Especial de Páscoa

Filhos especiais - luta com amor e esperança

Qui, 21/07/2011 - 05h00

Filhos especiais

Foto Willian Andrade. Divulgação TV Globo


Os pais são o alicerce de crianças que têm alguma deficiência, pois elas necessitam de tratamentos, profissionais ligados à educação e saúde e outra série de cuidados especiais. Por isso, é importante que a família se adapte a essa nova fase, tomando consciência das mudanças que a rotina sofrerá.

A dona de casa Keila Leite Chaves, mãe do David Leite Chaves, de 14 anos, revela que ainda não descobriu a doença do menino.

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"Meu filho até hoje não tem diagnóstico. Foi feito estudo de caso, mas a conclusão foi que era um quadro sindrômico, e que por conta de várias questões, não dava para dizer em qual síndrome ele se enquadrava", diz. "Há mais de cinco mil e fica difícil checar. Pediram que eu esperasse para ver se com o crescimento ela se destacava."

Enquanto a síndrome não é descoberta, Keila conta que a única saída dele é ir para escola pela tarde, a dois quarteirões de casa, onde ele tem hoje o contato com a comunidade. "Meu filho costuma atrair olhares de espanto, medo e pena por onde ando com ele, olhares que hoje não encontro nas crianças que convivem com ele e no bairro onde moramos, onde todos dão por sua falta nos espaços públicos que frequento", relata a mãe.

David fez tratamento quando pequeno, mas atualmente não faz, o que, segundo Keila, altera o seu desenvolvimento por falta de reabilitação. Ela e mais milhares de famílias participam de uma associação de mães que lutam pelos direitos dos filhos com deficiência e que procuram socializar as informações e incentivar a luta pelo exercício da cidadania.

A notícia de que seu filho tinha deficiência foi descoberta dias depois do nascimento, pois ele dormia praticamente o dia inteiro e isso a preocupava. Mas, após a descoberta, a mãe revelou: "A notícia de que ele tinha uma deficiência para mim não me abalou muito, pois ele só precisaria de uma mãe para ajudá-lo nessa caminhada e isso estava ao meu alcance", afirmou.

Quanto às adaptações, Keila conta que precisou se esforçar para conciliar e atender aos três filhos, o marido, cuidar da casa e ainda iniciar uma luta que agregou mais famílias à sua. "David me mostrou um mundo até então desconhecido, de portas fechadas, de nãos, de barreiras e imposições, mas sempre com um sorriso no rosto. E desde então não tenho medido esforços para transpor todos estes obstáculos juntos com os demais que encontramos pelo caminho."


Keila e David são um exemplo de vida para tantas outras famílias que não aceitam a deficiência do filho, que rejeitam, que maltratam, que ignoram. Saber enfrentar os problemas, sempre com sorriso no rosto e esperança no olhar é o melhor remédio para adaptar a vida de acordo com as necessidades da criança. Saber valorizá-la, amá-la e cuidá-la é o primeiro passo para a aceitação da doença.

Por Caroline Belleze Silvi (MBPress)

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