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Separação dos pais, reflexo nos filhos

Nos dias atuais, o filho de pais separados não é mais uma exceção. Conviver com amigos na mesma situação pode até ajudar a criança a aceitar melhor a condição em que estará a partir daquele momento, mas não ameniza em nada o sofrimento individual da criança em se adaptar a essa situação.

Mesmo nos casos em que é nítida que a separação do casal é a melhor opção, a criança de até seis anos não consegue abstrair e imaginar nenhuma situação em que ela saia perdendo.

Nessa idade a criança é egocêntrica, não enxerga o mundo e nenhuma situação sem estar como o personagem principal e, sendo assim, mesmo que inconscientemente, sente-se culpada pela saída do pai ou da mãe de casa. Digo inconscientemente, pois filhos de pais que se separaram quando eram menores do que os seis anos, normalmente não terão grandes lembranças da fase da sua família nuclear completa, porém apresentarão alterações comportamentais significativas até que aceitem completamente a situação.

Algumas crianças ficam apenas tristes, quietas, outras vão apresentar agressividade verbal ou física. Por incrível que possa parecer, as crianças que ficam apáticas a essa situação, aparentando controlar e aceitar bem, são as que mais problemas apresentarão no futuro, justamente por terem guardado tanto o seu sentimento em relação a situação e, na maioria dos casos, tornam-se inseguras ou descrentes em relação a relacionamentos afetivos, e essa conseqüência, se tornará explícita apenas na adolescência ou na fase adulta, fazendo que nem todos associem esse comportamento a situação vivida na infância.

Lidar com as crianças nessa situação é sempre delicado e exige paciência e principalmente respeito aos sentimentos dos pequenos, pois a fase só poderá ser superada por ela e por mais ninguém.

Deixar e principalmente incentivar a criança a expor seus sentimentos sobre essa situação é um caminho mais doloroso para os pais, mas melhor para a criança, pois a fará esclarecer seus sentimentos no momento em que os vive. Calar-se e não deixar a criança vivenciar não é forma de proteção, e sim de descaso com a mudança de vida que a criança está sendo submetida.

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Michelle Maneira é pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia e especialização em tecnologias educacionais, professora de educação infantil da rede pública.

Assuntos relacionados: separação pensão alimentícia
 

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