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Poupando para a faculdade de seus filhos

Seg, 08/03/2010 - 05h00

Poupando para a faculdade de seus filhos

O famoso ditado "filhos criados, trabalho dobrado" costuma fazer muito sentido para os pais quando o adolescente decide cursar uma faculdade. Afinal, são inúmeros gastos, que vão desde a mensalidade até o aluguel de uma nova casa ou república, se o campus ficar em outra cidade.

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Uma alternativa para fugir do endividamento nessa etapa da formação dos jovens é juntar valores bem antes do vestibular. "Poupar com o fim de pagar a universidade é um ótimo negócio, pois vai livrar os pais de uma preocupação e de um gasto quase certo na vida de todos", afirma a contadora Dora Ramos, fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial.

A consultora de finanças pessoais e colunista do Vila Mulher Suyen Miranda lembra que os pais devem pensar no futuro dos filhos desde cedo. "É sempre importante que comecem o quanto antes a guardar dinheiro para o futuro educacional dos filhos. Quanto mais cedo, menor o valor a ser investido, porque há mais tempo para poupar e alternativas mais rentáveis do que a poupança podem ser aplicadas ao valor. Sugiro que o montante esteja dentro das possibilidades da família e que seja guardado mensalmente".

Dora recomenda que a família se baseie na escolha de uma boa instituição para calcular o valor a ser poupado. "É importante determinar com base em dados concretos qual a faculdade o filho terá condições de cursar com a poupança que está sendo feita ou, quem sabe, fazer o caminho contrário e verificar qual a faculdade planejada para o filho. A partir desta informação é possível verificar o valor que deve ser poupado. O importante é ajustá-lo à realidade financeira da família".

Ela ensina como calcular o valor para cobrir os gastos antes de investir. Elabore planilhas de cálculo que levarão em consideração o tempo necessário para poupança, o valor do gasto previsto para a mensalidade, além de transporte, livros e alimentação. "Faça uma conta como se o seu filho estivesse frequentando a faculdade hoje e verifique qual o gasto mensal. A partir desta informação base que você conseguirá determinar o valor necessário para poupança", explica. Neste momento, a ajuda de um profissional da área de finanças é primordial.

"Como medida de referência, se poupar R$ 30 reais durante 240 meses (equivalente a 20 anos), o valor final será por volta de R$ 19 mil, considerando os juros remunerados pela poupança. Se houver outros tipos de investimento com maior rentabilidade, este valor pode dobrar ou mesmo triplicar. E se o valor mensal for maior, o montante final será ainda mais expressivo", exemplifica Suyen.

Mas aonde aplicar o dinheiro? "O investimento ideal é aquele que nos dá maior garantia e segurança. Só é possível chegar a essa conclusão após analisar a situação do mercado. Também é necessário levar em consideração o tempo em que o valor deverá ficar aplicado. O que é bom para uma pessoa pode não ser para outra", responde a contadora. Suyen deixa uma boa dica para quem vai, por exemplo, investir num fundo de previdência privada. "Ele implica em um investimento inicial alto e a poupança acaba sendo muito prática. Se for começada logo que a criança nascer, poderá receber depósitos mensais de baixo volume e, com o tempo, o montante da poupança pode ser aplicado na previdência privada, com sucesso".

As duas especialistas concordam que o melhor é começar poupar o quanto antes. "Se possível, que tal abrir a conta de poupança logo que a criança nascer? Será um presente memorável para ela e toda a família. Imagine a alegria de todos quando ele comemorar seus 18 anos e tiver um patrimônio capaz de abrir portas profissionais por meio da educação sem gerar qualquer dívida? Não é um sonho, é algo totalmente acessível desde que com um bom planejamento. Lembre que o tempo passa rápido, portanto, comece agora", aconselha Suyen.

"A idade aconselhável é logo que a criança inicia sua vida escolar, mas o que tenho visto é uma grande dificuldade dos pais em conseguir manter o ensino regular e conseguir fazer uma poupança para o futuro. Então, talvez, o ideal seja uma poupança iniciada desde o nascimento do bebê e com possibilidade de saques para manutenção de toda a vida escolar do filho", sugere Dora.

Embora cada caso tenha suas particularidades, manter o objetivo original é a estratégia para garantir uma boa formação escolar aos filhos. "É bom lembrar que se trata de poupança para o futuro educacional do filho, e não para uso com roupas, brinquedos e outras coisas que fogem a formação escolar. Lógico que no futuro, se o filho não precisar deste recurso para pagar a faculdade, ele pode usar para se tornar um empreendedor, ou para cursos de idiomas e outras especializações".

Anotou tudinho? Então, siga as dicas e fique mais tranquila quando seus "bebês" estiverem na faculdade!

Por Priscilla Nery (MBPress)

2 comentários no Vilaclub

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Felipe Felipe
Qui, 28/04/2011 - 19h49 - reportar abuso

legal

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Felipe Felipe
Qui, 28/04/2011 - 19h46 - reportar abuso

é Pietro com 4 meses, RG, CPF e conta bancária, pra quando nene ficar grande poder escolher o que vai querer fazer...

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