Como se planejar financeiramente para a chegada do bebê

seg, 26/09/2011 - 05h03

Planejamento para a chegada do bebê

Filhos trazem muitas alegrias, mas também gastos. Da mesma maneira que uma educação de péssima qualidade compromete o desenvolvimento da criança, compras mal planejadas na hora de aumentar a família podem trazer dores de cabeça para o bolso dos pais.

Como a chegada de um bebê nem sempre é planejada com cautela, tem muita gente disposta a dar uma mãozinha para os pais que estão prestes a arrancar os cabelos. Um dessas pessoas é a colunista de Economia Maria Fernanda Delmas, autora do livro "Olha quem está poupando" (Editora Campus).

Com linguagem simples, a jornalista dá dicas de como preparar bem o bolso para o aumento da família. "A vida financeira muda completamente, e para sempre. É preciso se preparar para um novo patamar de gastos. O ideal é que o casal tenha desde sempre o hábito de fazer uma poupança de emergência, mesmo antes de planejar os filhos. Se houver uma gravidez inesperada, já terão uma reserva financeira para lidar com isso", orienta.

Maria Fernanda conta que o primeiro erro dos pais é pensar somente nos gastos imediatos, com enxoval, carrinho e o quarto. O segundo é comprar o enxoval por impulso. "O terceiro erro é achar que você não será uma boa mãe se não comprar tudo de mais caro. Fazer economia não é vergonha nem sinal de descuido com seu filho", afirma.

A montagem do quarto consome muito dinheiro. Por isso, nada melhor do que a antecipação. "Lá pelo quarto ou quinto mês de gravidez, quando normalmente já se sabe o sexo do bebê, os pais já podem começar a pesquisar fornecedores e fazer as primeiras compras. Na decoração, opte pelas lojas que vendem produtos mais padronizados (e mais acessíveis) e converse com outras mães", diz a autora.

Familiares e amigos sempre dão muitas roupinhas de presente. Então, espere para não comprar além do que precisa. "Mesmo assim, não dá para escapar de alguns gastos: berço, banheira, cadeirinha de carro, mamadeiras e afins, roupas, lençóis. O preço do carrinho nos Estados Unidos chega a ser menos da metade do cobrado aqui. Se puder, encomende", sugere Maria Fernanda. "E em vez de brinquedos, compre um livro para ir formando uma biblioteca para a criança".

Se o bebê não for o primeiro, aproveite o berço, carrinho, banheira, cadeira de alimentação usados pelo irmão mais velho. Por isso, é melhor comprar modelos que sirvam para meninos e meninas, caso o segundo filho seja de sexo diferente do primeiro. Mas nada impede que os itens sejam de um primo ou do filho de um amigo próximo. "Roupas e sapatos de melhor qualidade também podem ser guardados e reutilizados", opina Maria Fernanda.

Na hora de compra as roupas para a mãe e para o bebê, coerência é a palavra-chave. A autora sugere que a gestante tenha dois pares de calças de malha fria (de grandes lojas de departamento ou feirinhas) e um par de jeans. Dá até para aproveitar batas e blusas soltinhas que estão na gaveta. "Recorra também ao círculo das grávidas. Entre amigas, é comum uma emprestar as roupas de grávida para as outras. Nos sapatos boas sapatilhas. Talvez você precise comprar um ou outro par em tamanho maior para o fim da gravidez, quando os pés costumam ficar bastante inchados."

Para o bebê, adquira peças de malha, como os macacões inteiros, lojas de departamentos e feiras. Como as pessoas geralmente dão muitas roupas de tamanho até nove meses, é melhor a mãe comprar peças maiores. Quanto aos sapatinhos, não adquira muitos, pois o bebê quase não usa.

Não é bom deixar muito para o fim, pois sempre há o risco de o bebê nascer prematuro. O ideal é ter tudo pronto até o sétimo mês. Comprar na última hora pode significar aceitar qualquer preço para ter um produto. Então, esses dois ou três meses no meio da gravidez acabam concentrando os gastos.

É preciso pensar no futuro do bebê. Por isso, uma poupança será bem-vinda. "Os especialistas recomendam que se comece a poupar para o futuro do bebê logo que ele nasce. Acho que é razoável tentar juntar pelo menos R$ 100 por mês. É bom também que os pais tenham algum outro tipo de poupança para casos de emergência em suas vidas. Assim, não se sentirão tentados a mexer no dinheiro acumulado para os filhos", diz Maria Fernanda.


E não pense que acabou. O planejamento de gastos deve ser constante! A diarista, por exemplo, certamente será trocada pela empregada/babá (um dos maiores saltos no orçamento familiar). Depois, virão as despesas com alimentação, creche e escola e de pediatra, caso ele não seja coberto pelo plano de saúde. "A melhor forma de se preparar é conversar com famílias que já têm esses gastos, além de sondar valores de salários e escolas de sua região", indica Maria Fernanda.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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