Inseminação artificial ao alcance de todos

Inseminação artificial ao alcance de todos

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O sonho da maternidade nem sempre se transforma em realidade por desejo e obra da natureza. Às vezes, é preciso um empurrãozinho da tecnologia médica. Mas ainda assim, devido ao alto custo dos tratamentos de reprodução assistida, nem todo mundo tem acesso. Ou tinha. Isso porque o Projeto Beta, criado em 2005 por médicos e professores universitários, oferece esses tratamentos a famílias sem condições financeiras de recorrer a uma clínica convencional.

O Projeto Beta de Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social é o primeiro centro médico do país a oferecer tratamento na área da infertilidade adequando os custos às condições econômicas do casal. Trata-se então de uma opção mais rápida que os hospitais públicos e mais barata que uma clínica normal.

“Todos têm direito a constituir uma família. E como os serviços públicos não suportam a demanda de casais que sofrem de infertilidade e os planos de saúde não incluem esse tipo de serviço, resolvemos criar o Projeto Beta para tornar o tratamento acessível”, diz o ginecologista Newton Busso, professor da Santa Casa e um dos fundadores do Beta.

O projeto oferece hoje todo tipo de tratamento na área de reprodução humana - coito programado, inseminação artificial, fertilização in vitro, micromanipulação de gametas, recepção de oócitos e criopreservação de pré-embriões. “Os procedimentos mais frequentes são a inseminação artificial - colocar o sêmen preparado dentro do útero da paciente - e a fertilização in vitro, também chamada de bebê de proveta, onde os gametas são manipulados em laboratório”, explica Roberta Wonchockier, gerente administrativa do Projeto Beta.

Depois de uma avaliação médica, o casal passa por entrevista com uma assistente social que avalia a situação financeira do paciente e elabora um plano de pagamento que se ajuste às suas possibilidades. O valor também é de acordo com a renda sócio-econômica de cada casal. “Em média, o tratamento com a medicação sai em torno de 40% mais barato que em outras clínicas convencionais”, calcula Roberta. O Projeto já realizou mais de 1300 fertilizações in vitro - e cerca de 200 inseminações artificiais.


Para informar a população sobre os problemas que impedem que um casal “engravide”, o Beta realiza ainda palestras mensais gratuitas. “Muitas vezes as pessoas desconhecem que os problemas são contornáveis e sofrem por anos pela falta de acesso e conhecimento”, acrescenta Newton. Mais informações sobre as datas e temas podem ser encontradas no site do projeto (www.projetobeta.com.br). Para ser um paciente do Beta basta agendar uma consulta ou participar dessas palestras. As próximas devem acontecer nos dias 22/08 e 19/09.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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