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Michelle Maneira
Com a palavra:

Michelle Maneira

Separação dos pais, reflexo nos filhos

Sex, 18/07/2008 - 13h45

Nos dias atuais, o filho de pais separados não é mais uma exceção. Conviver com amigos na mesma situação pode até ajudar a criança a aceitar melhor a condição em que estará a partir daquele momento, mas não ameniza em nada o sofrimento individual da criança em se adaptar a essa situação.

Mesmo nos casos em que é nítida que a separação do casal é a melhor opção, a criança de até seis anos não consegue abstrair e imaginar nenhuma situação em que ela saia perdendo...

Nessa idade a criança é egocêntrica, não enxerga o mundo e nenhuma situação sem estar como o personagem principal e, sendo assim, mesmo que inconscientemente, sente-se culpada pela saída do pai ou da mãe de casa.

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Digo inconscientemente, pois filhos de pais que se separaram quando eram menores do que os seis anos, normalmente não terão grandes lembranças da fase da sua família nuclear completa, porém apresentarão alterações comportamentais significativas até que aceitem completamente a situação.

Algumas crianças ficam apenas tristes, quietas, outras vão apresentar agressividade verbal ou física. Por incrível que possa parecer, as crianças que ficam apáticas a essa situação, aparentando controlar e aceitar bem, são as que mais problemas apresentarão no futuro, justamente por terem guardado tanto o seu sentimento em relação a situação e, na maioria dos casos, tornam-se inseguras ou descrentes em relação a relacionamentos afetivos, e essa conseqüência, se tornará explícita apenas na adolescência ou na fase adulta, fazendo que nem todos associem esse comportamento a situação vivida na infância.

Lidar com as crianças nessa situação é sempre delicado e exige paciência e principalmente respeito aos sentimentos dos pequenos, pois a fase só poderá ser superada por ela e por mais ninguém.

Deixar e principalmente incentivar a criança a expor seus sentimentos sobre essa situação é um caminho mais doloroso para os pais, mas melhor para a criança, pois a fará esclarecer seus sentimentos no momento em que os vive. Calar-se e não deixar a criança vivenciar não é forma de proteção, e sim de descaso com a mudança de vida que a criança está sendo submetida.

Michelle Maneira é pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia e especialização em tecnologias educacionais, professora de educação infantil da rede pública.

6 comentários no Vilaclub

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Ninguém Cresce Sozinho Ninguém Cresce Sozinho
Sáb, 18/01/2014 - 18h47 - reportar abuso

Tema muito importante. Para acrescentar a esta leitura recomendo: http://ninguemcrescesozinho.com/2013/09/09/algumas-consideracoes-sobre-os-filhos-em-meio-a-separacao-dos-pais/

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vsedwfqnt vsedwfqnt
Dom, 24/11/2013 - 13h49 - reportar abuso

VilaMulher - Separação dos pais, reflexo nos filhos
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uvsedwfqnt

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camila camila
Qui, 29/12/2011 - 15h51 - reportar abuso

me separei do meu marido a 7 messes ele saiu de casa para se juntar com uma outra mulher com qum ele vive hoje e tenho duas filhas com ele , uma de 7 anos e uma de 11 meses e é muito dificil a de 7 anos sofre mais calada mais ela ficui uma crianca triste e insegura agora a bebe ficou muito agreciva parece que ela está sempre na defensiva

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Jéssica Jéssica
Sáb, 22/10/2011 - 03h40 - reportar abuso

No começo desse ano presenciei a separação definitiva dos meus pais, eles já tinham se separado outras vezes, mas dessa vez dizem eles que é definitiva, e eu o que não tinha sofrido nas outras vezes, sofri nessa, já tenho 18 anos e realmente sinto muito a falta dos meus irmãos que não estão comigo, da família interagindo, todos juntos nas refeições, realmente é uma situação bem difícil.

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Fernanda Fernanda
Ter, 26/04/2011 - 14h00 - reportar abuso

Exatamente isto que estou passando, a mina filha está agressiva e eu preciso ter muito mais paciencia do que nunca. Deu de bater em mim e atirar coisas contra mim, tem apenas 2 anos e 4 meses. As vezes me belisca com tanta força e faz uma cara de tanta raiva (minha impressão) que estou ficando até triste com isto, por toda esta agressividade. Mas lendo a matéria vi que é melhor a criança externar o que sente através da agressividade, visto que é uma fase que mais tarde ela não vai recordar-se do que guardar isto somente para si. Até que aliviou um pouco o que eu estava sentindo.

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Dom, 11/04/2010 - 11h06 - reportar abuso

Bom dia Michelle Maneira!!! Estou baseando minha monografia no tema da separaçaõ dos pais e inflencias desta ação na aprendizagem dos pequenos , gostei bastante do que escreveu e gostaria de saber a sua opinão afundo sobre este assunto , e daber também de voçê se eu escolhi um bom tema....agradeço se responder, ou mande-me um email...gomes.oliveira1@hotmail.com

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