Madrastas - até que ponto interferir na educação dos enteados?

Sex, 06/07/2012 - 05h00

Até onde devese interferir na educação dos enteado

Foto: FreeDigitalPhotos http://bit.ly/JHVdLe

Na sociedade contemporânea, a composição da família tradicional deu lugar a um novo modelo, o de pais e mães, solteiros ou separados, com filhos, que formam novos núcleos familiares. Porém, outro desafio também aparece para quem entra numa relação onde já existem filhos: qual deve ser a participação das madrastas e padrastos na educação do enteado?

Nos contos de fadas, as madrastas são sempre personagens maldosos, que só querem o sofrimento dos enteados.

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Na realidade, madrastas e padrastos são pessoas que tentam se encaixar dentro de uma família já existente, muitas vezes, trazendo consigo também novos membros para o grupo.

Porém, não dá para fazer parte de uma família sem o envolvimento emocional, sem assumir responsabilidades. E é justamente isso que pode gerar conflitos. Nem sempre, os companheiros (as) estão dispostos a compartilhar da educação dos seus filhos; outros, já cobram participação, mas se ferem ao ver o outro brigando com a criança. Sem contar o ciúmes, tanto dos filhos, quanto da madrasta ou padrasto, que muitas vezes enxerga na criança, a antiga relação amorosa.

A questão divide opiniões. A servidora pública Roberta Nascimento (nome fictício) tem quatro enteados, três maiores de idade e um adolescente. Ela tenta não interferir muito na educação deles, pois o companheiro não é muito aberto às criticas.

"Prefiro não opinar muito na educação da menor, que é a que convive mais comigo. Às vezes até ela pede para eu falar com o pai dela sobre certas coisas, ou pedir algo, como deixá-la ir a um baile da escola, mas eu respondo que isso tem que ser resolvido entre ela, o pai e a mãe, porque não quero ser responsabilizada se acontecer algo que desaprovem só porque incentivei", comenta

Definitivamente, a relação entre madrasta/enteado/pais deve ser muito bem conversada, para que todos se sintam livres e aceitos e tenham um único objetivo, garantir o melhor convívio e educação para as crianças e adolescentes, que se sentem perdidos diante das novas famílias.

Para a jornalista Flávia Albuquerque, que está começando agora um relacionamento com um homem com filhos, uma boa forma de se relacionar com os enteados é se mostrando amiga, estando disposta a conversar, sem extrapolar os limites estabelecidos pelos pais. "Acho que uma maneira de ajudar é tentar mostrar, na medida do possível, que quem está ali não é a mãe, nem o pai, é um amigo, uma pessoa diferente que pode opinar diretamente, mas sem assumir a posição de pais, pois talvez isso dê uma conotação diferente."

Do outro lado da história, a servidora pública Flávia Ruas perdeu sua madrasta recentemente e lamenta muito, pois a relação das duas era mesmo maternal. Ela lembra que no começo, devido a pouca diferença de idade - ela tinha 6 anos e a madrasta 17, na época que casou com seu pai - houve muitos conflitos.


Com o passar dos anos, a relação foi amadurecendo e se fortificando no dia a dia familiar. "Ganhei uma companheira, uma pessoa que eu trocava informações, que me dava conselhos, que falava um monte de besteira, que ‘encobria’ meu namoro adolescente. Eu casei e ela estava presente, passei por muitas coisas boas e ruins e ela estava presente. Eu sinto que o que nós vivemos se transformou em amor de mãe, porque ela dizia às pessoas, que tinha dois filhos", relembra.

Por Carmem Sanches

Assuntos relacionados: madrasta padrasto enteados pais famílias

4 comentários no Vilaclub

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claudia silva claudia silva
Qui, 16/01/2014 - 13h37 - reportar abuso

Eu, realmente me sinto infeliz e sem condições de mudar as coisas na minha casa. Pois eu me casei com um homem que conheci sozinho, pois a mulher abandinou a casa por 3 anos e começamos a nos relacionar.
Nesse meio tempo a mulher voltou com o filho de 11 anos (hoje com 13)
querendo reatar o relaionamento.
Mas quando ela voltou, já volitoe com um cancêr já bem adiantado.
Eu e meu maridoa passamos por todas essas lutas semore apoiando um ao outro. Por ela estar doente ele trouxe o filho dele para morar conosco, e eu recebi da melhor forma possível, poie o menino é por demais rebelde. E a mãe mesmo doente fazia comentários maldosos a meu respeito. E o relecionemento nunca conseguiu ser melhoe oer causa disso. Tentei por várias vezes
me aproximar dele, mas cada vez a gente se afasta mais. E até o relacionamento com meu marido, já ficou um pouco abalado por causa do menino. Me deêm alguma forma de lidar com essa situação, pois amo meu marido e não quero me separar dele por causa do filho dele.

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Carolina Carolina
Ter, 22/10/2013 - 19h37 - reportar abuso

Eu tenho uma enteada de 12 anos, e a situação é completamente diferente. Sou sim sua amiga, ela confia em mim, me conta seus segredos, e conta comigo para solucionar seus "problemas" de início de adolescência. Influencio demais em sua educação, em seus estudos, na formação do seu caráter. Tenho uma filha de 6 anos, e as duas se dão muito bem. A mãe da minha enteada tenta tirá-la de perto de mim, tem muito ciúmes de nossa relação, mas não tem jeito. Ela nunca toma partido de nenhum dos lados, é sempre neutra nas discussões entre seus pais, e eu a amo demais!

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Qui, 10/01/2013 - 21h17 - reportar abuso

Maria Santos. Seu comentário é perfeito. Tenho 42 anos não tenho filhos e nunca poderei tê-los, meu marido tem uma filha de 15 anos que mora conosco, e como é difícil lidar com esta situação lendo seu comentário parece que vc convive em minha casa e descreveu o que eu vivencio. Pois eu sou sempre a errada, a intolerante, a culpada por mais que eu me desdobre para fazer o melhor. Sou professora trabalho em jornada dupla (duas escolas) passo toda o final de semana organizando a casa divido com ele todas as despesas da casa . Mas sempre que se inicia uma fase mais próxima entre nós dois, ela sempre dá um jeitinho para estragar tudo, o que é facilmente conseguido por pois ele permite tudo, ela sempre está certa, acima de qualquer erro.

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maria santos maria santos
Qui, 02/08/2012 - 17h36 - reportar abuso

Madrasta sem filhos ou seja a mulher do pai já nasce condenada. Os filhos adolescentes só acham ela boa e legal quando o convívio é esporâdico e em almoços e passeios. A partir da realidade do convivio entre mulher do pai sem filhos, erradamente chamada de madrasta, pai e filhos adolescentes deste pai...os problemas de comportamento disciplina falta de responsabilidade começam a ferver o ambiente e a madrasta vira a culpada de tudo, a que persegue os adolescentes que não querem fazer nada na casa. Situação complicasíssima que se não for bem conversada com o parceiro acaba em separação. Essa historia de ser amiga da filha do marido, não existe é ficção. A filha terá ligaçãio e influencia da mãe pra eternidade inclusive se a mãe for uma vagabunda que so quer o dinheiro do ex. A filha carrega uma culpa eterna e jamais será amiga da mulher do pai. Quando esse homem sair da vida dessa mulher filhos não se importarão...pois é nada menos do que a mulher do pai...que não tem sangue deles e nem é da família.
Ser realista é a melhor saída. Conversar com o parceiro tb. E cuidar da sua vida melhor ainda do que cuidar da vida de filhos que não são seus e nem se responsabilizar pela educação deles. Quem cuida disso é o pai.

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