Padronização de medidas das roupas

quin, 08/01/2009 - 15h38

Padronização de medidas das roupas

Você prova uma calça 40 e ela fica boa, perfeita. Muda de loja, pede o mesmo número e pluft, parece que seu corpo aumentou dois tamanhos e a calça não passa do quadril. Calma, o seu corpo não mudou de uma loja outra. O problema é a falta de padronização na indústria do vestuário.

Se você não agüenta mais ser vidente de provador - e sempre que precisa provar uma roupa respira fundo, fecha os olhos e pede para aquilo acabar logo, saiba que essa angústia vai acabar. Uma iniciativa promovida pela Associação Brasileira do Vestuário, a Abravest, resultou em uma portaria de normas técnicas para regularizar a festa dos tamanhos.

A norma NBR 13.377, que teve início no ano passado, foi finalizada em 2008 e tem por intuito padronizar o tamanho das peças de roupas comercializadas no Brasil. A norma já está em vigor, mas por não ser obrigatória é seguida apenas por uma pequena parte dos fabricantes de roupas. Roberto Chadad, presidente da Abravest, afirma que a associação está trabalhando duro para que ela seja adotada por todos os fabricantes.

Essa falta de padronização vista no Brasil é conseqüência da inexistência, até agora, de uma diretriz para o tamanho das confecções. “Não havia uma norma padrão e essa só foi concluída em 2008”, reforça Chadad. Segundo ele, muitas grandes empresas já estão dentro da norma. Mas as indústrias menores estão tendo dificuldade em se enquadrar e mudar a costura de seus produtos.

Com a padronização de medidas os consumidores serão beneficiados não apenas por poderem comprar sem precisar adivinhar o tamanho de roupa ideal para seu manequim. As compras on-line, via Internet, também devem aumentar, já que será possível comprar sem ficar na dúvida se a peça escolhida vai servir ou não.

A padronização de medidas é mundialmente conhecida e aplicada em diversos lugares. “Ela vem sendo utilizada há mais de 20 anos nos Estados Unidos, na Europa e no Japão”, conta Chadad. A busca pela medida padrão feita pela Abravest tem tomado proporções internacionais e outros países que também não têm a norma implantada, como Argentina, Paraguai e Uruguai, devem seguir em breve o exemplo brasileiro.

Por Cínthya Dávila (MBPress)

5 comentários no Vilaclub

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Monica
ter, 11/10/2011 - 12h28 - reportar abuso

Não estamos querendo com o padrão eliminar o diferencial das marcas, como comentado, muito pelo contraio.

queremos apenas que 42 seja 42 em qualquer marca, e não 40 em uma e 44 em outra.

diferencial é conceito, modelagem, lavagem, corte, estampas, detalhes...

a marca pode pintar e bordar em suas roupas, desde que elas recebam a etiqueta do tamanho que as peças realmente tem!!!!!!!!!!!!!

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elisa
ter, 23/08/2011 - 10h56 - reportar abuso

se todas empresas forem iguais.

não teram diferencial.

existe varios tipos de perfil. ja tenho marcas que adotei que veste maravilhosamente bem.e não compro de outras se tudo for igual.

para as empresas não acho ser vantagem.

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elisa
ter, 23/08/2011 - 10h18 - reportar abuso

para ter uma padronização.

tera que ter um perfil padrão,ou seja uma media.

intermediaria.existe varios tipos de perfil dentro de uma mesma idade.

que diferencia que tera as empresas se totas forem iguais?

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lincoln brasil e silva
quin, 16/06/2011 - 10h39 - reportar abuso

Gosto de comprar na Riachuelo,mas mesmo ali, o mesmo numero se é La Ville,não corresponde ao tamanho da Wolens...

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Luis Claudio Neves de Souza
qua, 04/08/2010 - 14h00 - reportar abuso

Muito bom este tópico sobre medidas, as indústrias que confeccionam roupas devem fazer sempre uma peça piloto toda vez que recebe uma nova remeça de tecido pois mesmo tendo orientação de padão de encolhimento do tecido pode haver diferenças finais devido ao tipo de acabamento dos processos de "diferenciados" (efeitos aplicados ao visual da roupa) e processos químicos sofridos em lavanderia, chegando a loja etiquetado como sendo um tamanho mas na realidade sua dimensão corresponte a outro. Portanto um mesmo modelo de roupa feito com tecidos de remessas diferentes ou tecidos diferentes podem apresentar dimensões diferentes, mas como o processo de etiquetação é feito durante a montagem da peça o fabricante ás vezes deixa a mesma sem a devida alteração evitendo o retrabalho que tira o valor da peça devido a emenda de costura resultante deste trabalho. Ficando assim a cargo do vendedor fazer malabarismo durante a venda.

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