Inseminação Artificial

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Inseminação Artificial

A maternidade faz parte dos sonhos de quase todas as mulheres. Algumas engravidam de surpresa, sem planejamento. Outras, porém, planejam anos a fio. São aquelas que, por mais que tentem engravidar de forma natural, não conseguem. Aí, uma boa saída pode ser a reprodução assistida de baixa complexidade - a famosa inseminação artificial.

No processo, alguns milhões de espermatozóides são colocados na cavidade ovariana, na época da ovulação. Funciona mais ou menos assim: a mulher passa por um processo de estimulação dos ovários por aproximadamente 10 dias. Enquanto isso, o sêmen recolhido do homem é tratado e limpo. Depois, cerca 0,5 ml desse material é colocado na cavidade do útero. E aí é só esperar.

Segundo o ginecologista Dirceu Mendes Pereira, especialista em medicina reprodutiva, o resultado pode vir entre 12 e 14 dias e as chances da uma gravidez bem sucedida variam entre 14% e 17%. Uma relação sexual sem problemas rende 18% de chance de gravidez. “A inseminação é então o mais natural dos métodos artificiais”, completa. “Mas não é o casal que opta pelo método”, informa a ginecologista Nilka Fernandes Donadil, especialista em reprodução humana.

Segundo ela, a escolha do procedimento é do médico. “Optamos pelo que é melhor para o casal”.

Os dois alertam que a mulher não deve tentar a inseminação mais de quatro vezes. “Depois disso, as chances são mínimas. É prova de que o método não está alcançando seu objetivo. Ela deve partir para outra alternativa”, aponta Dirceu.

De qualquer forma, os riscos são sempre presentes. De acordo com Nilka, da Clínica Pró-Embryo, existem três possíveis problemas durante o processo de inseminação artificial. “O primeiro é com a medicação: se não for bem dosada, pode produzir mais óvulos do que o necessário e resultar em gravidez múltipla. O segundo é o risco de síndrome de hiper-estímulo ovariano, também por conta da medicação”. Além disso, a ginecologista explica que existe a possibilidade de ocorrer gravidez fora do útero. “Na inseminação artificial isto pode acontecer tanto quanto na gravidez natural”, alerta.

O emocional de quem procura um processo de inseminação está, normalmente, alterado. E, nesse caso, acaba por influenciar nos resultados. Nilka defende que a reação dos pacientes depende muito da abordagem do médico. “Otimismo exagerado pode ser ruim para o paciente. Prefiro ter casal pé no chão. Reprodução assistida não é cartola de mágico”, diz.

O público que procura a inseminação é em sua maioria formado por casais que não conseguem engravidar pelo método natural. Cerca de 5% são solteiros, em busca da produção independente. Outro 1% é representado por casais homo afetivos.

Mulheres com idade avançada também costumam procurar o método. “E infelizmente elas procuram as clínicas muito tarde. Mais cedo, as chances de engravidar seriam maiores”, lamenta Dirceu. Quanto mais jovem, maior a quantidade e a qualidade do óvulo feminino.

O preço do processo varia dependendo da clínica e da medicação utilizada. Dirceu, atual presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, estima que cada tentativa para fecundação pode sair entre R$2 mil e R$3 mil.

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Congelamento de óvulos

Por Cristina Boscolo (MBPress)

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