Moda das Famosas

Gravidez não é doença!

Seg, 13/09/2010 - 05h00

Gravidez não é doença

Colocar em prática o dom de gerar, da gravidez, é um dos desejos mais intensos de quase toda mulher. Vivenciar as mudanças corporais, sentir o bebê chutando e construir um sentimento por alguém que ainda nem se conhece são momentos indescritíveis para muitas delas.

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Há quem tire de letra as mudanças comportamentais ocasionadas pela gestação, mas há também casos de futuras mães que se veem frustradas por terem de abrir mão de certos hábitos - balada, bebida, emprego - e acabam encarando a gravidez como um problema, uma barreira que a impede de viver, de ser quem ela realmente é.

Entretanto, tratar a gravidez como uma doença está longe de ser a saída mais adequada. Ainda mais porque a fase de cuidados excessivos se dá nos três primeiros meses de gestação. "Nesse período, o risco de aborto é grande. Por isso, a mãe leva uma vida mais supervisionada pelos médicos", ressalta Luciana Herrero, médica pediatra, educadora perinatal e Consultora internacional de Amamentação da Aninhare, empresa de prestação de serviços de saúde e educação. "O erro, nesses casos, é a grávida e seus amigos e familiares acharem que esses três meses de gravidez são ‘eternos’. A futura mãe pode e precisa viver a vida dela. Mãe é apenas um dos papéis que ela exerce na sociedade", completa.

Algumas limitações, ao contrário do que muitos pensam, têm fundamento. Bebida e cigarro podem prejudicar o feto. Em viagens longas, a mulher precisa fazer paradas para ir ao banheiro e esticar as pernas. E lugares aglomerados e exercícios em piscinas muito aquecidas podem abaixar a pressão arterial. Mas, segundo Luciana, uma coisa que pode parecer boba, mas irrita algumas grávidas, é o sentimento de propriedade que a comunidade acha que tem sobre ela. "Todo mundo quer passar a mão na barriga e algumas mulheres não gostam desse excesso de toque", comenta a médica.

Grávida pintando o cabelo é sinônimo de guerra entre família, mas Luciana garante que isso não passa de exagero. "Existem tintas que não possuem amônia e que são permitidas para gestantes. Sem contar que a mulher grávida precisa continuar bonita. Ela passa por um turbilhão de transformações nesse período e cuidar da autoestima é essencial para conseguir ultrapassar essa fase com mais confiança", explica.

Outra dúvida que não sai da cabeça das gestantes é se o sexo nessa fase é permitido. A médica afirma que sim e quebra mais um mito, ressaltando que não há possibilidade de o pênis machucar o bebê. "O órgão masculino não tem contato com o feto, que fica bem protegido. A mulher só precisa encontrar uma posição confortável para que a relação seja prazerosa", atenta. Outra mudança é que a libido pode diminuir ou aumentar durante a gravidez. Por isso, uma boa conversa com o companheiro pode tornar a vida sexual menos complicada durante os nove meses. "Nessa fase os homens ficam confusos, acham que estão fazendo sexo ‘sob a supervisão do filho’. Ao mesmo tempo, quando não atendem ao desejo da mulher, fazem com que a parceira se sinta feia e mal amada".

Lidando com a crise

A intensidade das mudanças e das crises varia de mulher para mulher. Porém, o mais importante é que a futura mãe se permita viver essas sensações positivas e negativas. "Os familiares precisam também compactuar com isso. Reprimir a mãe todas as vezes que ela desabafar e reclamar da gravidez pode gerar uma depressão pós-parto", alerta Luciana. "Uma sugestão é ‘retrucar’ ressaltando um lado positivo dessa fase. Ela não pode dormir de bruços, mas não pega fila no banco nem no mercado".

A cada três meses de gestação, as mulheres passam por oscilações. E paciência é a palavra de ordem para os maridos/namorados. "Costumo dizer que o homem não deve entrar no jogo, pois se agora ela dá uma bronca, daqui a alguns minutos ela vai dar um beijo. O jeito é ser apenas espectador", sugere a médica.

A passividade do companheiro deve ser deixada de lado quando a oscilação de humor for duradoura. "Quando já existe um problema - tendência a problemas psiquiátricos, depressão ou esquizofrenia - é preciso cautela. Uma instabilidade exacerbada pode gerar ou intensificar transtornos mentais".


É fato que uma gravidez ocasiona uma série de mudanças comportamentais e físicas na mulher. Mas Luciana afirma que essa fase precisa ser vivenciada na mente e no coração. Na mente está o desejo de querer engravidar. E no coração está o desejo de cuidar e de amar a criança que vai chegar. Sem neura.

Por Juliana Falcão (MBPress)

2 comentários no Vilaclub

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Claudia Claudia
Sex, 25/05/2012 - 13h19 - reportar abuso

Fica a dica...

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Indara Roberto Indara Roberto
Seg, 12/09/2011 - 22h32 - reportar abuso

Lê isso Arthur !!!

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