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Transmissão do HIV durante o parto

Seg, 21/03/2011 - 05h01

Transmissão do HIV durante o parto

A ciência evoluiu significativamente nas últimas décadas. Até mesmo países subdesenvolvidos têm usufruído de descobertas científicas na área da saúde. Doenças como a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), que há menos de 20 anos representava morte certa e sofrida, hoje é tratada e controlada facilmente.

É no leite materno, no sangue, no esperma e na secreção vaginal de pessoas infectadas que o vírus HIV é encontrado.

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As formas de contágio mais comuns são relações sexuais sem o uso de preservativos, transfusão de sangue e compartilhamento de objetos cortantes, por exemplo, seringas. Além disso, uma mãe soropositiva pode transmitir o vírus ao bebê. A contaminação ocorre, principalmente, na hora do parto ou durante a amamentação.

Segundo o Dr. Marco Aurélio Saád, infectologista do Hospital São Luiz, há várias determinantes para o percentual de mães que transmitem o vírus para os seus filhos. Antes de haver medicação apropriada para o controle da doença, o número de bebês contaminados durante a gestação era de 25%. Este percentual crescia para 45% quando a mãe amamentava o seu bebê. "Isto pode ocorrer ainda hoje se a gestante não realizar o acompanhamento médico e se não tomar os remédios", alerta o infectologista.

Ao realizar o pré-natal e tomar a medicação, a futura mamãe verá que as chances de contágio são muito pequenas. "Hoje com o tratamento é possível controlar a doença na mãe, daí a chance de transmissão é de menos de 1%. E com os protocolos de tratamento o risco é quase nulo", garante o Dr. Marco Aurélio. Caso a carga viral da mãe seja zerada, o que significa controlar a quantidade de vírus para que eles não se multipliquem e não atinjam o sistema imunológico do doente, o risco é quase zero.

Saád lembra que muitos são os fatores que irão determinar qual será o melhor medicamento para tratar uma paciente gestante. Mas em um aspecto ele é categórico: "Estas drogas não são prejudiciais ao feto, desde que ministradas corretamente".

Para aumentar as chances da criança se manter saudável, algumas precauções são essenciais: assim que descobrir a gravidez deve-se realizar um teste de HIV, não abrir mão de um bom pré-natal, evitar parto normal ou trabalho de parto prolongado e a mãe portadora do vírus não deve amamentar o bebê. "Este é o único caso em que o aleitamento materno não é recomendado", lembra o infectologista. Se o vírus for contraído durante a gestação, o bebê corre mais riscos.


O Dr. Marco Aurélio explica que durante o parto é que os riscos aumentam: "É um momento que há maior exposição do feto às secreções infectadas da mãe". Caso o bebê contraia o HIV, ele deverá ser sempre acompanhado por um infectologista pediátrico. Mas o especialista garante: "Há uma série de medicamentos infantis que podem reduzir e até ‘zerar’ a carga viral. O HIV hoje é apenas mais uma doença crônica que tem controle, como diabetes e colesterol", afirma. "As mães devem fazer o pré-natal e o tratamento. E aquelas que estão grávidas não podem deixar de lado o teste de HIV", alerta o médico.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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