Filhos homens são preferidos das mães?

Filhos homens são preferidos pelas mães

A história de que as mães preferem, ou pelo menos são menos duras, com os filhos homens é antiga. E um estudo britânico, do site Netmums, feito com 2.672 mães, mostrou que há sim alguma verdade nisso. De acordo com o resultado, as chances de uma mãe ser mais dura com a menina do que com o menino é duas vezes maior e, apesar de mais da metade achar essa distinção errada, 21% repreende mais as meninas.

A psicóloga especialista em educação Fernanda Araujo Cabral, explica que a suposta preferência das mães pelos filhos é analisada pela psicanálise com a teoria do Complexo de Édipo. Trazendo a teoria ao cotidiano, a explicação seria que os filhos encontram seu complemento nas mães e por isso esforçam-se para agradá-la e conquistá-la, imitando o pai para conseguir o papel e a parceria que este tem no relacionamento pai e mãe. O mesmo vale para as meninas em relação aos pais. A diferença no tratamento da mãe com o filho é uma resposta a isso. "Como exemplo recordo-me da fala de um menino em situação terapêutica em que ele fala sobre ter tirado más notas na escola e temer a bronca que levaria do pai. Quando questionei sobre a postura da mãe ele disse que a mãe também ficaria brava, mas que ele sabia como agradar a mãe e fazer com que ela ficasse menos brava".

Porém, Fernanda detalha que não é tão simples generalizar com teorias, além disso o estudo indica somente que a mãe tende a repreender menos filhos meninos. Ela explica que diferenças no tratamento que os pais dão para os filhos são naturais, saudáveis e importantes para o desenvolvimento da personalidade nas crianças. "A igualdade na relação com os filhos não ocorre nem entre filhos de sexo oposto e nem entre filhos do mesmo sexo, pois cada criança vai desenhando uma personalidade diferente". Outro exemplo de exigência diferenciada tem a ver com filhos mais velhos serem mais exigidos que os filhos mais novos porque os pais temem mais errar.

No caso da diferenciação por causa do sexo, Fernanda conta que existem dois fatores marcantes que geram alguma diferença no tratamento. Um deles é social, já que historicamente existe a exigência de que as mulheres sejam mais caprichosas, atentas, tenham melhores notas na escola e bom comportamento. "Assim as mães tendem a cobrar mais tais comportamentos de suas filhas, tornando-se menos exigentes com os meninos". E o outro é projetivo, que se explica com o fato de que por serem do mesmo sexo e assim ter maior identidade com o histórico de vida da menina, as mães tendem a projetar suas frustrações na filha, exigindo que elas conquistem tudo aquilo que a mãe não conseguiu. "Também por julgar entender o que as meninas passam, as mães tendem a se comparar e acreditar que ‘se eu podia fazer, minha filha também poderá’".

Mas a relação entre mãe e filha não é só cobranças, por outro lado é normal haver maior cumplicidade e empatia. "Mãe e a filha se identificam no gosto por brincadeiras, no gosto por roupas ou maquiagens e até mesmo na busca ou preferência por ídolos. Já que os filhos do mesmo sexo têm a tendência imitar e se identificar com o comportamento do pai ou da mãe, é importante ressaltar e valorizar essa característica na relação, pontuando o companheirismo".


No caso de famílias com meninos e meninas em que há a reclamação de preferência, o mais importante é deixar claro que as relações se estabelecem de maneiras diferenciadas e não diz respeito a gostar mais ou menos, com o objetivo de evitar mágoas. "É claro que vez ou outra surgirão reclamações características de "ciuminho" e isso faz parte de qualquer relacionamento, nada que não se resolva com um pouco de mimo, que de vez em quando, faz bem para todo mundo".

Por Larissa Alvarez

 

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