Moda das Famosas

Parto Normal - aparelho indica a necessidade de episiotomia

Qua, 04/08/2010 - 05h00

Parto Normal aparelho indica a necessidade de epi

A cesariana é de longe o método mais usado nas maternidades. Segundo dados do Ministério da Saúde, ela representa 80% dos partos feitos em instituições privadas.

Publicidade

Muitas vezes pela falta de informação ou mesmo pelo incentivo dos médicos, muitas gestante não optam pelo parto normal, com receio do método e da episiotomia.

O corte é feito na região do períneo, que fica entre a musculatura da vagina e do ânus. É usado quando há a rigidez do períneo, para ampliar o canal de parto e evitar que aconteça a laceração, ou seja, o rompimento total da pele na saída do bebê. Trata-se de uma lesão controlada. Segundo a ginecologista e obstetra Denise Coimbra, antes do parto, o próprio médico analisa se é necessário ou não a ruptura. "Vai depender do tamanho do períneo. A episiotomia pode ser evitada protegendo o períneo com a mão do obstetra durante o período expulsivo. Outra situação é avaliar o tamanho de períneo. Caso tenha uma distância segura, o médico deixa romper ou faz a perineotomia (corte em direção ao reto)", explica Coimbra. Segundo a ginecologista, geralmente a episiotomia não é usada em mulheres que já tiveram filhos.

A fisioterapeuta Miriam Zanetti, diretora da Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher e coordenadora do curso de especialização de fisioterapia em obstetrícia da Unifesp, explica que durante a passagem do bebê o corte atinge vários graus de profundidade. "O primeiro é leve e superficial e volta ao normal em poucos dias. A partir do segundo, quando há o risco de se cortar o músculo, a episiotomia, é uma alternativa". Segundo a professora do curso de fisioterapia da Unifieo, quando o corte chega aos graus 3 e 4 há o risco de comprometer o esfíncter anal", explica.

A fim de evitar episiotomias desnecessárias e lacerações graves, Mirian e a obstetra Mary Nakamura, criaram um aparelho adaptado ao modelo alemão - chamado de epi-no - que mede a elasticidade da região. O modelo original é usado para melhorar a elasticidade, enquanto o protótipo da Unifesp, em fase de testes, será usado apenas para medir previamente as chances do rompimento.

A medição poderá acontecer no terceiro trimestre de gestação. Se for constatada que a rigidez do períneo possa prejudicar o parto normal, o médico indicará exercícios e massagens para melhorar a elasticidade e fortalecer a região. Zanetti afirma que o aparelho pode também ser usado logo no início da gestação. "Assim, as futuras mamães se previnem com massagens feitas no local", aponta. Segundo a professora, a diferença do aparelho brasileiro para o europeu está no uso do material descartável, o que poderá reduzir o seu custo. O epi-no é usado no Brasil e importado por 150 euros, cerca de 350 reais. Por enquanto, Mirian e Mary aguardam empresas que se interessem na fabricação do aparelho em grande escala. Enquanto isso não acontece, ele será apresentado ainda este ano em um congresso no Canadá.

Pós-parto

Em muitos casos a recuperação depois do parto normal é tranqüila. "São usados fios cirúrgicos absorvíveis, isto é, materiais que o organismo tem a capacidade de metabolizar e dissolvê-los após manter os tecidos aproximados até que cicatrizem", explica Jonathas Borges Soares, diretor clínico do Projeto Alfa.

Mas Coimbra afirma que dependendo da profundidade do corte durante o parto, com episiotomia ou não, se corre o risco da formação de fibrose, quelóide (lesões) ou granuloma - uma reação inflamatória semelhante a um nódulo. Segundo a fisioterapeuta, o alargamento da região durante o parto muitas vezes atrapalha o desempenho sexual da mulher. Após a saída dos pontos é comum a mulher sentir dores durante as relações ou mesmo quando se usa uma calça mais apertada que pressiona o local.

"Em caso de fibrose há também dores na penetração, assim como no período menstrual, isso por conta de um endometrioma (cisto) local", acrescenta Coimbra. Após o parto, a indicação da fisioterapeuta é fazer exercícios específicos para a região do assoalho pélvico, localizada entre o clitóris e o ânus. "Eles são fundamentais para qualquer mulher que passou pelo parto humanizado", diz a ginecologista. Mas quando existe uma alteração maior por conta de vários nascimentos, a cirurgia plástica, chamada de Perineoplastia, é a indicação dos médicos. O procedimento corrige a anatomia natural da vagina, ou seja, diminui a entrada vaginal que foi alargada, reforçando a musculatura do assoalho pélvico. "Caso a mulher se sinta ‘larga’ necessita da cirurgia corretiva para melhorar a vida sexual do casal", reforça a obstetra.


Segundo Soares, este tipo de cirurgia plástica é mais frequente em mulheres que não realizaram a episiotomia. "Mas sim em vítimas de lacerações mais profundas e não controladas das estruturas de contenção e sustentação dos órgãos pélvicos. Deste modo, as cirurgias podem simplesmente se ater a correção do esfincter vaginal, o que melhora a atividade sexual", acrescenta.

A episiotomia é um assunto polêmico entre os obstetras. Por isso é importante que as gestantes estejam informadas sobre a necessidade ou não do procedimento e não tenham surpresas de última hora.

Por Juliana Lopes

Nenhum comentário no Vilaclub

Comente!

Especiais Vila Mulher

Especial de Páscoa

Quiz de Celebridades!

Quem é mais jovem?

VILACLUB - O conteúdo da rede do Vila Mulher

Top Temas

artesanato bolo de cenoura bolo de chocolate cabelos curtos cortes de cabelo emagrecer enfeites de natal lembrancinhas chá de bebê lembrancinhas de natal maquiagem moda verão 2014 orgasmo pensão alimentícia penteados penteados para madrinhas posições de sexo posições sexuais unhas decoradas vestidos