Útero retrovertido dificulta a gravidez?

Útero retrovertido dificulta a gravidez

À primeira vista o nome pode deixar muitas mulheres assustadas, mas não é algo tão grave assim, principalmente para quem almeja ser mãe. Essa condição do útero virado para trás e voltado para a região posterior do corpo, descoberta em exames ginecológicos de rotina, não traz complicação graves durante a gravidez.

Segundo Edílson Ogeda, ginecologista do Hospital Samaritano, o útero retrovertido é apenas uma variação anatômica, por isso não traz sérias conseqüências para as mulheres que estão tentando engravidar. Há sim uma maior dificuldade, por conta de estarem mais suscetíveis a endometriose - quando o endométrio, camada que reveste o interior do útero, está em locais fora do órgão. Dessa forma, os focos desse endométrio muitas vezes sangram, e assim causam ardências pélvicas. A conseqüência disso é o enrijecimento das trompas. Sem essa mobilidade, a fecundação fica mais difícil, pois é nas trompas que ela ocorre.

Já durante a gestação, o útero retrovertido não chega a trazer grandes complicações, a não ser que ele seja fixo, este responsável por dores na evacuação e ao urinar. As dores ainda podem ser sentidas durante o ato sexual, às vezes até depois do sexo. A cistite também é outro mal relacionado.

Dessa forma entre o terceiro e quarto mês, mulheres grávidas podem ter dificuldades para urinar, mas passada essa fase, ela continua naturalmente. "É importante salientar também que a retroversão fixa está indicando que algo está prendendo o útero, assim como acontece nos casos de endometriose, que traz aderências do útero ao intestino", acrescenta o ginecologista.

De acordo com o Dr Isaac Yadid, diretor do Centro de Medicina Reprodutiva Huntington (RJ) a endometriose afeta 15% das mulheres. "O diagnóstico de endometriose é feito através do exame ginecológico e do ultrassom endovaginal especializado. Para diagnosticar a endometriose profunda, além do ultrassom endovaginal, também recomenda-se a Ressonância Magnética da Pélvis", explica o diretor.


Yadid explica que não há cura para a endometriose, portanto o tratamento é feito ao longo da vida. Os mais comuns, para mulheres que não querem engravidar, é o uso de anticoncepcionais orais e injetáveis, além dos implantes subdérmicos. Já em mulheres que querem engravidar pode ser feito tratamento hormonal e cirurgia ou vice-versa.

Por Juliana Lopes

 

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