Gravidez confirmada na hora do parto

ter, 28/12/2010 - 09h57

Gravidez confirmada na hora do parto

Enjoos, inchaço, mudanças hormonais, seios maiores ou ausência da menstruação são sinais típicos da gravidez. Mas, às vezes, eles se manifestam em menor intensidade, e muitas mulheres só descobrem que estão grávidas próximas de dar à luz, quando chegam ao hospital. Foi o que aconteceu no início deste mês, em Blumenau (Santa Catarina). Depois de três gestações, a mamãe que nem imaginava ter mais um filho foi ao posto de saúde para o tratamento de cólicas renais e entrou em trabalho de parto no banheiro do hospital, quando esperava ser atendida.

Há cinco anos, a jogadora de basquete Sílvia Gustavo também não sentiu qualquer sintoma da gravidez e só descobriu a gravidez no sétimo mês. Ela chegou a disputar algumas partidas antes do parto e nem os próprios médicos da seleção brasileira diagnosticaram qualquer sintoma da gestação.

Casos como esses são raros de acontecer, entretanto não são difíceis de serem noticiados ou relatados por profissionais, como é o caso do obstetra Dilermando Pereira Almeida Filho, da Paraná Clínicas.

"Durante esses 38 anos de exercício da atividade obstétrica atendi duas pacientes que chegaram em período expulsivo do parto, sem ter conhecimento que estavam grávidas. Uma delas veio para consulta médica e o atendimento do parto foi realizado no próprio consultório médico. A outra veio para se consultar no setor de emergência do Hospital, tendo o parto sido realizado no Centro Obstétrico. Ambas as pacientes eram adolescentes, sem escolaridade, e sequer imaginavam a possibilidade da gravidez. Lembro de uma terceira paciente que era médica, portanto esclarecida, que veio para consulta de revisão na fase pós parto, sendo que ele já estava grávida novamente e nem sabia".

Segundo o obstetra, o sangramento que indica a menstruação pode continuar durante o primeiro trimestre da gravidez devido a hematomas retroplacentares, infecções vaginais com inflamação, irritação do colo uterino ou a presença de pólipos no canal cervical (colo do útero). "Ou ainda pela deficiência na produção de progesterona (hormônio que ajuda na implantação do ovo no endométrio) e a gravidez ectópica, quando ela ocorre fora da cavidade uterina. O sangramento ocorrendo em um volume considerável a gestação progride normalmente", explica.

Se não há sangramento, a gestante acha que problemas emocionais ou disfunções hormonais explicam a falta dele e não a possibilidade da gravidez. "Mas quando ele é em excesso, ou mais volumoso, geralmente é o indício de um aborto", alerta o obstetra.

Algumas mulheres que também não sentem os sintomas típicos continuam com o uso do anticoncepcional, para tratamento de cistos no ovário, por exemplo. Casos como esse podem ser perigosos pois as substâncias tóxicas, seja do anticoncepcional ou de outros medicamentos, atravessam a barreira placentária e atingem o feto, o que pode prejudicar o seu desenvolvimento.

No período em que a mulher está grávida, ela tem mais vontade de urinar, só que em pequenos volumes, ainda sente mais sede e sonolência. Próximo do sexto mês já é possível notar os movimentos fetais, então dificilmente muitas mulheres passam dessa fase sem se dar conta que carregam um novo ser em seu útero.

Segundo Dilemando, a principal conseqüência de se descobrir a gravidez semanas ou dias próximos ao parto é a dificuldade de aceitação em ser mãe. Além das adolescentes, atletas ou mulheres obesas também descobrem tardamente que estão grávidas, por conta do ciclo menstrual irregular. Mulheres com sobrepeso ainda conseguem encobrir mais facilmente a gestação, escondendo-se pela própria obesidade.


"Os medos e a rejeição podem desencadear problemas emocionais graves, inclusive aumentando o risco de depressão pós-parto. Dificilmente a falta do pré-natal traz conseqüências graves, a não ser em pacientes que possuem outras doenças associadas". Mas isso não é motivo para que o pré-natal seja deixado de lado. "É através dele que podemos identificar mulheres com maior risco de complicações durante a gestação e o parto". Assim a mãe estará pronta para dar a luz sem grandes sustos.

Por Juliana Lopes

17 comentários no Vilaclub

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Chris
qua, 09/07/2014 - 18h09 - reportar abuso

Descobri minha gravidez com inacreditáveis 31 SEMANAS!!! Menstruava normalmente e até duas semanas antes de descobrir não existia barriga. Sério, tenho fotos de short e barriga de fora. Só descobri porque comecei com um inchaço esquisito. Imaginei que pudesse ser a gastrite ou úlcera (já tive úlcera uma vez e inchei muito). Fui na minha clínica geral que, após me examinar, disse que o inchaço parecia gravidez. Me deu vários exames, inclusive o Beta HCG. E deu positivo. Dias depois fiz a ultra e vi que estava grávida entre 31 e 33 semanas. A obstetra fez o fundo de útero, que deu compatível com 31 semanas. Providenciar tudo \"no susto\" está sendo o maior desafio. Mas não vejo a hora de ver minha menininha. ♥

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rosiane alves farias
sex, 07/01/2011 - 14h30 - reportar abuso

é incrível que ainda hoje possa acontecer isso com tantas informações,acho que realmente deve ser pela loucura em que vivemos hoje,stress,corrida e vários outros fatores que muitas vezes nos deixam sem tempo para observar nosso próprio corpo.

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eliane
seg, 03/01/2011 - 15h00 - reportar abuso

realmente pode acontecer... Uma amiga minha teve uma grande surpresa ao descobrir que ia ser avó... Sua filha de 16 anos engravidou e nem desconfiou... não parou o ciclo menstrual e nem cresceu barriga apenas os seios aumentaram de volume o que foi dado por mormal por sua mãe que só descobriu a gavidaz da filha na hora do parto que quase se deu em casa mesmo. A ausencia de barriga foi justificada por ela ter um quadriu largo. Outra conhecida minha só ficou sabendo que seria mão quando sentiu uma forte dor \"intestinal\" e a criança nasceu no vaso sanitario em seu banheiro...

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