Por que as crianças não gostam de matemática?

As crianças e a matemática

Quase sempre a matemática é a grande vilã nos boletins escolares. Ao lado de outras disciplinas das ciências exatas, por exemplo, física e química, a matemática se torna uma verdadeira armadilha para o bom desempenho.

Estudiosos afirmam que é possível combater a repulsa que os alunos têm por essa matéria. O professor universitário Evanilton Rios Alves, escreveu o livro "Etomatemática - Multiculturalismo em Sala de Aula". Segundo o autor, o livro é indicado aos profissionais de educação, estudantes das licenciaturas em matemática e pedagogia, administradores do eixo escolar e todos que, de alguma forma, usam a matemática como recurso no trabalho.

Alves acredita que os alunos, até o sexto ano do ensino fundamental, costumam gostar da disciplina. "A partir dessa fase muitas crianças e jovens começam a não mais se interessar pela matemática. Acredito que seja pela forma como ela é desenvolvida, ou seja, como ela está no currículo para ser cumprida. Além de outras questões, bem como a interação com algo concreto, que a criança possa relacionar com a aplicação", diz o autor.

O livro propõe que seja ensinado aos alunos uma matemática "viva", ajudando a estabelecer uma relação entre a disciplina e o cotidiano daqueles jovens. Evanilton explica: "Acredito que isso poderá diminuir a rejeição pela matemática, pois deixa o aluno frente a uma matemática com vida. Por exemplo, a atividade de marceneiro estudada e proposta no livro". "O papel do professor é muito importante na mediação de elementos diversos que possa compor uma matemática viva para os alunos", completa.

A participação do professor é fundamental na obtenção de resultados positivos. O autor afirma que o professor tem o objetivo de repensar práticas para contribuir com o processo educacional no ensino de matemática e fazer com que o estudante veja essa ciência como algo vivo, útil e prazeroso. "É possível ficar apaixonado pela matemática, dependendo da abordagem dos conteúdos em sala de aula", garante Alves.

Evanilton diz que a matemática deveria ser ensinada tendo como base as diversas profissões. Ele acredita que, em maior ou menor grau, as profissões têm como componente a matemática. Ele conclui que cabem à escola e ao professor adequar o conteúdo ao ambiente escolar e aproveitar o que tais profissões podem contribuir para que as crianças e jovens procurem gostar dessa ciência.

O professor universitário ressalta que não se trata de tornar o estudante do ensino básico um profissional antecipado, mas, sim, oferecer a oportunidade para fazer a relação com a matemática acadêmica. "Da forma como se encontra hoje, parecem situações distintas, sem ligação. Uma coisa é a matemática que os profissionais utilizam nas suas atividades, outra é a matemática "aprendida" na escola. Isto tende a diminuir com esta proposta", explica Alves.


Evanilton acredita que o professor pode e deve fazer essa relação entre o conteúdo teórico e a matemática prática das profissões. O professor diz: "Basta o professor realizar projetos que associem os conteúdos da grade curricular e a matemática apontada nas diversas atividades profissionais". Ele ressalta o fato de que matemática é importante para o desenvolvimento lógico do aluno.

Por Bianca de Souza (MBPress)

 

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