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Devemos educar nossos filhos para serem éticos?

Seg, 04/11/2013 - 08h10

educar os filhos

Foto: Hemant Mehta / Corbis

É triste ver o seu filho perdendo alguma oportunidade para um espertinho de plantão, mas qual o melhor a se fazer quando o assunto é a criação dos seus filhos? O ideal é educar os filhos para serem éticos?

Apesar de parecer uma decisão fácil e óbvia, muitas mães ficam divididas entre a ética e uma possível vantagem que os filhos possam obter sendo "mais espertos que os outros". A professora Silvia M. Prado Ribeiro, do Colégio Nossa Senhora do Morumbi, afirma: "A ética, em certos casos, pode ser confundida com submissão que, neste caso, representa a aceitação de qualquer situação imposta, por mais que isto não seja agradável ou até mesmo favorável para si".

Sendo assim, o ideal é utilizar um balanceamento entre essas duas visões, pois é possível se dar bem sem deixar de ser ético. "Se tivermos apenas o objetivo de mostrar-lhes como se dar bem independentemente da situação, a ética, o olhar para o outro e o se colocar no lugar do outro com certeza não estarão presentes na formação de nossos filhos", alerta a professora.

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Para facilitar as coisas para os pequenos, tente usar situações do dia a dia para apontar quais situações podem ser dadas como incorretas ou corretas. Por exemplo, na fila da padaria, caso alguém passe a frente de outra pessoa, explique ao seu filho o porquê disso estar errado e como não traz qualquer benefício. A atitude correta seria pedir para passar primeiro por estar com muita pressa, isso resolveria todo o problema.


Mas também pontue que ele não pode deixar que outras pessoas passem a frente dele apenas por não querer entrar em conflito. O objetivo não é que as crianças sofram bullying por tentarem ser éticas, mas que ajam de modo correto, sem prejudicar outras pessoas.

É importantíssimo que uma barreira não seja quebrada: a linha tênue que separa o se dar bem eticamente do tirar vantagem às custas dos outros é o respeito. A partir do momento em que a criança tem a oportunidade de desenvolver a consciência quanto às suas atitudes, sabendo que há um limite que não deve ultrapassar, a solução do conflito fica mais clara e tangível. Afinal, nossa liberdade começa onde termina a do outro.

* Serviço: Silvia M. Prado Ribeiro, professora do Colégio Nossa Senhora do Morumbi.

Por Juliany Bernardo (MBPress)

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