má condições de controle higiênico dos alimentos e água contaminada", diz a especialista.

Em todos os casos, a primeira medida que as mamães devem tomar é dar bastante líquidos para os pequenos, para que eles não desidratem. "Quanto mais cedo é feito o tratamento, menor as chances de ocorrer conseqüências graves", afirma a profissional.

O quadro de desidratação em um organismo frágil como o de uma criança pode acarretar problemas graves. "Com a perda de água, o corpo fica com falta de sódio e potássio, que são elementos reguladores do organismo, que controlam, por exemplo, os batimentos cardíacos", explica.

Aquela velha receitinha do soro caseiro funciona como uma luva para tratar da desidratação em casos de diarreia. Amanda afirma que, por mais simples que seja a receita, ela é imbatível. "Algumas pessoas acham que, por ser uma receita simples, ela não funciona". Mesmo assim, deve ser dada logo no comecinho da diarréia, para não haver a desidratação. "Se esse sintoma evoluir e não se percebe em tempo hábil, a criança terá que ser levada ao hospital, onde a solução é diferente."

Se você não sabe preparar, é bem fácil: para um copo (200ml), coloque uma medida de sal e duas de açúcar. Essa medida pode ser encontrada facilmente em posto de saúde, de graça. É uma colherzinha específica para o preparo de soro caseiro, que estabelece o padrão correto para que você não corra o risco de errar a mão, literalmente. "Toda mãe deveria retirar a colherzinha", adverte Amanda.

Além disso, Amanda recomenda manter a alimentação da criança. "É muito importante destacar que mesmo com diarreia, associada ou não ao vômito, você tem que insistir para que a criança coma. Normalmente, os pais fazem o oposto, mas a dieta deve ser mantida a mais próxima do normal", afirma.

Amanda deixa claro que a alimentação servirá para fortalecer o corpinho da criança, para que ela possa enfrentar a doença. Caso contrário, a situação pode se tornar desastrosa. "A desnutrição nessa idade é uma das consequências mais graves, porque a criança precisa crescer muito. Quando há a desnutrição, ela perde peso muito rapidamente e para de crescer. Fica enfraquecida e, com a imunidade baixa, está mais propensa a adquirir outras doenças".

Aquela velha história de que é bom dar alimentos que "prendam" o intestino, não serve para a diarreia infantil. Isso, porque, se o corpo está jogando fora, é porque, provavelmente, não está fazendo bem. "Se for uma diarreia infecciosa, o organismo precisa eliminar aquilo do corpo. O que tem que tratar é a perda de líquido e não parar de comer." Ou seja, a diarreia é necessária para que o corpo se recupere. "Não tem que pensar em cessar. Se foi feito o diagnóstico e o tratamento já está sendo aplicado, então vai passar", completa.

Em casos de reações alérgicas por alimentos, Amanda afirma que o simples fato de retirar o agente causador do desconforto é suficiente. "Se for causa de intolerância ao leite, glúten, ou alergia ao alimento, só a suspensão do produto já é suficiente. No outro dia a criança já deve estar melhor".

"Se o episódio for recorrente, mais de três vezes ao dia, já pode aplicar o soro caseiro", indica Amanda. Em caso de bebês com menos de um ano, Amanda alerta: "Logo no começo já deve levá-lo ao hospital, porque se não cessar, é muito grave".


A diarreia é comumente acompanhada por cólicas, febre e até mesmo vômitos. Para prevenir, é importante que as mamães mantenham sempre os objetos de uso alimentício dos pequenos sempre bem limpinhos. Além disso, lavar muito bem as mãos antes de preparar a papinha deles, lavar os alimentos servidos e ferver a água, também ajudam a diminuir os riscos de contaminação. Além de esterilizar os utensílios utilizados.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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